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    <subfield code="a">Uni&#xE3;o Europeia e terrorismo</subfield>
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    <subfield code="e">uma co-constru&#xE7;&#xE3;o do setor privado de seguran&#xE7;a?</subfield>
    <subfield code="f">Pedro Miguel Moreira Constantino</subfield>
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    <subfield code="a">Coimbra</subfield>
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    <subfield code="a">1 CD-ROM</subfield>
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    <subfield code="a">Disserta&#xE7;&#xE3;o de Mestrado em Rela&#xE7;&#xF5;es Internacionais, na especialidade de Estudos Europeus, apresentada &#xE0; Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra para obten&#xE7;&#xE3;o do grau de Mestre, tendo como orientadora Paula Duarte Lopes. Ficheiro de 18,5 MB em formato PDF (131 p.). Resumo inserto na publica&#xE7;&#xE3;o.</subfield>
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    <subfield code="a">Desde os ataques terroristas do 11 de setembro de 2001, e de forma mais veemente, no p&#xF3;s 11 de Mar&#xE7;o de 2004, tornou-se evidente que o problema do terrorismo internacional, deixou de estar confinado aos EUA e passou a ser uma preocupa&#xE7;&#xE3;o permanente da UE. Destarte, o terrorismo deixou de estar confinado apenas aos processos soberanos decis&#xF3;rios, organizacionais e informacionais dos Estados. Ao mesmo tempo, fomos presenciando toda uma gradual progress&#xE3;o discursiva, deliberativa e operacional dentro do espa&#xE7;o europeu, dando origem &#xE0; excecionalidade do fen&#xF3;meno do terrorismo e a um consequente processo de securitiza&#xE7;&#xE3;o conjunta do mesmo. Apesar do terrorismo n&#xE3;o ser um fen&#xF3;meno novo, os &#xFA;ltimos atentados em solo europeu, vieram evidenciar que &#xE9; um problema com o qual os europeus cada vez mais se v&#xEA;m confrontando. O terrorismo &#xE9; um conceito ontologicamente inst&#xE1;vel e por este motivo s&#xE3;o imensas as suas defini&#xE7;&#xF5;es. Apesar dos vastos estudos que existem sobre terrorismo, a maioria deles n&#xE3;o tentam pensar o problema de uma forma mais cr&#xED;tica. Continua a ser ainda um saber muito t&#xE9;cnico das for&#xE7;as de seguran&#xE7;a (pol&#xED;cias e militares), sendo fundamental que os mesmos o estudem e saibam tecnicamente tratar o assunto. Mas, tamb&#xE9;m &#xE9; muito importante sair desse quadro concetual t&#xE9;cnico e analis&#xE1;-lo como qualquer outro fen&#xF3;meno relevante contempor&#xE2;neo da nossa vida pol&#xED;tica. Este trabalho, utilizando um m&#xE9;todo de investiga&#xE7;&#xE3;o qualitativo e quantitativo, tem como objetivo avaliar em que medida a amea&#xE7;a que nos &#xE9; colocada pelo terrorismo na UE versos a resposta que as institui&#xE7;&#xF5;es europeias e os respetivos Estados Membros lhe d&#xE3;o, s&#xE3;o relativamente desproporcionais. Ao contr&#xE1;rio do que possa parecer o efeito do terrorismo na Europa &#xE9; extraordinariamente baixo em n&#xFA;mero de incidentes, em n&#xFA;mero de mortos por incidente, em n&#xFA;mero de mortos totais e em n&#xFA;mero de mortes agregada por d&#xE9;cada. No entanto, o terrorismo &#xE9; um dos fen&#xF3;menos sociais que mais preocupa os europeus. Esta investiga&#xE7;&#xE3;o remete-nos para um quadro de an&#xE1;lise subjetivo, em que as perce&#xE7;&#xF5;es em torno do medo v&#xE3;o determinar a forma como se responde ao fen&#xF3;meno do terrorismo. O argumento exposto vem defender que est&#xE1; em curso na UE um crescimento desproporcional do setor privado de seguran&#xE7;a e este est&#xE1; visceralmente conectado com a constru&#xE7;&#xE3;o efetuada em torno da amea&#xE7;a terrorista. Esta co-constru&#xE7;&#xE3;o vai sendo alvitrada quer pelas Institui&#xE7;&#xF5;es Europeias e Estados Membros, quer pelas pr&#xF3;prias empresas do setor privado de seguran&#xE7;a, que participam perspicazmente nesta mesma constru&#xE7;&#xE3;o. Os discursos e pr&#xE1;ticas securit&#xE1;rias v&#xE3;o adulterando as  perce&#xE7;&#xF5;es em torno do medo da amea&#xE7;a terrorista e ao mesmo tempo alimentando interesses pol&#xED;tico- materiais do setor privado de seguran&#xE7;a. Desta forma, o contributo desta disserta&#xE7;&#xE3;o &#xE9; duplo: primeiro, constitui uma cr&#xED;tica &#xE0; orienta&#xE7;&#xE3;o tradicional de abordar o fen&#xF3;meno do terrorismo; segundo, vem alertar para os poss&#xED;veis perigos futuros decorrentes de um crescimento desproporcional do setor privado de seguran&#xE7;a na UE.</subfield>
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    <subfield code="a">SEGURAN&#xC7;A PRIVADA</subfield>
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