07588 2200301 4500001000700000090001100007100004100018101000800059102000700067200024900074210003900323215001700362225001200379328016800391330627400559606001906833606002506852606003106877606002006908606001906928606003106947675001406978700004206992702005807034702006307092852001207155995011907167409030 a409030 a d kmmy0pory50 ba apor aPT aExcesso de peso, Síndrome metabólica, Ingestão nutricional e Atividade física numa amostra de População PrisionalfCarla Alexandra Gomes Afonsogori.tese Carla Alexandra Vieira da Silva Pedrosa, José Carlos Rodrigues Dias Ribeiro  aPortocUniversidade do Portod2019 a76 p.d30 cm aEstudos aTese de Doutoramento apresentada à Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto Programa Doutoral em Nutrição Clínica aOs hábitos alimentares inadequados e o sedentarismo são considerados as principais causas de doenças crónicas não transmissíveis, entre as quais se incluem a obesidade, a diabetes mellitus tipo 2 (DM2), as doenças cardiovasculares (DCV), a hipertensão arterial (HTA) e vários tipos de cancro. A obesidade é um problema de saúde pública, com sérios impactos sociais e económicos. A Organização Mundial de Saúde (OMS), considerando a importância que esta patologia tem na saúde mundial, desenvolveu uma estratégia global onde a alimentação e atividade física (AF) têm papel principal. É, portanto, essencial o contributo de uma alimentação saudável e equilibrada, assim como a prática regular de AF, sendo estes fatores essenciais para a prevenção destas patologias. Apesar dos inúmeros estudos desenvolvidos sobre estas temáticas, existem em Portugal vários grupos populacionais cuja avaliação urge fazer. A população reclusa é um grupo vulnerável, com um risco aumentado de malnutrição, consequência da sua fraca condição de saúde e de outros fatores sociais. Neste estudo procuramos caraterizar uma amostra de reclusos portugueses, relativamente à prevalência de excesso de peso em meio prisional, síndrome metabólica (SM), ingestão nutricional e AF. Métodos: Convidamos a participar no estudo todos os homens de 3 estabelecimentos prisionais (EP) do norte do país. Aceitaram participar 362 (30% do total de indivíduos convidados). Recolhemos dados sócio demográficos e de estilo de vida (idade, habilitações literárias, situação jurídico penal, trabalho no EP, hábitos tabágicos). Recolhemos também dados antropométricos (peso, altura e perímetro da cintura). O índice de massa corporal (IMC) foi calculado e categorizado de acordo com a classificação de IMC da OMS. Os homens com pré-obesidade e obesidade foram agrupados numa só categoria (definida como excesso de peso) para análise comparativa com o grupo sem excesso de peso. Para avaliação da ingestão nutricional foi utilizado um questionário de frequência de consumo alimentar (QFA), validado para a população portuguesa, e foi determinada a prevalência de inadequação nutricional com base nas recomendações da OMS e do Food and Nutrition Board. A avaliação dos parâmetros clínicos (pressão arterial sistólica (PAS), pressão arterial diastólica (PAD), concentração plasmática de glicose, colesterol HDL (HDL) e triglicerídeos (TG) foi realizada através da Carla Alexandra Gomes Afonso 9 recolha dos dados no processo clínico individual interno de cada recluso. A AF foi avaliada utilizando a versão curta do International Physical Activity Questionnaire (IPAQ) Resultados: Obtivemos dados válidos em 362 indivíduos, com uma média de idades de 37,4 anos (dp=11,6). O grau de escolaridade predominante é o 2º ciclo (33,1%). No que diz respeito à situação jurídico-penal, 67% dos reclusos são condenados, não se registando variações significativas entre os dois grupos de homens considerados (com e sem excesso de peso). Quanto ao trabalho, verificamos que a maioria dos homens não desempenham uma atividade laboral dentro do EP (53%). Da totalidade dos reclusos que participaram no estudo, 8% têm baixo peso, 47,5% são normoponderais, 34% têm pré-obesidade e 10,5% são obesos. Quando analisamos os parâmetros clínicos, verificamos que são os homens com excesso de peso que apresentam valores mais elevados de PAS (média=158,1 dp=14,6 vs. média=119,1, dp=11,8 mmHg), PAD (média=102,6, dp=13,2 vs. média=78,9, dp=12,1 mmHg) e glicose plasmática (média=108,2, dp=9,5 vs. média=96,7, dp=12,6 mg/dl), sendo as diferenças estatisticamente significativas, entre os dois grupos estudados (p<0,001). Relativamente à prevalência de SM, verificamos que 20,2% dos reclusos cumprem os critérios de SM, e são os indivíduos com excesso de peso os que mais contribuem para este valor (32,3% vs. 10,4%, p<0,001). A média do total de ingestão de energia é de 2473 Kcal (dp=724), e são os indivíduos com excesso de peso os que ingerem mais calorias, embora não se registando diferenças estatisticamente significativas entre os 2 grupos estudados. A análise da ingestão média de colesterol, fibra e micronutrientes não revela quaisquer diferenças significativas entre os dois grupos de reclusos avaliados, com exceção do cálcio, que apresenta uma ingestão significativamente superior nos reclusos com excesso de peso. Observamos elevadas prevalências de inadequação para vitamina K e molibdénio (100%), vitamina E (94,5%), fibra (92,3%), magnésio (89,2%), folato (86,7%), iodo (69,9%), cálcio (57,2%) e vitamina D (53,9%). Quando analisamos os reclusos quanto à AF, verificamos que, com exceção da AFVigorosa (AFV), os homens sem excesso de peso têm valores médios mais elevados de AF, comparativamente com os homens com excesso de peso (IPAQ_AFWalking média=458,6, dp=68,8 vs. média=451,3, dp=63,4, p=0,416; IPAQ_AFModerada (AFM) média=124,8, dp=16,3 vs. média=60,8, dp=6,6, p<0,001). Os homens com excesso de peso são mais inativos do que os homens sem excesso de peso, porém sem diferenças estatisticamente significativas. Verificamos igualmente que a totalidade da nossa população não é suficientemente ativa, já que não realizou AFM, numa semana, igual ou superior a 150 minutos, nem AFV igual ou superior a 60 min/sem. Conclusões: A maioria dos nossos reclusos é normoponderal, mas a percentagem de indivíduos com excesso de peso é elevada (44%). 20,2% dos reclusos apresentam SM. Todos os indivíduos apresentam ingestões inferiores ao recomendado para vitamina K, molibdénio, vitamina E, fibra, magnésio, folato, iodo, cálcio e vitamina D. A população estudada não é suficientemente ativa, apresentando valores de AFM e AFV inferiores aos recomendados. Como consequência da falta de estudos nesta área em particular, estes resultados devem ser observados como um ponto de partida para futuras investigações nesta população específica.  aMEDICINA91408 aNUTRIÇÃO9104976 aATIVIDADE FÍSICA9104964 aRECLUSOS911480 aPRISÃO95106 aTESE DE DOUTORAMENTO95155 911934a61 aAFONSObCarla Alexandra Gomes9423385 47279423386aPEDROSAbCarla Alexandra Vieira da Silva 4727aRIBEIRObJosé Carlos Rodrigues Dias f1948-9423387 jEST1305 104EST_1305_00000000000000052024-11-22698009480640aDGRSPcDGRSPfDGRSP9800kEST1305n2024-11-22o0rMOzEM PDF