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    <subfield code="a">A responsabilidade dos menores</subfield>
    <subfield code="f">Ant&#xF3;nio Joaquim Domingues</subfield>
    <subfield code="g">ori.tese Augusto Silva Dias</subfield>
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    <subfield code="a">Mestrado em Ci&#xEA;ncias Jur&#xED;dico-Forenses</subfield>
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    <subfield code="a">Direito dos menores A responsabilidade dos Menores Fazer um trabalho, uma disserta&#xE7;&#xE3;o ou uma tese no &#xE2;mbito de um Mestrado em Ci&#xEA;ncias Jur&#xED;dico-Forenses, sobre o direito dos menores, revela-se uma tarefa &#xE1;rdua, gigantesca, mas &#xE9; um desafio imperd&#xED;vel. Falar do direito de crian&#xE7;as e jovens &#xE9; falar de presente e de futuro. De presente, pelo facto de conhecermos determinadas realidades respeitante a crian&#xE7;as e jovens adolescentes. Realidades que, n&#xE3;o poucas vezes nos chocam pela forma como tratamos, como s&#xE3;o tratados, as nossas crian&#xE7;as, os nossos adolescentes, os nossos jovens, os adultos de amanh&#xE3;. N&#xE3;o podemos deixar de nos perturbar quando vemos crian&#xE7;as e jovens t&#xE3;o mal tratados, abandonados, sem fam&#xED;lia, sem lar, na prostitui&#xE7;&#xE3;o, vitimas e autores de crimes e, em n&#xE3;o poucos casos, de crimes de extrema viol&#xEA;ncia, como roubos, viola&#xE7;&#xF5;es e mesmo homic&#xED;dios. Falar do direito de crian&#xE7;as e jovens &#xE9; falar igualmente do futuro, na medida em que teremos como miss&#xE3;o melhorar o estado da coisas, no sentido de poder agir quer como cidad&#xE3;os comuns, como professores, como ju&#xED;zes, como educadores, com a perspetiva de, em conjunto, poder melhorar a vida de tantas crian&#xE7;as que, com a complac&#xEA;ncia dos adultos, que olham para o lado, que passam por cima dos problemas, ignorando-os, negligenciando o sofrimento de tantas crian&#xE7;as e adolescentes, que sofrem indefesas, utilizando como justifica&#xE7;&#xE3;o &#x201C;isso &#xE9; com o Estado e suas institui&#xE7;&#xF5;es&#x201D;, Auto-desresponsabilizando-se. A sociedade que n&#xE3;o cuida das suas crian&#xE7;as n&#xE3;o tem perspetivas de futuro, porque as crian&#xE7;as s&#xE3;o os adultos de amanh&#xE3;. No presente trabalho propomo-nos deambular sobre o direito dos menores, mais propriamente sobre a responsabilidade dos menores no &#xC2;mbito da Lei tutelar Educativa, ou seja, a lei que regula o direito dos menores entre os 12 e os 16 anos de idade, quando estes cometem factos considerados pela lei penal como crimes. Pretendemos saber se h&#xE1;, ou n&#xE3;o, responsabilidade dos menores, quando autores de factos tipificados pela lei penal como crimes, melhor dizendo saber se &#xE9; poss&#xED;vel assacar responsabilidade ao menor, e na afirmativa, em que medida e com que fundamentos. Quando falamos de menores temos de ter bem presentes que estamos perante seres em desenvolvimento f&#xED;sico e psicol&#xF3;gico, temos que ter a perfeita no&#xE7;&#xE3;o que s&#xE3;o seres diferentes dos adultos, que s&#xE3;o seres com evidentes e &#x201C;perigosas&#x201D; fragilidades. Temos que tratar as crian&#xE7;as e jovens de forma respons&#xE1;vel e exigente, s&#xF3; assim poderemos ter adultos preparados e respons&#xE1;veis. O adolescente vive mergulhado no antagonismo de duas gera&#xE7;&#xF5;es. Ambas t&#xEA;m o tempo como refer&#xEA;ncia; o que as diferencia &#xE9; o facto de uma se destacar pela perspetiva da vida, o futuro, e a outra, pela experi&#xEA;ncia de vida, o passado. Entre as diversas fases do desenvolvimento humano, a adolesc&#xEA;ncia ocorre sensivelmente na segunda d&#xE9;cada da vida, perspetivando a continuidade da esp&#xE9;cie, continuando o processo din&#xE2;mico e ininterrupto da evolu&#xE7;&#xE3;o, iniciado com o nascimento. O voc&#xE1;bulo tem origem no verbo latino adolescere, que significa crescer ou crescer para a maturidade. &#xC9; uma fase especial ao ser humano, entendida como a etapa em que culmina o processo de maturidade biopsicossocial do indiv&#xED;duo. Apreendidos como indissoci&#xE1;veis, os aspetos biol&#xF3;gicos, psicol&#xF3;gicos e sociais s&#xE3;o essenciais no entendimento da adolesc&#xEA;ncia, posto que o conjunto e a combina&#xE7;&#xE3;o destas particularidades, resultam na especificidade deste per&#xED;odo da vida. &#xC9; na adolesc&#xEA;ncia que os requisitos da personalidade variam, ora aparecendo como curiosidade e a&#xE7;&#xE3;o no universo exterior, ou recolhendo-se numa introspe&#xE7;&#xE3;o com o mundo interior. Uma indecis&#xE3;o que oscila entre a afirma&#xE7;&#xE3;o e a contesta&#xE7;&#xE3;o dos valores enraizados e socialmente aceites, manifestando a sua rebeldia das mais diversas formas, pondo em xeque as regras vigentes, questionando-as e, mesmo, desobedecendo-lhe. &#xC9; igualmente na fase da adolesc&#xEA;ncia que surge a maior evolu&#xE7;&#xE3;o da afetividade, bem como das necessidades de autoafirma&#xE7;&#xE3;o, decorrentes das viv&#xEA;ncias emocionais. Em fun&#xE7;&#xE3;o da experi&#xEA;ncia particular e pessoal de cada adolescente pode transformar emo&#xE7;&#xF5;es como o amor e a gratid&#xE3;o em competi&#xE7;&#xE3;o e &#xF3;dio. Pelo que &#xE9; fundamental que a fam&#xED;lia, por um lado e a sociedade, por outro, exercerem uma aten&#xE7;&#xE3;o cont&#xED;nua de forma a conterem o adolescente no caminho certo, no caminho do bem, n&#xE3;o permitindo que nas&#xE7;am os indesej&#xE1;veis sentimentos de agressividade e impot&#xEA;ncia, incompat&#xED;veis a um desenvolvimento s&#xE3;o, de forma a obter um crescimento para a cidadania, com confian&#xE7;a e de forma equilibrada.</subfield>
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