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    <subfield code="a">Processo de excepcional complexidade e processo equitativo em direito penal</subfield>
    <subfield code="f">Ana Sim&#xF5;es Esteves</subfield>
    <subfield code="g">ori.tese Helena Marisa Pinheiro da Costa Mor&#xE3;o</subfield>
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    <subfield code="a">Lisboa</subfield>
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    <subfield code="a">Mestrado em Ci&#xEA;ncias Jur&#xED;dico-Forenses</subfield>
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    <subfield code="a">A presente disserta&#xE7;&#xE3;o de Mestrado Profissionalizante visa aferir se os processos penais nos quais &#xE9; declarada a excepcional complexidade cumprem os requisitos do processo equitativo, consagrados na Constitui&#xE7;&#xE3;o da Rep&#xFA;blica Portuguesa e na Conven&#xE7;&#xE3;o Europeia dos Direitos do Homem, em particular que crit&#xE9;rios devem ser considerados pelos sujeitos processuais para que a decis&#xE3;o que p&#xF5;e termo ao processo seja proferida em prazo razo&#xE1;vel. Inicialmente analisamos os princ&#xED;pios constitucionais de processo penal e do arguido, nomeadamente os decorrentes dos artigos 20.&#xBA; e 32.&#xBA; da Constitui&#xE7;&#xE3;o da Rep&#xFA;blica Portuguesa, tais como o direito do arguido &#xE0; defesa, o princ&#xED;pio da presun&#xE7;&#xE3;o da inoc&#xEA;ncia, o princ&#xED;pio in d&#xFA;bio pro reo e tamb&#xE9;m o direito ao recurso efectivo. Nos termos da lei processual penal portuguesa, a compet&#xEA;ncia para a prola&#xE7;&#xE3;o de decis&#xE3;o que decreta a excepcional complexidade pertence aos Tribunais de 1.&#xAA; Inst&#xE2;ncia, podendo ser proferida ex officio ou mediante requerimento do Minist&#xE9;rio P&#xFA;blico, depois de ouvido o arguido e o assistente. Para fundamentar a excepcional complexidade o Tribunal emprega crit&#xE9;rios espec&#xED;ficos, alguns dos quais estabelecidos na lei processual penal, designadamente o elevado n&#xFA;mero de arguidos ou de ofendidos e o car&#xE1;cter altamente organizado do crime. No entanto, a parca defini&#xE7;&#xE3;o de &#x201C;excepcional complexidade&#x201D; da lei imprime uma necess&#xE1;ria integra&#xE7;&#xE3;o jurisprudencial de crit&#xE9;rios que s&#xE3;o, tamb&#xE9;m eles, suscept&#xED;veis de converter os autos em particularmente complexos. Deste modo, a jurisprud&#xEA;ncia considera atend&#xED;veis crit&#xE9;rios como o modus operandi, o car&#xE1;cter sofisticado e t&#xE9;cnico do crime e meios de prova utilizados na investiga&#xE7;&#xE3;o, a dispers&#xE3;o geogr&#xE1;fica e temporal do crime ou o tempo necess&#xE1;rio para a conclus&#xE3;o do inqu&#xE9;rito. Declarada a excepcional complexidade, os prazos processuais s&#xE3;o em regra prorrogados, o que sucede quanto ao prazo m&#xE1;ximo de dura&#xE7;&#xE3;o da pris&#xE3;o preventiva, mas tamb&#xE9;m nos prazos m&#xE1;ximos de dura&#xE7;&#xE3;o de inqu&#xE9;rito e nos prazos para apresenta&#xE7;&#xE3;o de pe&#xE7;as processuais. Posteriormente, explanamos quais os direitos que segundo o artigo 6.&#xBA; da Conven&#xE7;&#xE3;o Europeia dos Direitos do Homem se devem efectivar para que um processo apreciado por um tribunal independente e imparcial consubstancie um processo equitativo, nomeadamente o respeito pelo direito do arguido a ser informado da acusa&#xE7;&#xE3;o e de dispor de tempo e de meios adequados &#xE0; prepara&#xE7;&#xE3;o da sua defesa, o direito a ser representado por defensor, a inquirir as testemunhas e o direito &#xE0; tradu&#xE7;&#xE3;o do processo. Enunciamos ainda os crit&#xE9;rios empregues pela jurisprud&#xEA;ncia do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem para aferir se uma decis&#xE3;o proferida por um tribunal de um Estado Contratante respeitou os crit&#xE9;rios do prazo razo&#xE1;vel para proferir decis&#xE3;o. Por fim, atendendo &#xE0; pr&#xE1;tica jurisdicional portuguesa actual, sugerimos medidas concretas para assegurar a celeridade dos processos penais de excepcional complexidade.</subfield>
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