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    <subfield code="a">Falsifica&#xE7;&#xE3;o e contrafa&#xE7;&#xE3;o de documentos</subfield>
    <subfield code="b">Recurso eletr&#xF3;nico</subfield>
    <subfield code="e">a prova pericial</subfield>
    <subfield code="e">estudo explorat&#xF3;rio nos Ju&#xED;zos Criminais do Porto</subfield>
    <subfield code="f">Ana Margarida Esteves Guerreiro</subfield>
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    <subfield code="a">Porto</subfield>
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    <subfield code="a">1 CD-ROM</subfield>
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    <subfield code="a">Disserta&#xE7;&#xE3;o de Mestrado em Medicina Legal, submetida ao Instituto de Ci&#xEA;ncias Biom&#xE9;dicas Abel Salazar da Universidade do Porto, sob a orienta&#xE7;&#xE3;o de Manuel Jos&#xE9; Carrilho de Simas Santos e Artur Joaquim Fernandes Pereira. Resumo inserto na publica&#xE7;&#xE3;o. Ficheiro de 1,10 MB em formato PDF (95 p.).</subfield>
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    <subfield code="a">O papel da Medicina Legal foi ao longo de muito tempo associado apenas &#xE0; tanatologia forense negligenciando-se outras &#xE1;reas periciais de interesse para o Direito. Devido ao aumento de casos il&#xED;citos e &#xE0; sua complexidade, a medicina legal viu-se obrigada a alargar o seu leque de interven&#xE7;&#xE3;o, sendo atualmente uma ferramenta crucial na atividade probat&#xF3;ria cient&#xED;fica. Constitui, por isso, &#x201C;uma interface entre a pr&#xE1;tica cient&#xED;fica e o direito&#x201D; (Magalh&#xE3;es, 2003). A atualidade tem sido marcada pelos mais diversos tipos de criminalidade e, embora pouco medi&#xE1;tica, a fraude tem feito crescer os dados estat&#xED;sticos, muito por culpa da conjuntura social que o pa&#xED;s atravessa. Desta forma, os tribunais est&#xE3;o repletos de casos envolvendo exatamente a falsifica&#xE7;&#xE3;o e contrafa&#xE7;&#xE3;o de documentos, quest&#xE3;o essa que s&#xF3; um perito em an&#xE1;lise de documentos poder&#xE1; ser capaz de solucionar. Uma an&#xE1;lise dos dados presentes nos Relat&#xF3;rios Anuais de Seguran&#xE7;a Interna (RASI) - desde 2007 &#x2013; altura em que entrou em vigor a Lei n.&#xBA; 59/2007 de 4 de Setembro que veio alterar o artigo que contempla a criminaliza&#xE7;&#xE3;o deste il&#xED;cito tal qual o conhecemos hoje &#x2013; at&#xE9; 2013 &#x2013; &#xFA;ltimo RASI conhecido &#x2013; vem confirmar que, embora com pequenas varia&#xE7;&#xF5;es, os crimes contra a vida em sociedade, categoria na qual se enquadra o il&#xED;cito de Falsifica&#xE7;&#xE3;o ou Contrafa&#xE7;&#xE3;o de documento, se mant&#xEA;m posicionados em terceiro lugar dos crimes mais participados (RASI). A n&#xED;vel europeu, Portugal continua no topo da lista em rela&#xE7;&#xE3;o a documentos fraudulentos (n=67 &#x2013; dados referentes a 2012), seguido da It&#xE1;lia e Espanha. Em 2009, com a entrada do novo cart&#xE3;o de cidad&#xE3;o estrangeiro, a medida que pretendeu reduzir a facilidade de falsifica&#xE7;&#xE3;o de documentos de identifica&#xE7;&#xE3;o, n&#xE3;o quebrou a tend&#xEA;ncia que vinha sendo not&#xF3;ria, atingindo, nesse ano, 12,54% de casos de crimes contra a vida em sociedade e, mais recentemente, chegando aos 13,6%. Estes dados englobam n&#xE3;o s&#xF3; a fraude documental como outros crimes que se enquadram nesta categoria de il&#xED;citos, e.g., &#x201C;Dos crimes contra a fam&#xED;lia e Dos crimes contra sentimentos religiosos&#x201D;, n&#xE3;o nos dando dados concretos no que ao crime de Falsifica&#xE7;&#xE3;o ou Contrafa&#xE7;&#xE3;o de Documento diz respeito. Ainda assim, a propens&#xE3;o crescente que os n&#xFA;meros nos mostram n&#xE3;o deixa de ser preocupante. Relativamente &#xE0;s per&#xED;cias solicitadas ao Laborat&#xF3;rio de Pol&#xED;cia Cient&#xED;fica da Pol&#xED;cia Judici&#xE1;ria (LPC-PJ), em 2013 somaram-se 34.425 pedidos, o que representa 13,9% das per&#xED;cias totais. Esta &#xE9; uma verdade que tamb&#xE9;m o diretor do Laborat&#xF3;rio de Pol&#xED;cia Cient&#xED;fica da Pol&#xED;cia Judici&#xE1;ria afirma existir, como refere numa entrevista dada ao Jornal i em 3 de Julho de 2012: &#x201C;&#xC9; a especialidade em que temos, de facto, maiores dificuldades. Quando aumenta a crise, n&#xF3;s achamos que aumenta apenas a criminalidade violenta, mas a verdade &#xE9; que tamb&#xE9;m aumenta a criminalidade documental. [&#x2026;] Desde 2009, aumentaram muito as solicita&#xE7;&#xF5;es nesta &#xE1;rea&#x201D;. Dada a relev&#xE2;ncia atual do fen&#xF3;meno em estudo, a presente disserta&#xE7;&#xE3;o procura, numa primeira fase, caracterizar o estado da arte, fazendo uma retrospetiva hist&#xF3;ria da criminaliza&#xE7;&#xE3;o do fen&#xF3;meno at&#xE9; ao que conhecemos atualmente. Posteriormente, discorrer-se-&#xE1; sobre as per&#xED;cias que se adequam ao crime em apre&#xE7;o culminando com um estudo explorat&#xF3;rio de 50 casos analisados nos Ju&#xED;zos Criminais do Porto no qual foram retiradas vari&#xE1;veis sociodemogr&#xE1;ficas dos indiv&#xED;duos que cometeram fraudes documentais como idade, sexo, localiza&#xE7;&#xE3;o, nacionalidade, estado civil, habilita&#xE7;&#xF5;es liter&#xE1;rias; e dados relativos ao processo como o n&#xFA;mero de per&#xED;cias solicitadas pelos tribunais, o tempo que decorre desde o pedido at&#xE9; &#xE0; entrega do relat&#xF3;rio pericial, pena aplicada e tipo de documentos que foram alvo de an&#xE1;lise pericial.</subfield>
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    <subfield code="a">FALSIFICA&#xC7;&#xC3;O DE DOCUMENTO</subfield>
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