03238 2200277 4500001000700000100004100007101000800048102000700056200017000063210005100233215001800284225001200302328006000314330236300374606001502737606001502752606001302767606001602780606002502796675000802821700003702829702003602866702003402902801001202936852001202948408970 a d kkky0pory50 ba apor aPT aDesvios identitários do géneroeo imaginário e a subversão andróginafMaria Manuela Ruas de Oliveiragorient. Jean-Martin Marie Rabot, Silvana Mota-Ribeiro a[S.l.]cInstituto de Ciências Sociais d2022 a638 p.d30 cm aEstudos aTese de Doutoramento Doutoramento em Estudos Culturais  aA separação entre sexo e género pertenceu, desde sempre, ao imaginário dos indivíduos, materializando-se a diversos níveis socioculturais e científicos. Os mistérios sexuais e seus deleites, o segredo da origem da vida, a incógnita do que há para além da morte, a vontade em entender e posicionar-se perante Universo, o sonho de dominar a Mater Natura à qual pertence, intrigaram e instigaram perpetuamente o Ser Humano. Ascender à Totalidade metaforizada pela ideia de um Deus criador, perfeito, eterno, omnipotente e omnipresente leva ainda hoje o Homem a aventurar-se por trilhos que permanecem desconhecidos e ariscos, na demanda de um Graal que mitigue o absurdo da sua condição finita e imperfeita. A presente investigação, intitulada Desvios identitários do género: o imaginário e a subversão andrógina, assume uma viagem odisseica sem porto de abrigo, cujo itinerário sem fim pretende sobretudo, em jeitos de “kátharsis”, observar de que modo as manifestações do fenómeno androgínico estão presentes, tuteiam e cultivam as plurímas agras que tecem o manto colorido da vida exterior e interior do Homem enquanto criatura que alimenta, continuamente, o espírito no imaginário coletivo - um património ontológico subestimado, que escapa aos limites da lógica pré-estabelecida pelas teias do macrocosmo social. Contrariando a eterna dicotomia entre o Eterno Feminino e o Eterno Masculino, o fenómeno androgínico escarnece a própria “consciência bimodal” (Singer, 1990) do cérebro humano que numa primeira instância o “estranha”, mas consequentemente o “entranha” e espelha em praticamente todas as áreas e manifestações do conhecimento humano, desde a arte, a religião, os mitos, as crenças, as ordens iniciáticas, a psicologia, a biologia, os hábitos sociais e culturais, as novas tecnologias e outras mais. Na sequência desta “progressividade” (Maffesoli, 2013), autêntica Genitrix que acompanha a lei cíclica do universo, ora se alicerçam e fabricam, ora se desmoronam e destroem imagéticas sociais e arquétipos ultrapassados para a novos dar nascimento, gerando concomitantemente novas identidades que perpassam o próprio Arquétipo do Género, tendo tão somente como derradeira finalidade o reencontro de Si-mesmo aSOCIOLOGIA aANDROGINIA aGÉNERO aIDENTIDADE  aTESE DE DOUTORAMENTO a316 aOLIVEIRAbMaria Manuela Ruas de  4727a RABOTbJean-Martin Marie  4727a MOTA-RIBEIRO bSilvana  aPTgRPC jEST1275