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    <subfield code="a">A Responsabilidade Civil na Era da Intelig&#xEA;ncia Artificial &#x2013; Qual o caminho?</subfield>
    <subfield code="f">Ana Rita Maia</subfield>
    <subfield code="d">Civil responsibility in the era of artificial intelligence - what way?</subfield>
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    <subfield code="a">Ao longo de d&#xE9;cadas, para n&#xE3;o corrermos o risco de ro&#xE7;ar o exagero, caso contr&#xE1;rio dir&#xED;amos no &#xFA;ltimo s&#xE9;culo, foram v&#xE1;rias as propostas para atingir um objetivo: replicar o comportamento inteligente que caracteriza o ser humano atrav&#xE9;s de um computador.
Se a capacidade reprodutiva permite aos seres vivos fazerem pelo menos meia de c&#xF3;pias de si mesmos e, nesse processo, lograrem a gera&#xE7;&#xE3;o vindoura...o ser-humano quis ir al&#xE9;m das suas capacidades biol&#xF3;gicas, quis questionar a bio&#xE9;tica, quis ultrapassar-se a si pr&#xF3;prio. Insofism&#xE1;vel &#xE9; que conseguiu!
Assim, ap&#xF3;s a inven&#xE7;&#xE3;o da m&#xE1;quina a vapor que espoletou a Primeira Revolu&#xE7;&#xE3;o Industrial, seguiu-se a Segunda Revolu&#xE7;&#xE3;o Industrial, caracterizada por profundas altera&#xE7;&#xF5;es sociais alcan&#xE7;adas pela inven&#xE7;&#xE3;o do motor de combust&#xE3;o interna e pela utiliza&#xE7;&#xE3;o da eletricidade nas mais diversas aplica&#xE7;&#xF5;es, incluindo as comunica&#xE7;&#xF5;es. Com estas revolu&#xE7;&#xF5;es surge o conceito de tecnologia e a ideia agremiada de que aquela ir&#xE1; transformar o Mundo. E assim passamos das conjeturas &#xE0; realidade... fazemos parte da denominada sociedade 5.012, em que todos estamos conectados.
Aceite a realidade e a socializa&#xE7;&#xE3;o progressiva da Intelig&#xEA;ncia Artificial (doravante IA), cumpre refletir sobre os seus efeitos, uma vez que estes se espraiar&#xE3;o por desmedidos campos da vida humana e pelas diversas ci&#xEA;ncias que comp&#xF5;em a exist&#xEA;ncia terrestre.
A difus&#xE3;o de m&#xE1;quinas e robots dotados de IA, isto &#xE9;, capazes de agir de per se, dotados de uma capacidade artificial representada por um sistema n&#xE3;o biol&#xF3;gico de decis&#xE3;o aut&#xF4;noma que age de acordo com a valora&#xE7;&#xE3;o de um conjunto de fatores, convoca quest&#xF5;es de v&#xE1;ria &#xED;ndole ao Direito, nomeadamente quando perante uma conduta il&#xED;cita ou simplesmente danosa daquele ente eletr&#xF4;nico saber como imputar a responsabilidade e qual o agente respons&#xE1;vel pelos seus atos.
Destarte, cumpre ao Direito, agora desafiado por esta nova realidade, compatibilizar o conceito normativo de responsabilidade e personalidade com a mesma, sendo uma das preocupa&#xE7;&#xF5;es prementes da Uni&#xE3;o Europeia desde 2017, altura em que o Parlamento instou a Comiss&#xE3;o com as primeiras recomenda&#xE7;&#xF5;es de Direito Civil sobre Rob&#xF3;tica. Desde aquela data at&#xE9; ent&#xE3;o, muitas t&#xEA;m sido as conjeturas, por&#xE9;m, ainda sem uma solu&#xE7;&#xE3;o un&#xE2;nime.
&#xC9; nosso prop&#xF3;sito analisar os regimes da responsabilidade civil presentes no nosso ordenamento jur&#xED;dico e na perspetiva do Parlamento e da Comiss&#xE3;o Europeia e, desta forma, compreender os poss&#xED;veis caminhos a tomar perante os entes eletr&#xF4;nicos, com o fito de, a final, julgar qual o regime adequado.</subfield>
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