03942 2200277 4500001000700000100004100007101000800048102000700056200030200063210003900365215001800404225001200422328015600434330279900590606001303389606001503402606003103417606000803448606001003456606002503466675000703491700003203498702007003530702005203600852001203652409016 a20241118d kmmy0pory50 ba apor aPT aA Reclusão como possível fator de propagação do Vírus da Imunodeficiência Humana Adquirida, da Hepatite e Tuberculose em meios prisionais do norte de Portugal fTeresa Lavandeira Mirandagori.tese Maria José Carneiro de Sousa Pinto da Costa, Corália Maria Fortuna de Brito Vicente  aPortocUniversidade do Portod2017 a158 p.d30 cm aEstudos aTese de Candidatura ao grau de Doutor em Ciências Médicas submetida ao Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar da Universidade do Porto.  aContexto - As doenças infectocontagiosas dos reclusos devem-se em parte aos seus comportamentos de risco em reclusão. O presente estudo teve como objetivo determinar a relação existente entre os comportamentos de risco existentes em meio prisional com as infeções pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH), o Vírus da Hepatite B (VHB), C (VHC) e pelo Mycobacterium tuberculosis. Métodos - No presente estudo analisaram-se os dados obtidos através do mesmo inquérito, aplicado em dois estabelecimentos prisionais do norte de Portugal, em momentos distintos e à população do sexo feminino e do sexo masculino. Na amostra composta por 42 mulheres, nos dois anos de estudo (2008 e 2010) todas estavam infetadas, havendo maior distribuição percentual pelo vírus da hepatite C (VHC). A maioria (76%) das reclusas afirma ter-se infetado fora da prisão, assim como a realização de tatuagens (28,5% e 42,8% respetivamente em 2008 e 2010) e a utilização de precingis. Destas, 15,7% reclusas afirmaram terem-se infetado na prisão. Elaborou-se um estudo transversal, com recolha de dados em 2008, 2013 e 2016, numa amostra proveniente de uma Prisão Central do Norte de Portugal com 136, 144 e 146 indivíduos, totalizando 426, nos anos acima referidos que decorreu a investigação. Pela análise dos dados verificou-se que nos 3 anos existiam sujeitos infetados, isto é, 51,4% em 2008, 51,4% em 2013 e 65,7% em 2016. Registaram-se, ainda, casos de coinfeção. À semelhança da população feminina, os homens (78,8%) afirmam ter consumido drogas ilícitas, sendo o haxixe a substância mais prevalente. Esta amostra identificou muitos comportamentos de risco, na prisão, como a partilha de seringas e relações sexuais desprotegidas. Nos dois estudos efetuados em locais, espaço de tempo e população diferente, verificou-se a perceção de participantes que assumem ter contraído uma das doenças infectocontagiosas em causa (VIH, VHB, VHC), dentro do estabelecimento prisional. Em acréscimo, nenhum caso de tuberculose foi encontrado na população estudada. Os dados foram tratados através do programa informático Statistical Package for the Social Sciences versão 21. Conclusão - Os resultados obtidos mostram a existência de comportamentos de risco no meio prisional o que pode motivar a disseminação de infeções. Como a prevenção da transmissão de infeções é um objetivo da Saúde Pública, impõe-se combater, tão rapidamente quanto possível, esses comportamentos. Não podemos afirmar que os reclusos não se tenham infetado em qualquer outra prisão, só porque não encontramos nenhum preso que se tivesse infetado neste estabelecimento prisional, entre 2005 e 2008. aMEDICINA aRECLUSÃO aDOENÇAS TRANSMISSÍVEIS aHIV aRISCO aTESE DE DOUTORAMENTO a61 aMIRANDAbTeresa Lavandeira  4727aCOSTAbMaria José Carneiro de Sousa Pinto da Costa.f1956- 4727aVICENTEbCorália Maria Fortuna de Brito  jEST1300