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    <subfield code="a">O agente infiltrado</subfield>
    <subfield code="b">Recurso eletr&#xF3;nico</subfield>
    <subfield code="e">o problema da legitimidade no processo penal do Estado de direito e na experi&#xEA;ncia brasileira</subfield>
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    <subfield code="a">1 CD-ROM</subfield>
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    <subfield code="a">Tese de doutoramento em Direito, especialidade de Ci&#xEA;ncias Jur&#xED;dico-Criminais, apresentada &#xE0; Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, tendo como orientador Manuel da Costa Andrade. Resumo inserto na publica&#xE7;&#xE3;o. Ficheiro de 2,97 MB em formato PDF (399 p.).</subfield>
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    <subfield code="a">Atrav&#xE9;s de uma norma de emerg&#xEA;ncia (Lei N&#xB0; 9.034/1995, modificada posteriormente pelas Leis N&#xB0; 10.217/2001 e N&#xB0; 6.578/2009), o Estado brasileiro cria um tipo penal que n&#xE3;o reprime a for&#xE7;a econ&#xF4;mica e opressora de criminalidade organizada, alicer&#xE7;ada, referida lei, em distor&#xE7;&#xF5;es t&#xE9;cnicas, designadamente a aus&#xEA;ncia de tipifica&#xE7;&#xE3;o de crime organizado. Tendo em vista as incongru&#xEA;ncias doutrinais e jurisprudenciais acerca do crime organizado na sua propens&#xE3;o jur&#xED;dico-criminal, evidenciam-se, desde logo, as liberdades p&#xFA;blicas, encaradas com preocupa&#xE7;&#xE3;o, vistas as medidas excepcionais de car&#xE1;ter institucionalizado, de legitima&#xE7;&#xE3;o material formal - procedimental pela ordem jur&#xED;dica, embora restritivas de direitos fundamentais. S&#xE3;o medidas de natureza investigat&#xF3;ria e preventiva da criminalidade, no &#xE2;mbito do respeito pelos direitos, liberdades e garantias dos cidad&#xE3;os, em obedi&#xEA;ncia aos princ&#xED;pios da subsidiariedade, da exce&#xE7;&#xE3;o e da proporcionalidade na sua trilogia: adequa&#xE7;&#xE3;o, necessidade e proporcionalidade, o que implica na ado&#xE7;&#xE3;o de medidas adequadas para certas infra&#xE7;&#xF5;es de natureza criminal. A finalidade dessas medidas &#xE9; a prote&#xE7;&#xE3;o de pessoas e bens, a vigil&#xE2;ncia de indiv&#xED;duos e locais suspeitos, sem restri&#xE7;&#xE3;o ou limites. O Tribunal Constitucional Federal tem mencionado expressamente o princ&#xED;pio de um tratamento geral e diferenciado para crimes mais graves, oferecendo uma fundamenta&#xE7;&#xE3;o pr&#xF3;pria ao entendimento de que o regime do &#xA7;100a deve generalizar-se &#xE0;s demais formas de interven&#xE7;&#xE3;o e devassa. Isso a partir da considera&#xE7;&#xE3;o de que, &#xE0; semelhan&#xE7;a do que acontece para as escutas telef&#xF4;nicas, e tamb&#xE9;m, para os demais meios de prova, a Constitui&#xE7;&#xE3;o oferece ao legislador ordin&#xE1;rio um campo consider&#xE1;vel de possibilidades de compress&#xE3;o dos direitos fundamentais para, &#xE0; luz do princ&#xED;pio da pondera&#xE7;&#xE3;o, dar resposta adequada &#xE0; amea&#xE7;a da criminalidade mais grave. Em geral, n&#xE3;o subsistem obst&#xE1;culos jur&#xED;dico-constitucionais a que, nos casos de criminalidade grave - contra a integridade f&#xED;sica e a vida, contra os fundamentos existenciais de uma ordena&#xE7;&#xE3;o comunit&#xE1;ria livre e democr&#xE1;tica ou contra outros bens jur&#xED;dicos de id&#xEA;ntica dignidade. Diante da necessidade da justi&#xE7;a penal na procura da verdade, recua a esfera &#xED;ntima quando, &#xE0; luz do princ&#xED;pio da proporcionalidade, a pondera&#xE7;&#xE3;o faz emergir prevalecente necessidade da justi&#xE7;a criminal exigindo a admissibilidade de produ&#xE7;&#xE3;o e valora&#xE7;&#xE3;o do meio de prova. O atentado de 11 de Setembro de 2011 &#xE0;s Torres G&#xEA;meas do World Trade Center, em Nova Iorque e o "Mensal&#xE3;o" - o maior caso de corrup&#xE7;&#xE3;o na Hist&#xF3;ria do Brasil, julgado em 2012, justificam uma iminente modifica&#xE7;&#xE3;o processual penal - uma tarefa inadi&#xE1;vel, que aos ordenamentos jur&#xED;dicos acarretar&#xE1; algumas restri&#xE7;&#xF5;es no &#xE2;mbito dos direitos e garantias fundamentais dos cidad&#xE3;os, consagrando o uso dos m&#xE9;todos ocultos de investiga&#xE7;&#xE3;o, numa demonstra&#xE7;&#xE3;o de conflitualidade unidimensional a partir da sua defini&#xE7;&#xE3;o como "meros instrumentos da tutela de direitos individuais". Instrumentos cuja atualiza&#xE7;&#xE3;o, em nome e ao servi&#xE7;o de direitos individuais constitucionalmente sancionados, colidem for&#xE7;osa e abertamente com outro interesse de n&#xE3;o menos ostensiva dignidade: "uma justi&#xE7;a criminal, sem a qual nunca poderia afirmar-se plenamente realizado o Estado de Direitos". Em se admitindo uma investiga&#xE7;&#xE3;o atrav&#xE9;s de m&#xE9;todos ocultos, "pelo menos em rela&#xE7;&#xE3;o a perigos concretos e imediatos de atentado contra a vida ou a perigo correspondente de sacrif&#xED;cio grave da integridade f&#xED;sica de terceiros, caracterizase uma situa&#xE7;&#xE3;o em que a investiga&#xE7;&#xE3;o oculta se constitui no "Mal Necess&#xE1;rio", onde a &#xE1;rea de restri&#xE7;&#xE3;o de direitos &#xE9; muito complexa e longe de ser clarificada e solucionada em termos intersubjectivamente.</subfield>
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    <subfield code="a">T&#xC9;CNICA DE INVESTIGA&#xC7;&#xC3;O CRIMINAL</subfield>
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