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    <subfield code="a">O malware como meio de obten&#xE7;&#xE3;o de prova em processo penal</subfield>
    <subfield code="b">Recurso eletr&#xF3;nico</subfield>
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    <subfield code="a">Tese de Mestrado em Ci&#xEA;ncias Jur&#xED;dico e Forenses, apresentada &#xE0; Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, tendo como orientador Paulo de Sousa Mendes. Resumo inserto na publica&#xE7;&#xE3;o. Ficheiro de 1,34 MB em formato PDF (153 p.).</subfield>
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    <subfield code="a">Com a evolu&#xE7;&#xE3;o tecnol&#xF3;gica, surgiram novas e graves formas de criminalidade e tornou-se mais dif&#xED;cil a dete&#xE7;&#xE3;o e prova da pr&#xE1;tica destes crimes. Em consequ&#xEA;ncia, os &#x201C;meios tradicionais&#x201D; de investiga&#xE7;&#xE3;o, essencialmente pensados para uma realidade f&#xED;sica, viram-se insuficientes neste combate. Contudo, o progresso n&#xE3;o pode ser exclusivamente encarado como uma amea&#xE7;a, mas tamb&#xE9;m como um importante desafio jur&#xED;dico e tecnol&#xF3;gico, na medida em que possibilitou o desenvolvimento e surgimento de (novos) e mais eficazes meios &#xE0; disposi&#xE7;&#xE3;o da investiga&#xE7;&#xE3;o criminal, aptos a responderem adequadamente aos novos problemas. &#xC9; precisamente neste panorama que o malware passou a ser visto como um potencial meio de obten&#xE7;&#xE3;o de prova em processo penal, isto &#xE9;, como uma ferramenta &#xFA;til a ser utilizada pelas autoridades competentes na repress&#xE3;o ou mesmo na preven&#xE7;&#xE3;o criminal. Por&#xE9;m, por ser um meio oculto, e devido &#xE0;s suas pr&#xF3;prias potencialidades, o uso de malware constitui, simultaneamente, um foco de tens&#xE3;o entre os direitos fundamentais dos cidad&#xE3;os e os princ&#xED;pios da investiga&#xE7;&#xE3;o, preven&#xE7;&#xE3;o criminal e descoberta da verdade material. Nesse sentido, este meio de obten&#xE7;&#xE3;o de prova s&#xF3; poder&#xE1; ser s&#xF3;lido e eficaz se tiver por base os direitos e liberdades fundamentais. Imp&#xF5;e-se, assim, pensar em solu&#xE7;&#xF5;es de compatibiliza&#xE7;&#xE3;o entre os interesses de persegui&#xE7;&#xE3;o penal e de tutela dos direitos fundamentais. Em conclus&#xE3;o, &#xE9; verdade que este meio oculto pelas suas pr&#xF3;prias caracter&#xED;sticas distintivas dos restantes pode ser extremamente &#xFA;til, mas s&#xF3; ser&#xE1; vi&#xE1;vel e eficaz se for necess&#xE1;rio, proporcional e conforme com os procedimentos aplic&#xE1;veis, respeitando plenamente os direitos fundamentais dos cidad&#xE3;os. No que a esta mat&#xE9;ria diz respeito, os Estados Unidos da Am&#xE9;rica s&#xE3;o um pa&#xED;s onde a utiliza&#xE7;&#xE3;o de malware &#xE9; recorrente e, por consequ&#xEA;ncia, amplamente debatida. N&#xE3;o obstante, o seu uso &#xE9; feito &#xE0; custa de uma for&#xE7;osa interpreta&#xE7;&#xE3;o da lei. Por sua vez, na Europa, existem ordenamentos jur&#xED;dicos que preveem o seu recurso. Em Portugal, temos dois grupos: os que defendem que o malware encontra a sua consagra&#xE7;&#xE3;o na lei do cibercrime, e os que discordam desta interpreta&#xE7;&#xE3;o. Ora, &#xE9; precisamente em torno destas quest&#xF5;es que a presente disserta&#xE7;&#xE3;o se desenvolver&#xE1;, entre elas, a legitimidade de recurso ao malware em processo penal, a sua (n&#xE3;o) previs&#xE3;o na lei do cibercrime e, por fim, a nossa proposta de regime jur&#xED;dico.</subfield>
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