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    <subfield code="a">A insolv&#xEA;ncia culposa (artigo 186 do C&#xF3;digo de Insolv&#xEA;ncia e Recupera&#xE7;&#xE3;o de Empresas) e a insolv&#xEA;ncia dolosa (artigo 227 do C&#xF3;digo Penal)</subfield>
    <subfield code="b">Recurso eletr&#xF3;nico</subfield>
    <subfield code="e">tipos de responsabilidade, caracter&#xED;sticas comuns e correla&#xE7;&#xE3;o entre ambas as figuras</subfield>
    <subfield code="f">Carlos Manuel Miguel Campos Sep&#xFA;lveda </subfield>
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    <subfield code="a">Lisboa</subfield>
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    <subfield code="a">1 CD-ROM</subfield>
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    <subfield code="a">Disserta&#xE7;&#xE3;o submetida como requisito parcial para obten&#xE7;&#xE3;o do grau de Mestre em Direito das Empresas, na Escola de Ci&#xEA;ncias Sociais e Humanas, Ci&#xEA;ncias Jur&#xED;dicas Empresariais, do Instituto Universit&#xE1;rio de Lisboa, tendo como orientador Ant&#xF3;nio Esp&#xED;rito Santo. Resumo inserto na publica&#xE7;&#xE3;o. Ficheiro de 2,49 MB em formato PDF (104 p.).</subfield>
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    <subfield code="a">O presente trabalho visa abordar a tem&#xE1;tica das insolv&#xEA;ncias sob o ponto de vista da responsabiliza&#xE7;&#xE3;o de quem originou tal situa&#xE7;&#xE3;o de forma dolosa ou com culpa grave. Nos tempos recentes de crise verificou-se efetivamente uma subida nos n&#xFA;meros de pessoas colectivas, especialmente sociedades comerciais, e tamb&#xE9;m de pessoas singulares que se confrontaram com a situa&#xE7;&#xE3;o de insolv&#xEA;ncia. Ora tal facto, ainda que nefasto, em primeiro lugar para os pr&#xF3;prios insolventes, mas sobretudo para os credores, &#xE9; algo que a experi&#xEA;ncia e observa&#xE7;&#xE3;o da realidade nos mostra que sucede ami&#xFA;de, uma vez que todos os anos s&#xE3;o diversas as pessoas singulares e colectivas que se v&#xEA;em em tal situa&#xE7;&#xE3;o, sem estarmos necessariamente num contexto de culpa ou de crime. Estatisticamente 50% das novas sociedades criadas n&#xE3;o resistem mais do que 5 anos em actividade. A realidade empresarial, econ&#xF3;mica e at&#xE9; laboral &#xE9; algo de din&#xE2;mico e em constante mudan&#xE7;a. Logo os rendimentos do passado n&#xE3;o constituem garantia que continuar&#xE3;o a gerar influxos de forma autom&#xE1;tica no presente e no futuro. Por adversidades diversas, sejam estas fatores de mercado, seja por quebra de rendimentos, sucede de forma regular pessoas singulares e colectivas encontrarem-se numa situa&#xE7;&#xE3;o em que se v&#xEA;em impossibilitados de honrar os seus compromissos previamente assumidos. Conforme se ver&#xE1; neste trabalho mais adiante, todos os anos existem milhares de novas sociedades a ser criadas e outras a encerrar. Tal como a frase atribu&#xED;da ao Mestre Gon&#xE7;alves da Silva &#x201C;&#xE0; semelhan&#xE7;a dos animais e das plantas, as empresas nascem, vivem e morrem&#x201D;. A insolv&#xEA;ncia n&#xE3;o tem necessariamente que implicar responsabilidade &#x201C;delitual ou il&#xED;cita&#x201D; de quem se v&#xEA; atingido por tal situa&#xE7;&#xE3;o. O que se exige antes ao devedor, de forma a n&#xE3;o ser responsabilizado, &#xE9; a adop&#xE7;&#xE3;o de uma conduta leal e &#xE9;tica para com os credores de forma a cumprir deveres de informa&#xE7;&#xE3;o, bem como agir de boa-f&#xE9;. No fundo exige-se o cumprimento de boas pr&#xE1;ticas na rela&#xE7;&#xE3;o com os potenciais lesados com uma hipot&#xE9;tica situa&#xE7;&#xE3;o de insolv&#xEA;ncia. N&#xE3;o se pode exigir a algu&#xE9;m que evite uma insolv&#xEA;ncia, o que certamente n&#xE3;o corresponder&#xE1; tamb&#xE9;m &#xE0; vontade de quem se v&#xEA; atingido por tal situa&#xE7;&#xE3;o, mas t&#xE3;o-somente que este adopte um modo de agir com o intuito s&#xE9;rio de poder cumprir com os compromissos assumidos, ou vendo-se na imin&#xEA;ncia de tal n&#xE3;o ser poss&#xED;vel, conter os danos que a situa&#xE7;&#xE3;o poder&#xE1; causar a credores. Tais comportamentos encontram-se inclusivamente j&#xE1; identificados de forma generalista no C&#xF3;digo das Sociedade Comerciais, especificamente no artigo 64&#xBA;. Ora &#xE9; justamente sobre quais os comportamentos considerados lesivos para os credores, e que a nossa ordem jur&#xED;dica considera relevantes para poder responsabilizar os respectivos autores que o presente trabalho vai procurar debru&#xE7;ar-se. Esta responsabilidade por tais comportamentos pode ser assacada a v&#xE1;rios n&#xED;veis jur&#xED;dicos, sendo que a insolv&#xEA;ncia tem a particularidade e o potencial de em si cruzar uma s&#xE9;rie de ramos do Direito. Delimitando um pouco mais o tema da disserta&#xE7;&#xE3;o, procurar&#xE1; este trabalho abordar a responsabilidade penal, designadamente pelo crime de Insolv&#xEA;ncia Dolosa (artigo 227 do C&#xF3;digo Penal), e tamb&#xE9;m a responsabilidade que habitualmente se denomina por &#x201C;insolvencial&#x201D;, (prevista atrav&#xE9;s da figura da Insolv&#xEA;ncia Culposa- artigo 186 do C&#xF3;digo de Insolv&#xEA;ncia e Recupera&#xE7;&#xE3;o de Empresas) e verificar quais os pressupostos que ser&#xE3;o necess&#xE1;rios aferir, para que possam ser assacadas tais responsabilidades. Tentar&#xE1; ainda caracterizar quais os tipos de responsabilidade inerente a cada uma dessas figuras jur&#xED;dicas, abordando ainda a quest&#xE3;o de quem tem interesse e legitimidade em agir, introduzindo-se tamb&#xE9;m dados dispon&#xED;veis sobre a realidade portuguesa nos anos mais recentes. Pretende-se ainda verificar-se na presente disserta&#xE7;&#xE3;o como estas duas figuras, referentes &#xE0;s responsabilidades penais e insolvenciais, que por regra ocorrem em simult&#xE2;neo e incidem sobre os mesmos factos se relacionam entre si. Ser&#xE1; ainda abordada a quest&#xE3;o de saber se os factos apurados numa inst&#xE2;ncia implicar&#xE3;o algum tipo de consequ&#xEA;ncia para a outra inst&#xE2;ncia distinta. Ser&#xE1;, pois este o objectivo do presente trabalho, n&#xE3;o tendo a presun&#xE7;&#xE3;o de ter as respostas todas, ou de serem as apresentadas isentas de cr&#xED;ticas, mas esperando poder dar um pequeno contributo para o esclarecimento de tais quest&#xF5;es. Pretende-se pelo menos acrescentar mais um &#x201C;ponto de vista&#x201D; sobre um tema que &#xE9; alvo de tantas opini&#xF5;es controvertidas, tanto sob o ponto de vista doutrinal, quer jurisprudencial.</subfield>
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    <subfield code="a">DIREITO DA INSOLV&#xCA;NCIA</subfield>
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