04627nam a2200205 4500001000700000100004100007101000800048200017200056210002500228215002000253300026400273330372400537606002404261606002704285606001504312606001704327606001904344606000904363700004904372394131 a20161004d2016 y0pory50 ba apor aFarmacogenética em toxicologia forensebRecurso eletrónicoeestudo do gene CYP2D6 em amostras post mortem com tramadolfSuzana de Morais Valente Martins da Fonseca aLisboac[s.n.]d2016 a1 CD-ROMd12 cm aDissertação para obtenção do grau de Mestre em Medicina Legal e Ciências Forenses, tendo como orientador Mário João Dias e co-orientador Jorge Costa Santos. Resumo inserto na publicação. Ficheiros num total de 35,1 MB em formato PDF (168 p.) aA variabilidade genética tem impacto na resposta individual aos fármacos, com repercussões nas concentrações e nos efeitos observados. Os exames de toxicologia forense são importantes para conhecer a contribuição dos xenobióticos na causa de morte e as circunstâncias em que esta ocorreu. A aplicação das metodologias de farmacogenética a casos "post mortem" é ainda pouco frequente, dependendo sobretudo das características do gene a estudar e da existência de metodologias adequadas à análise de amostras da rotina pericial. Por outro lado, para que os resultados possam ser utilizados como prova em tribunal, é essencial dispor de fundamentação científica para a sua interpretação, que pode ser obtida através de estudos de correlação entre osresultados da genética e da toxicologia. O tramadol é bioactivado por metabolização em O-desmetiltramadol, por acção da enzima CYP2D6. Algumas variantes genéticas são responsáveis por alterações na expressão enzimática e, portanto, na resposta analgésica e nas concentrações encontradas nas amostras "post mortem", para o tramadol e para os seus metabolitos. Nos casos "post mortem" com tramadol, a identificação dos metabolizadores lentos pela pesquisa de variantes genéticas descritas como não-funcionais pode ser útil para explicar algumas circunstâncias relacionadas com a morte. O objetivo deste trabalho foi o desenvolvimento de uma metodologia de sequenciação parcial do gene CYP2D6 para a detecção de variantes genéticas responsáveis pela inativação da atividade enzimática, tendo em vista a identificação de metabolizadores lentos. A metodologia foi aplicada a casos "post mortem" positivos para tramadol.Foram selecionadas e analisadas 100 amostras de sangue "post mortem" com tramadol. O ADN foi extraído pelo método de Chelex 100® e quantificado por Real-time PCRusando Quantifiler Trio da Applied Biosystems (AB). A amplificação dos fragmentos de interesse do gene CYP2D6 foi efetuada por PCR com MasterMix da Qiagen. Os fragmentos amplificados foram sequenciados com Big Dye v.3.1 cycle sequence e detetados por eletroforese capilar num Genetic Analyser 3130 (AB). As sequências obtidas foram comparadas com a de referência usando o programa informáticoSeqScape v3. O método foi validado de acordo com recomendações internacionais. Foi também validado o método de confirmação quantitativa de tramadol e dos seus metabolitos N-desmetil-tramadol e O-desmetil-tramadol. Os métodos foram aplicados com sucesso às amostras de sangue "post mortem". As distribuições de alelos e de genótipos das amostras analisadas estão de acordo com o esperado para a população portuguesa e europeia. O metabolismo do tramadol, expresso pela razão de concentrações entre os seus metabolitos (N-desmetiltramadol/O-desmetil-tramadol), demonstrou estar correlacionado com os fenótipos previstos na análise genética, em particular no caso dos metabolizadores lentos. Foi demonstrada também a importância da pesquisa de substâncias inibidoras da atividade enzimática, nos casos de tramadol. De acordo com o nosso conhecimento, este é o primeiro estudo em que a metodologia de sequenciação do gene CYP2D6 foi validada e aplicada com sucesso a amostras "post mortem", em Portugal. As metodologias desenvolvidas permitem a recolha sistemática de resultados em casos "post mortem", constituindo ferramentas essenciais para fundamentar a utilidade da farmacogenética na interpretação de casos de tramadol, numa avaliação conjunta entre a patologia, a toxicologia e a genética forenses. aTOXICOLOGIA FORENSE aANÁLISE LABORATORIAL aGENÉTICA aFARMACOLOGIA aPROVA PERICIAL aTESE aFONSECAbSuzana de Morais Valente Martins da