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    <subfield code="a">A Pr&#xE1;tica de crimes por menores e a sua responsabiliza&#xE7;&#xE3;o</subfield>
    <subfield code="f">Cl&#xE1;udia Patr&#xED;cia Oliveira Magalh&#xE3;es</subfield>
    <subfield code="g">ori. tese  Jorge Duarte Pinheiro</subfield>
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    <subfield code="a">Lisboa</subfield>
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    <subfield code="a">Estudos</subfield>
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    <subfield code="a">Disserta&#xE7;&#xE3;o apresentada no &#xE2;mbito do Mestrado Profissionalizante em Ci&#xEA;ncias Jur&#xED;dico Forenses da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa</subfield>
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    <subfield code="a">Este texto versa sobre o tratamento jur&#xED;dico das crian&#xE7;as e jovens que, demasiado cedo, se
encontram com a Justi&#xE7;a.
Um dos maiores problemas com que a sociedade tem de lidar &#xE9; o crime. A discuss&#xE3;o sobre
o crime e a criminalidade surgem associados, frequentemente, a comportamentos juvenis,
existindo uma associa&#xE7;&#xE3;o entre a idade e a pr&#xE1;tica de determinados tipos de crime. Para o
aumento do n&#xFA;mero de crimes e para o risco de reincid&#xEA;ncia, tamb&#xE9;m surge como fator a
forte inter-rela&#xE7;&#xE3;o entre a vitimiza&#xE7;&#xE3;o juvenil e a participa&#xE7;&#xE3;o no crime, ou seja, as crian&#xE7;as
e jovens que foram v&#xED;timas de pr&#xE1;tica de crimes, posteriormente acabam tamb&#xE9;m por
desenvolver condutas delinquentes.
Neste sentido, com base no Relat&#xF3;rio Anual de Seguran&#xE7;a Interna de 2014, apresentam-se
no Anexo da presente disserta&#xE7;&#xE3;o (Tabela 1 e 2 e Gr&#xE1;fico 1, constantes na p&#xE1;gina 65 e
seguintes), dados de criminalidade obtidos ao longo do ano 2014, assim como a an&#xE1;lise dos
mesmos, de onde se conclui da tend&#xEA;ncia para a pr&#xE1;tica de crimes por parte de menores
entre os 12 e os 16 anos, as medidas tutelares educativas que s&#xE3;o mais aplicadas e as
categorias e subcategorias de crimes que s&#xE3;o mais praticados pelos jovens delinquentes.
Em Portugal a delinqu&#xEA;ncia infanto-juvenil &#xE9; um assunto que ora vai ganhando aten&#xE7;&#xE3;o,
ora cai no esquecimento da agenda pol&#xED;tica. Um movimento c&#xED;clico que se verifica nas
sociedades modernas e gera um sentimento de inseguran&#xE7;a e risco nos cidad&#xE3;os e que se
deve &#xE0; crescente mediatiza&#xE7;&#xE3;o e consequente inquieta&#xE7;&#xE3;o social perante os crimes
praticados pelos menores, nomeadamente os que envolvem crimes contra as pessoas, abuso
entre colegas de escola e &#xE0;s vezes contra professores, viol&#xEA;ncia motivada por raz&#xF5;es de
origem &#xE9;tnica, viol&#xEA;ncia de grupos, muitas vezes gratuita, crimes contra o patrim&#xF3;nio,
furtos a estabelecimentos ou ve&#xED;culos, etc.
Na realidade, o grupo das crian&#xE7;as e jovens &#xE9; especialmente vulner&#xE1;vel a v&#xE1;rias muta&#xE7;&#xF5;es,
especialmente quando inseridos em fam&#xED;lias destruturadas, em ambientes caracterizados
pelo desemprego, pelo alcoolismo e pelo crime.
Os jovens que violam a Lei t&#xEA;m de ser responsabilizados pelas consequ&#xEA;ncias do seu
comportamento por um sistema legal que equilibre, a corre&#xE7;&#xE3;o adequada do ponto de vista
desenvolvimental e a prote&#xE7;&#xE3;o da comunidade.
O presente texto reflete sobre a delinqu&#xEA;ncia juvenil e a conceptualiza&#xE7;&#xE3;o do jovem
delinquente contida na LTE em face do motivo eleito como constituindo uma finalidade
das medidas tutelares: a educa&#xE7;&#xE3;o do menor para o direito. Esta an&#xE1;lise incidir&#xE1;
especialmente sobre a inimputabilidade em raz&#xE3;o da idade e da responsabiliza&#xE7;&#xE3;o dos
menores delinquentes &#xE0; luz do Princ&#xED;pio da Culpa, comparando-o com o regime comum
aplic&#xE1;vel aos adultos e o regime especial penal aplicado aos jovens adultos delinquentes.
Aprofundarei estes temas, dividindo a presente disserta&#xE7;&#xE3;o em v&#xE1;rios Cap&#xED;tulos. Deste
modo, o Cap&#xED;tulo II recai sobre a problem&#xE1;tica social vivida, atrav&#xE9;s de uma breve viagem
pelos momentos mais importantes da evolu&#xE7;&#xE3;o do Direito dos Menores em Portugal.
O Cap&#xED;tulo III incide sobre a an&#xE1;lise do Regime Aplic&#xE1;vel em Portugal aos Menores que
Praticam Crimes, encontrando-se dividido em dois pontos: no primeiro ser&#xE1; evidenciada a
import&#xE2;ncia dada pela nossa Lei Fundamental aos direitos dos menores, passando em
segundo plano para a an&#xE1;lise da LTE: os seus aspetos principais, as suas influ&#xEA;ncias e as
suas finalidades, as principais altera&#xE7;&#xF5;es introduzidas pela Lei n.&#xBA; 4/2015, de 15 de janeiro,
terminando com uma opini&#xE3;o cr&#xED;tica sobre a necessidade de se proceder a novos
ajustamentos.
No Cap&#xED;tulo IV, ser&#xE1; dada aten&#xE7;&#xE3;o aos Requisitos de Responsabiliza&#xE7;&#xE3;o dos Menores pela
Pr&#xE1;tica de Crimes, comparando as finalidades das medidas tutelares educativas com as
finalidades das penas aplic&#xE1;veis aos adultos e aos jovens adultos delinquentes. Por &#xFA;ltimo
tratar-se-&#xE1; da Culpa e da Imputabilidade no Direito dos Menores.
Por fim, o Cap&#xED;tulo V, referente &#xE0; Conclus&#xE3;o, onde ser&#xE3;o apresentadas as considera&#xE7;&#xF5;es
finais e os aspetos mais relevantes que foram alcan&#xE7;ados com o presente trabalho.</subfield>
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    <subfield code="b">Filipa In&#xEA;s Coimbra Anjos Barbosa da </subfield>
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