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    <subfield code="a">O agente infiltrado na obten&#xE7;&#xE3;o de prova no processo penal portugu&#xEA;s</subfield>
    <subfield code="b">Recurso eletr&#xF3;nico</subfield>
    <subfield code="e">considera&#xE7;&#xF5;es acerca dos limites &#xE0; descoberta da verdade processual penal</subfield>
    <subfield code="f">Rafaela Neto da Costa</subfield>
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    <subfield code="a">Porto</subfield>
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    <subfield code="a">Disserta&#xE7;&#xE3;o conducente ao grau de Mestre em Direito, na &#xE1;rea de Ci&#xEA;nciasJur&#xED;dico &#x2013; Criminais, da Faculdade de Direito da Universidade do Porto, tendo como orientadora Sandra Oliveira e Silva. Resumo inserto na publica&#xE7;&#xE3;o. Ficheiro de 508 KB em formato PDF (61 p.).</subfield>
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    <subfield code="a">O presente estudo tem como prop&#xF3;sito principal analisar a atua&#xE7;&#xE3;o do agente encoberto num momento de evolu&#xE7;&#xE3;o das formas mais graves de criminalidade e a resposta que o direito processual penal pode e est&#xE1; disposto a dar consoante seja chamado a atuar na defesa, quer dos cidad&#xE3;os, quer da pr&#xF3;pria comunidade. &#xC9; sabido que, apesar da expans&#xE3;o de alguns fen&#xF3;menos criminais, as proibi&#xE7;&#xF5;es de prova do artigo 126&#xBA; do C&#xF3;digo de Processo Penal s&#xE3;o verdadeiros limites &#xE0; descoberta da verdade e valem por si mesmas. No entanto, admitiu-se que o agente encoberto se encontra &#xE0; margem da proibi&#xE7;&#xE3;o de engano prevista no artigo, o que requer um tratamento detalhado na valora&#xE7;&#xE3;o das provas obtidas durante a sua atua&#xE7;&#xE3;o. Esta investiga&#xE7;&#xE3;o prende-se sobretudo com a expans&#xE3;o do crime organizado como um fen&#xF3;meno grave e a infiltra&#xE7;&#xE3;o de agentes como &#xFA;nico ou mais eficaz e id&#xF3;neo meio para o combater. Chegou um momento em que se imp&#xF5;e ao processo penal uma resposta c&#xE9;lere relativamente &#xE0;s provas obtidas pelo agente infiltrado. Concluiu-se que, apesar de a pr&#xF3;pria a&#xE7;&#xE3;o encoberta trazer consigo um grande potencial de devassa, colocando em causa garantias fundamentais do arguido, ter&#xE1; de haver uma pondera&#xE7;&#xE3;o de interesses no momento da produ&#xE7;&#xE3;o e valora&#xE7;&#xE3;o da prova obtida na atua&#xE7;&#xE3;o do agente. Perante este e outros limites, n&#xE3;o ser&#xE1; tarefa f&#xE1;cil para o processo penal acompanhar o avan&#xE7;o da criminalidade, da&#xED; que seja necess&#xE1;rio iniciar um conjunto de pensamentos no sentido de torn&#xE1;-lo eficaz e suficientemente garantista. Para isso, o itiner&#xE1;rio inicia-se com uma contextualiza&#xE7;&#xE3;o da realidade criminal e a respetiva liga&#xE7;&#xE3;o aos m&#xE9;todos de investiga&#xE7;&#xE3;o oculta, vulgo, o agente encoberto, como forma de a combater mais eficazmente, com um desenvolvimento hist&#xF3;rico da figura, desde a sua origem, at&#xE9; ao que &#xE9; hoje, com as devidas considera&#xE7;&#xF5;es doutrinais em seu torno e os princ&#xED;pios pelos quais se baseia a sua atua&#xE7;&#xE3;o. Real&#xE7;a-se, no cap&#xED;tulo seguinte, a sua evolu&#xE7;&#xE3;o normativa no ordenamento jur&#xED;dico portugu&#xEA;s, no sentido de melhor compreender todo o processo evolutivo desde a sua consagra&#xE7;&#xE3;o legal.Considera-se tamb&#xE9;m a import&#xE2;ncia do crime organizado em particular, face &#xE0; sua evolu&#xE7;&#xE3;o e no que se tornou nos &#xFA;ltimos anos (principalmente ao n&#xED;vel tecnol&#xF3;gico - levando ao cibercrime em grande dimens&#xE3;o), fruto de uma revolu&#xE7;&#xE3;o tecnol&#xF3;gica constante, onde se concluiu que se torna dif&#xED;cil, imposs&#xED;vel talvez, para o Direitoacompanhar este processo. Da&#xED; que seja necess&#xE1;rio o desenvolvimento de esfor&#xE7;os para garantir o m&#xED;nimo de efic&#xE1;cia no combate a este fen&#xF3;meno. No seguimento, e em jeito de considera&#xE7;&#xF5;es finais, a an&#xE1;lise do tema das proibi&#xE7;&#xF5;es de prova real&#xE7;a a import&#xE2;ncia da descoberta da verdade material e a valora&#xE7;&#xE3;o das provas em sede de julgamento, quando da utiliza&#xE7;&#xE3;o do agente infiltrado, por "chocar" diretamente com direitos fundamentais do arguido e tem como objetivo o desenvolvimento de ideias no sentido de repensar a conce&#xE7;&#xE3;o atual da valora&#xE7;&#xE3;o das provas obtidas pelo agente e as suas limita&#xE7;&#xF5;es, tendo em conta a crescente evolu&#xE7;&#xE3;o da criminalidade transnacional e direitos como o nemo tenetur se ipsum accusare como limites a essa valora&#xE7;&#xE3;o e, consequentemente, &#xE0; descoberta da verdade.</subfield>
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    <subfield code="a">AGENTE INFILTRADO</subfield>
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