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    <subfield code="a">Identifica&#xE7;&#xE3;o e quantifica&#xE7;&#xE3;o de novas subst&#xE2;ncias psicoativas em material apreendido em Portugal</subfield>
    <subfield code="b">Recurso eletr&#xF3;nico</subfield>
    <subfield code="f">Margarida Maria Mani&#xE9;s Sequeira</subfield>
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    <subfield code="a">Lisboa</subfield>
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    <subfield code="a">Disserta&#xE7;&#xE3;o apresentada ao Departamento de Qu&#xED;mica e Bioqu&#xED;mica da Faculdade de Ci&#xEA;ncias da Universidade de Lisboa, no &#xE2;mbito do Mestrado em Qu&#xED;mica (especializa&#xE7;&#xE3;o em Qu&#xED;mica), tendo como orientadores Helena Margarida Guerreiro Galla Gaspar e Maria Jo&#xE3;o Nunes Vilela Caldeira. Resumo inserto na publica&#xE7;&#xE3;o. Ficheiro de 6,79 MB em formato PDF (195 p.).</subfield>
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    <subfield code="a">O presente trabalho foi desenvolvido no &#xE2;mbito da colabora&#xE7;&#xE3;o entre a Faculdade de Ci&#xEA;ncias da Universidade de Lisboa (FCUL) e o Laborat&#xF3;rio de Pol&#xED;cia Cient&#xED;fica da Pol&#xED;cia Judici&#xE1;ria (LPC-PJ), com vista ao estudo das novas subst&#xE2;ncias psicoativas (NSP). As NSP s&#xE3;o subst&#xE2;ncias n&#xE3;o abrangidas pelas Conven&#xE7;&#xF5;es das Na&#xE7;&#xF5;es Unidas sobre os Estupefacientes e Subst&#xE2;ncias Psicotr&#xF3;picas, mas que podem colocar riscos sociais ou para a sa&#xFA;de. O aparecimento destas subst&#xE2;ncias levou &#xE0; forma&#xE7;&#xE3;o de um fen&#xF3;meno que se vem difundindo a uma taxa sem precedentes, representando um desafio em constante evolu&#xE7;&#xE3;o que acarreta graves riscos para a sa&#xFA;de em geral. As catinonas sint&#xE9;ticas s&#xE3;o o segundo maior grupo de NSP monitorizadas pelo Observat&#xF3;rio Europeu de Droga e da Toxicodepend&#xEA;ncia (EMCDDA), estando quimicamente relacionadas com a catinona, um estimulante psicoativo que ocorre na planta Khat (Catha edulis). Contrariamente ao que acontece para as drogas cl&#xE1;ssicas, s&#xE3;o escassos os estudos sobre a identifica&#xE7;&#xE3;o e quantifica&#xE7;&#xE3;o de catinonas sint&#xE9;ticas, sendo que o r&#xE1;pido surgimento de novas mol&#xE9;culas, bem como a sua propaga&#xE7;&#xE3;o no mercado il&#xED;cito, dificulta o trabalho dos analistas, n&#xE3;o existindo por vezes t&#xE9;cnicas que permitam uma resposta t&#xE3;o r&#xE1;pida quanto desej&#xE1;vel. Nesse sentido, no &#xE2;mbito de uma a&#xE7;&#xE3;o pr&#xF3;-ativa, surgiu a import&#xE2;ncia da valida&#xE7;&#xE3;o de um m&#xE9;todo de quantifica&#xE7;&#xE3;o de catinonas sint&#xE9;ticas, que n&#xE3;o s&#xE3;o consideradas &#x201C;de consumo mais frequente&#x201D; ao abrigo da Portaria n.&#xBA; 94/96, de 26 de Mar&#xE7;o, pelo que atualmente n&#xE3;o s&#xE3;o quantificadas. No entanto, tendo em conta a sua crescente difus&#xE3;o passar&#xE3;o, muito provavelmente, no futuro, a ser consideradas &#x201C;de consumo mais frequente&#x201D; e, consequentemente, ter&#xE3;o que ser quantificadas. O m&#xE9;todo desenvolvido teve como base o procedimento de rotina do LPC-PJ aplicado para quantifica&#xE7;&#xE3;o das subst&#xE2;ncias il&#xED;citas descritas na referida Portaria. Deste modo, foi desenvolvida uma metodologia de GC-FID para aplica&#xE7;&#xE3;o na quantifica&#xE7;&#xE3;o das 3 catinonas sint&#xE9;ticas: mefedrona, metilona e MDPV (3,4-metilenodioxipirovalerona). A sele&#xE7;&#xE3;o foi feita em virtude de estas 3 subst&#xE2;ncias terem sido recentemente consideradas drogas il&#xED;citas e introduzidas na legisla&#xE7;&#xE3;o portuguesa sobre drogas (Decreto-Lei n.&#xBA; 15/93, de 22 de Janeiro). A valida&#xE7;&#xE3;o englobou duas fases de extrema import&#xE2;ncia: a calibra&#xE7;&#xE3;o do m&#xE9;todo e a estimativa da incerteza associada ao resultado. Para tal, foi necess&#xE1;rio sintetizar a metilona, e caracterizar as 3 subst&#xE2;ncias em estudo com recurso a diversas t&#xE9;cnicas anal&#xED;ticas (GC-MS, GC-FID, RMN), assim como 21 outros padr&#xF5;es de catinonas sint&#xE9;ticas, e 5 outras subst&#xE2;ncias, que poderiam funcionar como poss&#xED;veis interferentes da metodologia em desenvolvimento, resultando num total de 450 an&#xE1;lises. De modo a facilitar a aplica&#xE7;&#xE3;o da abordagem utilizada para estimar a incerteza global associada ao resultado, foram implementadas 3 folhas de c&#xE1;lculo, uma para cada catinona em estudo, tendo por base o m&#xE9;todo num&#xE9;rico de Kragten. Por &#xFA;ltimo foi verificada a compatibilidade metrol&#xF3;gica da metodologia em desenvolvimento e a sua aplica&#xE7;&#xE3;o a 4 amostras reais de material proveniente de uma &#x201C;SmartShop&#x201D;. Os resultados mostraram que o m&#xE9;todo &#xE9; simples, r&#xE1;pido, eficaz e de custos reduzidos, originando resultados com um grau de incerteza baixo, permitindo a quantifica&#xE7;&#xE3;o das catinonas sint&#xE9;ticas selecionadas em amostras de material apreendido em Portugal, quando n&#xE3;o existem interferentes, estando a metodologia pronta a ser aplicada nos trabalhos de rotina do LPC-PJ. De salientar que neste trabalho foram ainda identificadas subst&#xE2;ncias de abuso em material apreendido em Portugal para a resolu&#xE7;&#xE3;o de casos judiciais. Neste &#xE2;mbito, foram analisadas 57 amostras de diversas matrizes (p&#xF3;s, matrizes herbais, comprimidos, solu&#xE7;&#xF5;es l&#xED;quidas, microselos e autocolantes, res&#xED;duos de comida, animais, vinho e torr&#xF5;es de a&#xE7;&#xFA;car), atrav&#xE9;s de diversas metodologias anal&#xED;ticas (testes colorim&#xE9;tricos, TLC, CC, GC-MS, GC-FID, RMN, MS e FTIR), que permitiram a identifica&#xE7;&#xE3;o de 26 subst&#xE2;ncias psicoativas, evidenciando a complementaridade das v&#xE1;rias t&#xE9;cnicas, com vista &#xE0; identifica&#xE7;&#xE3;o inequ&#xED;voca e a uma correta monitoriza&#xE7;&#xE3;o das subst&#xE2;ncias.</subfield>
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