03259nam a2200205 4500001000700000100004100007101000800048200016700056210002300223215002000246300022000266330239600486606002402882606001902906606002802925606001802953606003902971606000903010700003403019393348 a20150626d2014 y0pory50 ba apor aTrajetórias droga-crime em indivíduos toxicodependentes institucionalizados/as em comunidade terapêuticabRecurso eletrónicofFilipa Sofia Vilhena Martins aMaiac[s.n.]d2014 a1 CD-ROMd12 cm aDissertação de Mestrado em Psicologia da Justiça, apresentada ao Instituto Universitário da Maia, tendo como orientador Olga Cruz. Resumo inserto na publicação. Ficheiro de 785 KB em formato PDF (75 p.). aO fenómeno da associação droga-crime permanece de grande relevância atual, quer pela sua incidência e prevalência, quer pelos seus potenciais prejuízos. Tal associação é amplamente reconhecida, mas o consenso dissipa-se quando se trata de explicar a natureza da mesma. Desde o século XX que tem predominado um modelo explicativo que considera que a droga causa o crime, não obstante surjam cada vez mais discursos alternativos que desafiam a linearidade de tal relação causal. Em Portugal, o mais relevante conjunto de estudos a este nível foi concretizado ainda no século XX, sendo relativamente pouca a produção científica nacional em torno da associação droga-crime. De entre esses trabalhos destacamos o de Agra e Matos (1997), no qual é apresentada uma tipologia de trajetórias desviantes droga-crime. Neste sentido, os objetivos centrais da presente investigação foram compreender se uma amostra de indivíduos toxicodependentes internados/as numa comunidade terapêutica se enquadra na tipologia de trajetórias desviantes droga-crime proposta por Agra e Matos (1997), assim como compreender a perceção dos mesmos sobre tais trajetórias e possíveis relações entre elas. Optou-se, assim, por conduzir uma investigação qualitativa, cujos dados foram recolhidos a partir de entrevistas e analisados através da técnica de análise temática proposta por Braun e Clarke (2006). Quanto aos resultados, foi consensual entre os sujeitos que o seu percurso de consumo se iniciou com drogas ‘leves’ (canabinóides) e só mais tarde evoluiu para drogas ‘duras’ (cocaína e heroína), consolidando-se num padrão de toxicodependência. Igualmente consensual foi que o consumo de drogas precedeu a sua conduta criminal e que esta ocorria sob o efeito de drogas. De destacar que a maioria dos/as participantes enquadrou-se na trajetória desviante ‘toxicodependente-delinquente’ (os restantes enquadraram-se na ‘especialista droga-crime’) e veiculou a perceção de que, de uma forma geral, a droga é a causa da criminalidade. Em conclusão, os nossos resultados reforçam a conceção de que droga e crime são dois fenómenos intimamente associados e reproduzem a explicação predominante, nos discursos sociais e científicos, para tal associação: a de que a droga causa o crime. aTOXICODEPENDÊNCIA aESTUPEFACIENTE aCOMPORTAMENTO DESVIANTE aCRIMINALIDADE aESTABELECIMENTO DE RECUPERAÇÃO aTESE aMARTINSbFilipa Sofia Vilhena