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    <subfield code="a">Entre Themis e Ascl&#xE9;pio</subfield>
    <subfield code="b">Recurso eletr&#xF3;nico</subfield>
    <subfield code="e">um estudo da inimputabilidade no ordenamento jur&#xED;dico-penal portugu&#xEA;s</subfield>
    <subfield code="f">Diana Isabel Mota Fernandes</subfield>
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    <subfield code="a">Coimbra</subfield>
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    <subfield code="a">Disserta&#xE7;&#xE3;o de Mestrado em Sociologia, sob a orienta&#xE7;&#xE3;o de S&#xED;lvia Portugal, apresentada &#xE0; Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra. Resumo inserto na publica&#xE7;&#xE3;o. Ficheiro de 810 KB em formato PDF (107 p.).</subfield>
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    <subfield code="a">Esta disserta&#xE7;&#xE3;o debru&#xE7;a-se sobre a rela&#xE7;&#xE3;o entre doen&#xE7;a mental e crime, mais concretamente, a reac&#xE7;&#xE3;o do sistema penal portugu&#xEA;s perante os crimes cometidos por indiv&#xED;duo declarado inimput&#xE1;vel em raz&#xE3;o de anomalia ps&#xED;quica. A exist&#xEA;ncia de uma doen&#xE7;a do foro mental, com eventuais implica&#xE7;&#xF5;es na pr&#xE1;tica do crime, convoca para o universo do direito penal as ci&#xEA;ncias psicoforenses e, em particular, a psiquiatria, para coadjuvar o trabalho judici&#xE1;rio. &#xC9; na an&#xE1;lise desta especificidade que se situa o presente trabalho. O objectivo &#xE9; deslindar o jogo que se estabelece entre agentes detentores de saberes diversos, percebendo assim como, neste contexto, a magistratura portuguesa interpreta e aplica o conceito de inimputabilidade em raz&#xE3;o de anomalia ps&#xED;quica. Pretendi, deste modo, analisar como os diferentes saberes e seus actores agem e interagem no &#xE2;mbito das compet&#xEA;ncias que s&#xE3;o distribu&#xED;das entre si, na busca por factos suficientemente cred&#xED;veis para serem transformados em verdades e aceites enquanto tal. O que permite, igualmente, e de forma mais abrangente, reflectir sobre o lugar do direito e da medicina, em especial da psiquiatria, no controlo social. Em termos mais amplos, a an&#xE1;lise da resposta do sistema jur&#xED;dico-penal perante o crime cometido por indiv&#xED;duo declarado inimput&#xE1;vel acaba por proporcionar, neste trabalho, uma discuss&#xE3;o alargada do judicial e do social. A crescente vis&#xE3;o biom&#xE9;dica dos comportamentos desemboca num quadro de controlo social eminentemente cl&#xED;nico-psiqui&#xE1;trico, com este saber a encontrar terreno f&#xE9;rtil na constru&#xE7;&#xE3;o e controlo de um desvio que &#xE9; de dupla origem: crime e doen&#xE7;a mental. Por um lado, se &#xE9; o direito penal que dita (prev&#xEA;, classifica e &#x201C;julga&#x201D;) que comportamentos s&#xE3;o crime, s&#xE3;o as ci&#xEA;ncias psicoforenses que conformam, em abstracto, essas previs&#xF5;es legais, e que ditam, em concreto, quem e em que circunst&#xE2;ncias ir&#xE1; cair no seu campo de actua&#xE7;&#xE3;o, como inimput&#xE1;vel. S&#xE3;o as ci&#xEA;ncias psicoforenses que, numa encruzilhada entre crime e doen&#xE7;a, acabam por definir se o controlo &#xE9; jur&#xED;dico-penal (&#x201C;apenas&#x201D; crime) ou &#xE9; tamb&#xE9;m &#x201C;seu&#x201D; (crime directamente motivado por aquilo que classifica como doen&#xE7;a), porque detentoras do monop&#xF3;lio da constru&#xE7;&#xE3;o e da classifica&#xE7;&#xE3;o da doen&#xE7;a mental. O quadro assim delineado insere-se num processo de psiquiatriza&#xE7;&#xE3;o do direito penal, que assim se revela a jusante nas decis&#xF5;es judiciais. Mas tem tamb&#xE9;m lugar a montante, com uma evolu&#xE7;&#xE3;o doutrinal e uma previs&#xE3;o legal imbu&#xED;das de um modelo biom&#xE9;dico patente nos discursos e nas pr&#xE1;ticas dos actores judici&#xE1;rios que tomam as decis&#xF5;es, formando um todo condicionado pela cl&#xED;nica e que, por sua vez, em seu nome condiciona.CONTE&#xDA;DO: Agradecimentos. Resumo. Introdu&#xE7;&#xE3;o. I. E se n&#xE3;o h&#xE1; culpa? A intersec&#xE7;&#xE3;o entre direito e cl&#xED;nica.1. A inimputabilidade em raz&#xE3;o de anomalia ps&#xED;quica: modelos de defini&#xE7;&#xE3;o e de decis&#xE3;o. 1.1. Modelos substantivos de inimputabilidade: delimita&#xE7;&#xE3;o do conceito. 1.2. Modelos processuais de inimputabilidade: atribui&#xE7;&#xE3;o de compet&#xEA;ncias. 1.3 Defini&#xE7;&#xE3;o de inimputabilidade. 2. O uso da inimputabilidade. 2.1. Interpreta&#xE7;&#xE3;o e aplica&#xE7;&#xE3;o do conceito. 3. A imputabilidade diminu&#xED;da. 3.1. O que nos dizem o direito penal e a psiquiatria forense: doutrina e lei escrita. 3.2. Interpreta&#xE7;&#xE3;o e aplica&#xE7;&#xE3;o do conceito. II. E o perigo? Controlo social e encarceramento. 4. O conceito de perigosidade. 5. Interpreta&#xE7;&#xE3;o e aplica&#xE7;&#xE3;o do conceito de perigosidade. 5.1. Perigosidade e inimputabilidade. 5.2. A perigosidade na literatura e na pr&#xE1;tica forense. 5.3. A perigosidade na pr&#xE1;tica judici&#xE1;ria. 6. A medida de seguran&#xE7;a. 6.1. G&#xE9;nese legal e evolu&#xE7;&#xE3;o da medida de seguran&#xE7;a. 6.2. A pr&#xE1;tica dos actores psicoforenses e judici&#xE1;rios. Conclus&#xF5;es. Refer&#xEA;ncias bibliogr&#xE1;ficas. Anexos.</subfield>
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    <subfield code="a">DIREITO PENAL</subfield>
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