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    <subfield code="a">O depoimento de testemunhas em audi&#xEA;ncias criminais</subfield>
    <subfield code="b">Recurso eletr&#xF3;nico</subfield>
    <subfield code="e">a percep&#xE7;&#xE3;o dos magistrados</subfield>
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    <subfield code="a">Relat&#xF3;rio apresentado &#xE0; Universidade Fernando Pessoa como parte dos requisitos para cumprimento do programa de p&#xF3;s-doutoramento em Psicologia Forense e do Testemunho, sob a supervis&#xE3;o de Ana Isabel Sani. Resumo inserto na publica&#xE7;&#xE3;o. Ficheiro de 632 KB em formato PDF (91 p.).</subfield>
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    <subfield code="a">Esta pesquisa teve como objetivo investigar a percep&#xE7;&#xE3;o dos magistrados acerca do depoimento testemunhal realizado durante a audi&#xEA;ncia criminal. A amostra intencional foi composta por oito (8) magistrados, tr&#xEA;s (3) do sexo feminino e cinco (5) do sexo masculino, todos com experi&#xEA;ncia em inquiri&#xE7;&#xE3;o de testemunhas em processos penais. A recolha de dados foi efetuada atrav&#xE9;s de uma entrevista semiestruturada, constru&#xED;da para o efeito. Os dados coletados foram submetidos &#xE0; an&#xE1;lise de conte&#xFA;do de recorte tem&#xE1;tico com base em Bardin (2011). Os resultados desta pesquisa, de natureza qualitativa, apontaram para uma percep&#xE7;&#xE3;o positiva do depoimento testemunhal (n=8), o qual foi considerado como fundamental para a tomada da decis&#xE3;o judicial. Conjuntamente com essa percep&#xE7;&#xE3;o positiva, foi manifestada uma percep&#xE7;&#xE3;o negativa (n=7), no sentido de que se trata de uma prova fr&#xE1;gil e sujeita a falhas. Em rela&#xE7;&#xE3;o &#xE0; forma de questionamento, os resultados obtidos podem ser agrupados em tr&#xEA;s subcategorias: a) a preval&#xEA;ncia do mito da objetividade do testemunho (n=5); b) a melhor adequa&#xE7;&#xE3;o do relato livre em compara&#xE7;&#xE3;o com as perguntas fechadas (n=6); e c) a considera&#xE7;&#xE3;o de que perguntas fechadas afirmativas por presun&#xE7;&#xE3;o s&#xE3;o a classe de perguntas mais suscet&#xED;veis &#xE0; sugestionabilidade do testemunho (n=7). Quanto ao modo de questionamento, os resultados obtidos podem ser agrupados em duas subcategorias: a) a ordem l&#xF3;gico-sequencial para a formula&#xE7;&#xE3;o de perguntas pelos atores processuais. Metade dos participantes (n=4) considerou ser mais adequado que o juiz inicie a formula&#xE7;&#xE3;o das perguntas &#xE0;s testemunhas e a outra metade (n=4) considerou ser mais adequado que as partes iniciem tal questionamento; b) a aus&#xEA;ncia do &#xF3;rg&#xE3;o de acusa&#xE7;&#xE3;o: predomin&#xE2;ncia da percep&#xE7;&#xE3;o de que compete ao magistrado suprir essa aus&#xEA;ncia e realizar as perguntas &#xE0;s testemunhas (n=5). Em car&#xE1;ter sugestivo, a pesquisa apontou que a constante qualifica&#xE7;&#xE3;o em termos de Psicologia do Testemunho mostra-se como uma importante ferramenta para a facilita&#xE7;&#xE3;o da tomada da decis&#xE3;o judicial.</subfield>
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