03407 2200265 4500001000700000100004100007101000800048102000700056200013000063210002400193215001500217225001200232328020100244330251400445606001502959606001102974606001602985606001903001606002803020606002103048675001003069700002103079702002903100852001203129408921 a20241016d kmmy0pory50 ba apor aPT aA violência na intimidade contra as mulheres trans em PortugalfTeresa Andreingori.tese Liliana Graciete Fonseca Rodrigues aPortoc[s.n.]d2022 a80 p.dPDF aEstudos aDissertação apresentada à Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto (FPCEUP), para obtenção do grau de Mestre em Psicologia Clínica e da Saúde aA presente dissertação de mestrado procura compreender as vivências de abusos das mulheres trans sobreviventes de violência na intimidade. Para isso procurou-se perceber: que apoio as entrevistadas receberam durante o seu percurso como mulher trans, nas esferas familiar, profissional e social; qual é a perspetiva das sobreviventes sobre os atos violentos; e qual é a consideração que as mulheres trans têm dos apoios formais a sobreviventes em Portugal. Para concretizar estes objetivos, realizaram-se cinco entrevistas semiestruturadas a pessoas que se identificam como mulheres trans, residentes em Portugal e que tivessem sofrido violência na intimidade. Analisaram-se os dados recolhidos mediante as orientações de Braun e Clarke (2006, 2013), através de um paradigma construccionista, transfeminista e interseccional que consideram as experiências e as perspetivas das sobreviventes como centrais na narração dos abusos. Da análise dos dados recolhidos emergiram quatros temas: “histórias prévias e contextos da violência na intimidade”, “corpos proibidos”, “violência contra as mulheres trans e invalidação da identidade” e “perceção de qualidade dos apoios formais a sobreviventes em Portugal”. Estes quatro temas organizaram-se à volta da violência na intimidade contra mulheres trans em Portugal. Entre as principais conclusões desta investigação destacam-se: os ambientes familiares, laborais e de socialização assim como a objetificação e a sexualização das mulheres trans como geradores de carências de afeto e de aceitação no sujeito; o permanecimento em relações abusivas como consequência da vulnerabilização antecedente; e a falta de preparação e informação dos serviços de apoio formais como resultado das influências cisheteronormativas que silenciam a (r)esistência das sobreviventes na sociedade portuguesa. Com a presente dissertação procura-se valorizar as narrativas de sobrevivência das mulheres trans violentadas, realçando como os abusos têm as suas raízes em discursos cisheteronormativos que influenciam as práticas informais e formais, refletindo-se na falta de preparação da sociedade atual para acolher as sobreviventes. Tendo em consideração que os discursos sociais transfóbicos atacam o bem-estar das mulheres trans, pretende-se evidenciar a necessidade de uma mudança social para quebrar o ciclo de violência transespecífico aPSICOLOGIA aMULHER aVIOLÊNCIA aTRANSEXUALISMO aIDENTIDADE DO GÉNERO  aTESE DE MESTRADO a159.9 a ANDREINbTeresa aRODRIGUESbLiliana 4727 jEST1262