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    <subfield code="a">Da associa&#xE7;&#xE3;o criminosa &#xE0; criminalidade organizada no ordenamento jur&#xED;dico-penal portugu&#xEA;s</subfield>
    <subfield code="b">Recurso eletr&#xF3;nico</subfield>
    <subfield code="f">M&#xE1;rio Pedro Martins da Assun&#xE7;&#xE3;o Seixas Meireles</subfield>
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    <subfield code="a">Coimbra</subfield>
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    <subfield code="a">Tese de doutoramento em Direito, no ramo das Ci&#xEA;ncias Jur&#xED;dico-Criminais, apresentada &#xE0; Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, sob orienta&#xE7;&#xE3;o de Anabela Rodrigues. Resumo inserto na publica&#xE7;&#xE3;o. Ficheiro de 6,54 MB em formato PDF (569 p.).</subfield>
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    <subfield code="a">No trabalho que agora apresentamos pretendemos fazer o enquadramento do tipo de crime da associa&#xE7;&#xE3;o criminosa e do conceito de criminalidade organizada no ordenamento jur&#xED;dico portugu&#xEA;s. Faremos uma abordagem hist&#xF3;rico-normativa do tipo de crime da associa&#xE7;&#xE3;o criminosa no nosso ordenamento jur&#xED;dico-penal (antes chamado de associa&#xE7;&#xE3;o de malfeitores), aproveitando, nesse caminho, para obter respostas que se revelem relevantes para a sua compreens&#xE3;o nos dias de hoje. A interliga&#xE7;&#xE3;o entre a associa&#xE7;&#xE3;o criminosa e a criminalidade organizada surgir&#xE1; neste estudo como que fruto de uma inevitabilidade, dado que uma &#xE9; sintoma da outra, muito embora, como veremos, tenham e devam ter uma conceitualiza&#xE7;&#xE3;o distintas. Essa interliga&#xE7;&#xE3;o &#xE9; desde logo revelada pela an&#xE1;lise comparat&#xED;stica que teremos oportunidade de realizar. Uma age no campo da outra, muito embora se deva concluir que ambas actuam em &#xE1;reas criminol&#xF3;gicas divergentes e, portanto, tamb&#xE9;m devem, em consequ&#xEA;ncia, ter &#xE1;reas normativas n&#xE3;o sobrepon&#xED;veis. Na busca de um sentido jur&#xED;dico-penal para o conceito de criminalidade organizada, optamos, como ponto de partida, por abordar a perspectiva de Figueiredo Dias, fazendo a respectiva aprecia&#xE7;&#xE3;o cr&#xED;tica e logo em seguida tentaremos discernir o conceito impl&#xED;cito que pode ser colhido na Conven&#xE7;&#xE3;o de Palermo e na Decis&#xE3;o-Quadro 2008/841/JAI, de 24 de Outubro. O conceito de rede criminosa surgir&#xE1; como um relevante factor de &#x201C;emancipa&#xE7;&#xE3;o&#x201D; do conceito de criminalidade organizada. Faremos uma an&#xE1;lise do conceito t&#xED;pico da associa&#xE7;&#xE3;o criminosa, acentuando a import&#xE2;ncia do sub-conceito de associa&#xE7;&#xE3;o/grupo/ organiza&#xE7;&#xE3;o, que congrega, de forma simult&#xE2;nea, as dimens&#xF5;es objectiva e subjectiva, cuja alus&#xE3;o &#xE0; fenomenologia criminol&#xF3;gica assumir&#xE1; um relevante papel definidor. De forma a melhor ser apreendido o conceito de associa&#xE7;&#xE3;o criminosa enquanto tipo legal de crime, faremos a sua confronta&#xE7;&#xE3;o com figuras pr&#xF3;ximas, de natureza diversa entre si, como seja as de comparticipa&#xE7;&#xE3;o criminosa, bando, rede criminosa e, repescando o que j&#xE1; entretanto teremos deixado mais claro ao longo do estudo, de criminalidade organizada. Dedicaremos a nossa aten&#xE7;&#xE3;o ao conceito complexo de &#x201C;autor&#x201D; subjacente ao tipo legal de crime da associa&#xE7;&#xE3;o criminosa, tentando discernir os diversos n&#xED;veis que decorrem da redac&#xE7;&#xE3;o t&#xED;pica, sendo certo que a redac&#xE7;&#xE3;o do texto legal parece fazer integrar naquele o conceito de &#x201C;c&#xFA;mplice&#x201D;. Na &#xFA;ltima parte do nosso trabalho faremos uma busca pelo sentido constitucional do conceito de criminalidade organizada, a partir da alus&#xE3;o literal que &#xE9; feita no texto da nossa Constitui&#xE7;&#xE3;o; tentaremos encontrar na CRP um crit&#xE9;rio material de aferi&#xE7;&#xE3;o da criminalidade organizada. Por fim, e partindo da an&#xE1;lise detalhada do texto inaugural da corrente doutrin&#xE1;ria Feindstrafrecht de Jakobs, em 1985, cujo objecto tem no tipo de crime da associa&#xE7;&#xE3;o criminosa um dos seus melhores exemplos (se outro motivo n&#xE3;o houvesse este seria determinante), apreciaremos tal corrente doutrin&#xE1;ria, bem como as cr&#xED;ticas que lhe s&#xE3;o dirigidas, analisaremos a sua evolu&#xE7;&#xE3;o e tentaremos encontrar um sentido &#xFA;til para o enquadramento da tem&#xE1;tica que abordamos.</subfield>
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    <subfield code="a">CRIME ORGANIZADO</subfield>
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