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    <subfield code="a">Caracter&#xED;sticas que suscitam suspeita de maus-tratos em crian&#xE7;as e jovens em observa&#xE7;&#xE3;o no servi&#xE7;o de urg&#xEA;ncia do Hospital Pedi&#xE1;trico de Coimbra</subfield>
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    <subfield code="a">Coimbra</subfield>
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    <subfield code="a">Trabalho final de mestrado integrado em Medicina, apresentado &#xE0; Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, tendo como orientadores Sara Pedroso e Joaquim Cerejeira. Ficheiro de 635 KB em formato PDF (49 p.). Resumo inserto na publica&#xE7;&#xE3;o.</subfield>
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    <subfield code="a">INTRODU&#xC7;&#xC3;O E OBJETIVO: As crian&#xE7;as s&#xE3;o particularmente vulner&#xE1;veis a qualquer tipo de viol&#xEA;ncia, abuso ou explora&#xE7;&#xE3;o. O Servi&#xE7;o de Urg&#xEA;ncia (SU) constitui uma importante porta de entrada para o cuidado da crian&#xE7;a v&#xED;tima de maus-tratos e poder&#xE1; representar uma oportunidade &#xFA;nica de prote&#xE7;&#xE3;o para aquelas que n&#xE3;o frequentam outros servi&#xE7;os de sa&#xFA;de. O presente estudo procurou identificar e descrever carater&#xED;sticas que podem suscitar suspeita de maus-tratos em crian&#xE7;as/adolescentes observados no SU do Hospital Pedi&#xE1;trico de Coimbra (HPC) e sinalizados ao N&#xFA;cleo Hospitalar de Apoio &#xE0;s Crian&#xE7;as e Jovens em Risco (NHACJR), por compara&#xE7;&#xE3;o com um grupo de controlo. MATERIAIS E M&#xC9;TODOS: An&#xE1;lise de 58 processos cl&#xED;nicos informatizados correspondentes a crian&#xE7;as/adolescentes, com idades compreendidas entre os zero e os 18 anos (n&#xE3;o inclusive), que foram sinalizadas ao NHACJR do HPC, a partir do SU, durante um per&#xED;odo de tr&#xEA;s anos civis: 2011-2013. Foram estudadas vari&#xE1;veis de carateriza&#xE7;&#xE3;o do epis&#xF3;dio de urg&#xEA;ncia, da crian&#xE7;a, do mau-trato e do agressor, com posterior compara&#xE7;&#xE3;o entre os grupos, de modo a determinar as carater&#xED;sticas que permitiam diferenci&#xE1;-los. RESULTADOS E CONCLUS&#xC3;O: A amostra &#xE9; constitu&#xED;da por 58 casos, com uma m&#xE9;dia de idade de 7,51 anos, sendo 40 do sexo feminino. 67,3% dos casos recorreram ao SU por iniciativa da pr&#xF3;pria crian&#xE7;a, da fam&#xED;lia ou da professora/educadora. Dos restantes casos, 24,4% foram referenciados por centros de sa&#xFA;de, 8,6% transferidos de outro hospital e 1,7% referenciados pela "Linha Sa&#xFA;de 24". Somente um dos casos foi acompanhado ao SU por ambos os progenitores e cerca de 7% vieram sozinhos com o Instituto Nacional de Emerg&#xEA;ncia M&#xE9;dica (INEM). Foi constatadoatraso na procura dos cuidados m&#xE9;dicos em 36,2% das crian&#xE7;as. Entre os diagn&#xF3;sticos finais destacaram-se os abusos sexuais (37,9%), seguidos dos maus-tratos f&#xED;sicos (15,5%) e neglig&#xEA;ncia (8,7%), sendo que o agressor era um familiar direto em 79,4% dos casos (em especial o pai). A grande maioria das crian&#xE7;as (84,5%) apresentava um ou mais fatores de stress psicossocial no seio familiar. Ap&#xF3;s observa&#xE7;&#xE3;o no SU, 62,1% dos casos ficaram com Consulta da Crian&#xE7;a em Risco (CCR) agendada para seguimento do caso e 24,1% foram internados. N&#xE3;o foram encontradas diferen&#xE7;as estatisticamente significativas entre os dois grupos em estudo, no que se refere ao g&#xE9;nero, idade, gravidade cl&#xED;nica, comportamento no SU, desenvolvimento psicomotor e aproveitamento escolar. Pelo contr&#xE1;rio, verificaram-se diferen&#xE7;as significativas na hora e motivo de ida ao SU, atraso na procura de cuidados m&#xE9;dicos, tipo de acompanhante, orienta&#xE7;&#xE3;o da crian&#xE7;a ap&#xF3;s alta do SU, exist&#xEA;ncia de epis&#xF3;dios anteriores semelhantes e perfil de funcionalidade familiar. COMENT&#xC1;RIO: Pela exist&#xEA;ncia de lacunas durante a recolha dos dados, que conduziu &#xE0; exclus&#xE3;o de um grande n&#xFA;mero de vari&#xE1;veis inicialmente propostas para o estudo, seria prefer&#xED;vel a realiza&#xE7;&#xE3;o de um estudo prospetivo, com acompanhamento longitudinal das respetivas crian&#xE7;as/adolescentes e suas fam&#xED;lias.</subfield>
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    <subfield code="a">MAUS TRATOS CONTRA CRIAN&#xC7;AS</subfield>
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