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    <subfield code="a">A prova por reconhecimento no processo penal</subfield>
    <subfield code="b">Recurso eletr&#xF3;nico</subfield>
    <subfield code="e">do reconhecimento fotogr&#xE1;fico ao reconhecimento pessoal</subfield>
    <subfield code="f">N&#xE9;lson Santos Ribeiro</subfield>
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    <subfield code="a">1 CD-ROM</subfield>
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    <subfield code="a">Disserta&#xE7;&#xE3;o apresentada ao Instituto Superior de Ci&#xEA;ncias Policiais e Seguran&#xE7;a Interna, para cumprimento dos requisitos necess&#xE1;rios &#xE0; obten&#xE7;&#xE3;o do grau de Mestre em Ci&#xEA;ncias Policiais, especializa&#xE7;&#xE3;o em Criminologia e Investiga&#xE7;&#xE3;o Criminal, realizada sob a orienta&#xE7;&#xE3;o de Andr&#xE9; Lamas Leite. Resumo inserto na publica&#xE7;&#xE3;o. Ficheiro de 1,32 MB em formato PDF (104 p.).</subfield>
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    <subfield code="a">O reconhecimento de pessoas no &#xE2;mbito do processo penal, enquanto meio de prova tem sido alvo de muita controv&#xE9;rsia, em muito devido &#xE0; sua fragilidade. Um estudo desenvolvido nos Estados Unidos da Am&#xE9;rica pelo Innocent Project demonstrou que os reconhecimentos errados efetuados por testemunhas oculares em processos-crime foram respons&#xE1;veis por um grande n&#xFA;mero de condena&#xE7;&#xF5;es de pessoas inocentes. A sua depend&#xEA;ncia do processo mn&#xE9;sico e da perce&#xE7;&#xE3;o do reconhecedor faz com que seja influenciado por um vasto conjunto de fatores intr&#xED;nsecos &#xE0; testemunha ocular como o stresse resultante do acontecimento presenciado, as suas viv&#xEA;ncias anteriores, ou extr&#xED;nsecos como a presen&#xE7;a de uma arma, o tempo de exposi&#xE7;&#xE3;o ao acontecimento, a luminosidade e a dist&#xE2;ncia do acontecimento, entre outro cujo efeito se manifesta no momento em que se realiza o reconhecimento. No ordenamento jur&#xED;dico portugu&#xEA;s, o legislador, ignorando o resultado dos estudos sobre a psicologia do testemunho de testemunhas oculares que, apontam para a influ&#xEA;ncia de um reconhecimento pr&#xE9;vio no resultado do reconhecimento presencial, na altera&#xE7;&#xE3;o do CPP de 2007 introduziu a possibilidade da realiza&#xE7;&#xE3;o do reconhecimento fotogr&#xE1;fico, embora sujeitando-o a uma esp&#xE9;cie de valida&#xE7;&#xE3;o atrav&#xE9;s de um reconhecimento presencial para que possa ser valorado como meio de prova. Atrav&#xE9;s da conjuga&#xE7;&#xE3;o dos conhecimentos da Psicologia e do Direito tentamos demonstrar a influ&#xEA;ncia desse reconhecimento pr&#xE9;vio, realizado em circunst&#xE2;ncias desconhecidas, no resultado do reconhecimento presencial, este sim valorado enquanto meio de prova. As conclus&#xF5;es do estudo pr&#xE1;tico desenvolvido, nos casos de crimes como o roubo, apontam igualmente nesse sentido. Estes resultados levaram-nos a propor a cria&#xE7;&#xE3;o de um manual de procedimentos para os OPC que, em complemento aos formalismos legais previstos no CPP, congrega um conjunto de normas t&#xE9;cnicas essenciais para garantirem a realiza&#xE7;&#xE3;o de um reconhecimento fotogr&#xE1;fico v&#xE1;lido enquanto meio de prova, embora mediante uma altera&#xE7;&#xE3;o legislativa ao CPP .</subfield>
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    <subfield code="a">MEIO DE PROVA</subfield>
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    <subfield code="a">RECONHECIMENTO POLICIAL</subfield>
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    <subfield code="a">FOTOGRAFIA POLICIAL</subfield>
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    <subfield code="a">PROCESSO PENAL</subfield>
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