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    <subfield code="a">O efeito do &#xE1;lcool na condu&#xE7;&#xE3;o em diferentes fases de alcoolemia</subfield>
    <subfield code="f">Norberto Fernando Nogueira Dur&#xE3;es</subfield>
    <subfield code="g">ori. tese Sara Maria Pinho Ferreira, Jo&#xE3;o Manuel Abreu dos Santos Baptista</subfield>
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    <subfield code="a">Porto</subfield>
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    <subfield code="a">Estudos</subfield>
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    <subfield code="a">Disserta&#xE7;&#xE3;o apresentada para obten&#xE7;&#xE3;o do grau de Mestre Engenharia de Seguran&#xE7;a e Higiene Ocupacionais
Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto</subfield>
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    <subfield code="a">Desde h&#xE1; muito tempo que se reconhece que a condu&#xE7;&#xE3;o sob o efeito do &#xE1;lcool aumenta
significativamente o risco de acidentes rodovi&#xE1;rios. Existem v&#xE1;rios estudos que alertam para o
facto de o &#xE1;lcool no sangue afetar v&#xE1;rias fun&#xE7;&#xF5;es motoras e cognitivas do indiv&#xED;duo importantes
na condu&#xE7;&#xE3;o. Nesse sentido, um pouco por todo o mundo, t&#xEA;m vindo a ser tomadas medidas
preventivas, com o intuito de diminuir os acidentes rodovi&#xE1;rios potenciados pelo consumo dessa
subst&#xE2;ncia. Em Portugal a taxa de &#xE1;lcool no sangue (TAS) permitida &#xE9; de 0,49 gramas de &#xE1;lcool
por litro de sangue (g/l), exceto para determinados tipos de condutores, em que o limite &#xE9; de 0,2
g/l. Este estudo pretende aferir a influ&#xEA;ncia da TAS durante a condu&#xE7;&#xE3;o em diferentes n&#xED;veis
moderados de TAS, comparando a fase ascendente com a fase descendente. Este trabalho tem a
particularidade de analisar o desempenho da condu&#xE7;&#xE3;o em dois n&#xED;veis de TAS, considerados
como o limite permitido por lei em muitos pa&#xED;ses. Para tal, submeteram-se 20 volunt&#xE1;rios a 5
ensaios experimentais de condu&#xE7;&#xE3;o no simulador de condu&#xE7;&#xE3;o (DriS). Os ensaios experimentais
foram efetuados com e sem &#xE1;lcool, sendo a ingest&#xE3;o deste controlada at&#xE9; obterem o n&#xED;vel de
alcoolemia m&#xE1;ximo, de aproximadamente 0,49 g/l. Em cada ensaio, considerou-se um conjunto
variado de eventos, nomeadamente quest&#xF5;es de resposta certa ou errada, para melhor aferir o
desempenho na condu&#xE7;&#xE3;o, perante situa&#xE7;&#xF5;es pr&#xE1;ticas espec&#xED;ficas. Paralelamente aos ensaios, cada
volunt&#xE1;rio preencheu dois tipos de question&#xE1;rios, baseados na Visual Analogue Scale, em 4
momentos de TAS, com o objetivo de se autoavaliarem quanto &#xE0; disposi&#xE7;&#xE3;o e confian&#xE7;a para
conduzirem, bem como sobre a sensibilidade de intoxica&#xE7;&#xE3;o alco&#xF3;lica. Atrav&#xE9;s dos dados
registados nas diversas vari&#xE1;veis, que caracterizam a condu&#xE7;&#xE3;o no DriS, foi poss&#xED;vel analisar o
desempenho da condu&#xE7;&#xE3;o com base na an&#xE1;lise estat&#xED;stica ANOVA e na observa&#xE7;&#xE3;o de gr&#xE1;ficos.
As vari&#xE1;veis analisadas, tais como, velocidade, trav&#xE3;o, &#xE2;ngulo do volante e dist&#xE2;ncia ao eixo da
via, mostraram, em geral, relev&#xE2;ncia estat&#xED;stica para os 5 ensaios e, em alguns casos, a influ&#xEA;ncia
nos resultados de determinadas vari&#xE1;veis que caracterizam os volunt&#xE1;rios (idade e tipo de
consumidor de &#xE1;lcool). Contudo, a an&#xE1;lise visual dos gr&#xE1;ficos n&#xE3;o mostra uma evidente tend&#xEA;ncia
no desempenho do condutor de ensaio para ensaio, embora traduza claramente que, ap&#xF3;s a
ingest&#xE3;o do &#xE1;lcool, surgem altera&#xE7;&#xF5;es no comportamento e no desempenho dos volunt&#xE1;rios, em
particular, na fase descendente da CAS, revelando a presen&#xE7;a do erro prolongado. No entanto, &#xE9;
vis&#xED;vel, em todos os gr&#xE1;ficos, que o momento de TAS m&#xE1;ximo destaca-se em rela&#xE7;&#xE3;o aos
momentos (ante) precedentes. Note-se que o facto de a varia&#xE7;&#xE3;o da TAS entre ensaios n&#xE3;o ser
muito elevada, torna mais dif&#xED;cil obter resultados que evidenciem, de forma clara, as altera&#xE7;&#xF5;es
no desempenho da condu&#xE7;&#xE3;o. Verificou-se ainda que o n&#xFA;mero de respostas erradas &#xE0;s quest&#xF5;es
colocadas durante os ensaios foi maior no momento de TAS m&#xE1;xima, indiciando que o
processamento da informa&#xE7;&#xE3;o foi afetado. Adicionalmente, os resultados dos question&#xE1;rios
permitiram concluir que, de uma forma geral, os participantes responderam que se sentiam
altamente confiantes, dispon&#xED;veis e capazes de conduzir na fase descendente, ainda com TAS, o
que indicia que se possa estar perante o efeito da toler&#xE2;ncia ao &#xE1;lcool. Este fen&#xF3;meno induz a
decis&#xE3;o de conduzir sob o efeito do &#xE1;lcool, aumentando o risco de acidentes rodovi&#xE1;rios. </subfield>
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