03056nam a2200169 4500001000700000100004100007101000800048200013700056210002400193215002000217300040200237330215100639606002902790606002802819606000902847700003002856392527 a20140401d2010 y0pory50 ba apor aGénero e trajetórias criminaisbRecurso eletrónicoecontributos para a criminologia desenvolvimentalfJosé Manuel Pires Leal aPortoc[s.n.]d2010 a1 CD-ROMd12 cm aDissertação apresentada para obtenção do grau de Doutor em Criminologia, pela Faculdade de Direito da Universidade do Porto, sob a orientação de Cândido da Agra (FDUP) e co-orientação de Patrícia Ávila (ISCTE). Resumo inserto na publicação. xxi, 673 p. Disponível também através de: https://repositorio-aberto.up.pt/handle/10216/72376. Acedido a 01 de abril de 2014. aO projecto Género e trajectórias criminais insere-se num processo doutoral no qual se procurou estudar a relação entre género e crime, a partir de uma perspectiva desenvolvimental, recorrendo para o efeito à análise longitudinal de dados tratados pela Polícia Judiciária referentes ao envolvimento de indivíduos de ambos os sexos na delinquência. Procedeu-se para tal à selecção de uma amostra constituída por 2.382 indivíduos (1.665 do sexo masculino e 717 do sexo feminino), todos nascidos em 1967, e à recolha de registos da prática de crimes que lhes tivessem associados no período compreendido entre 1983 e 2004. Explorou-se a relação conceptual entre género e crime, a forma como a ciência e a sociedade têm abordado a problemática do crime em função do género, culminando tal desenvolvimento crítico com a proposta de produção de conhecimento através do enfoque da criminologia desenvolvimental, no qual a prática da delinquência se insere num processo em que os indivíduos vão inscrevendo o interdito no ciclo de vida, despoletando desse modo certo nível de envolvimento na delinquência que se poderá traduzir pela enunciação de determinada configuração trajectorial. A análise dos dados permitiu que se efectuasse a caracterização dos vários grupos identificados, assim como do seu potencial delitivo, identificando estruturas delinquênciais e grupos de trajectórias marcados pelo momento do ciclo de vida em que manifestaram o envolvimento no crime. Tendo por base a distinção entre primários e reincidentes, e os grupos de trajectórias em que se integram por referência à fase do ciclo de vida em que se envolveram na delinquência, ora estritamente na fase da juventude, ora apenas a partir da fase adulta, ora ao longo das diversas fases da vida, a análise emerge procurando decifrar a especificidade das sequências delitivas que as categorias de género enunciam, através da activação, da agravação, da incidência e sequência transgressiva, do grau de violência, e da eventual desistência do crime. aESTATÍSTICAS CRIMINAIS aCOMPORTAMENTO DESVIANTE aTESE aLEALbJosé Manuel Pires