02890 2200289 4500001000700000100004100007101000800048102000700056200021200063210003800275215002500313225001200338328013400350330188500484606001702369606000902386606001502395606002102410606002302431606001102454606002102465606001302486675001002499700003602509702004302545852001202588409089 a20241218d kmmy0pory50 ba apor aPT aQuestões de gênero nos projetos de reintegração social voltados ao trabalhoeperceções de reclusas sobre suas experiênciasfRayanne Araújo de Sousagori. tese Jorge Albino Quinas de Oliveira. aPortocFaculdade de Direitod2023 a123 f.d30 cm em PDF aEstudos aDissertação apresentada à Faculdade de Direito da Universidade do Porto para obtenção do grau de Mestre em Criminologia aEsta dissertação possui como principal objetivo compreender as perceções de mulheres reclusas acerca do trabalho prisional e sobre a sua influência no processo de reintegração social. As questões de investigação abordam os tipos de trabalhos nos estabelecimentos prisionais e as perceções de reclusas sobre esses trabalhos tendo em conta designadamente questões de género, motivações para o seu exercício e o valor dessas atividades durante o cumprimento da pena de prisão; bem como a importância atribuída ao trabalho prisional para o sucesso da reintegração social, incluindo a obtenção de rendimentos, a empregabilidade futura e a prevenção da reincidência. Foram realizadas entrevistas semiestruturadas com vinte reclusas que estavam a laborar no Estabelecimento Prisional de Santa Cruz do Bispo - Feminino. Os dados obtidos foram analisados a partir do conteúdo, em categorias temáticas e mostram que as reclusas desempenham sobretudo trabalhos em oficinas de confeições têxteis ou nos serviços de manutenção da prisão, motivadas especialmente pela ocupação e rendimento, mas que avaliam como tendo a capacidade de gerar mudanças a nível pessoal e melhores comportamentos prisionais. Contudo, são negativamente referenciadas pelas reclusas os baixos rendimentos do trabalho nas prisões e preconceitos, além de consideram que os trabalhos das mulheres não terão influência em oportunidades futuras, sendo estas sobretudo condicionadas ao conhecimento da situação de reclusão. São ainda apresentadas questões relativas à estereotipagem feminina marcada nos trabalhos que são proporcionados às reclusas. Os resultados evidenciam que o trabalho prisional de reclusas promove mais o desenvolvimento de competências pessoais que profissionais para a vida pós cárcere. aCRIMINOLOGIA aPENA aRECLUSÃO aREINTEGRAÇÃO aTRABALHO PRISIONAL aMULHER aTESE DE MESTRADO aPORTUGAL a343.9 aSOUSAbRayanne Araújo de4070 aOLIVEIRAbJorge Albino Quinas de 4727 jEST1332