02632nam a2200181 4500001000700000100004100007101000800048200013800056210002600194215002000220300025700240330184600497606002802343606001302371606002902384606000902413700002802422394652 a20170801d2017 y0pory50 ba apor aA cobertura mediática da violência contra as mulheresbRecurso eletrónicoeo caso do Correio da ManhãfSofia Oliveira Margato aCoimbrac[s.n.]d2017 a1 CD-ROMd12 cm aDissertação de Mestrado em Jornalismo e Comunicação, apresentada à Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, tendo como orientadora Maria João Silveirinha. Ficheiro de 1,21 MB em formato PDF (115 p.). Resumo inserto na publicação. aA violência contra as mulheres em ambiente doméstico possui uma série de características específicas que a diferenciam de outros tipos de agressão e abuso. Dentro dessas características, pode-se incluir o espaço em que ela ocorre, os sujeitos envolvidos, e o conjunto de fatores psicológicos que estão em questão e que contribuem para a complexidade do problema, podendo obscurecer o seu significado e perceção. A maior parte das agressões sofridas pelas mulheres é decorrente de conflitos interpessoais, o que acaba por merecer pouca atenção da generalidade da sociedade e a sua exposição causa embaraço às próprias mulheres que a sofrem. Apesar dos progressos legislativos, as mulheres ainda continuam restritas no exercício dos seus direitos devido à resistência ideológica que perpetua a discriminação passada e que, portanto, impede a afirmação dos direitos existentes hoje. O papel dos media na erradicação da violência de género é valorizado, assim como o seu contributo para tornar visíveis e socialmente pertinentes, as experiências mais complexas vividas pelas mulheres em privado. Ao denunciarem os maus tratos e agressões a mulheres, os media incorporam o problema no discurso público, podendo dar voz não apenas às autoridades mas também a especialistas e pessoas envolvidas, e sobretudo às mulheres agredidas, o que encorajará outras vítimas a denunciar essas situações e a procurar ajuda junto das entidades competentes. No entanto, muitas vezes este tema é também tratado de uma forma superficial, banal e mesmo sensacionalista, levando à naturalização da violência e transmitindo a ideia de que este problema continua a acontecer apenas em casos particulares e privados e não é uma questão da sociedade em geral. aVIOLÊNCIA DOMÉSTICA aIMPRENSA aMEIOS DE COMUNICAÇÃO aTESE aMARGATObSofia Oliveira