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    <subfield code="a">Jurisprud&#xEA;ncia dos princ&#xED;pios</subfield>
    <subfield code="e">ensaio sobre os fundamentos da decis&#xE3;o jurisdicional</subfield>
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    <subfield code="a">Lisboa</subfield>
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    <subfield code="a">Texto que corresponde, com pequenas altera&#xE7;&#xF5;es, &#xE0; disserta&#xE7;&#xE3;o de doutoramento entregue na Faculdade de Direito da Universidade Cat&#xF3;lica Portuguesa a 17 de Abril de 2008 e discutida no dia 18 de Fevereiro de 2009.</subfield>
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    <subfield code="a">Introdu&#xE7;&#xE3;o. A. Delimita&#xE7;&#xE3;o tem&#xE1;tica. B. A exig&#xEA;ncia de justi&#xE7;a ou correc&#xE7;&#xE3;o das solu&#xE7;&#xF5;es de direito. C. Al&#xE9;m da livre argumenta&#xE7;&#xE3;o judici&#xE1;ria e da obedi&#xEA;ncia inteligente &#xE0; lei. D. Primeira aproxima&#xE7;&#xE3;o ao significado dos &#x201C;princ&#xED;pios do Direito&#x201D;. Parte I &#x2013; Cr&#xED;tica do pensamento jur&#xED;dico de raiz legalista. 1. Caracteriza&#xE7;&#xE3;o e aporias do pensamento de raiz legalista. 2. Releitura do legalismo iluminista e do pensamento normativista do s&#xE9;culo XX. 2.1. A lei como virtude e como valor na tradi&#xE7;&#xE3;o cultural do Ocidente. 2.2. Os limites da legalidade em Montesquieu, Rousseau e Kant. 2.3. O normativismo elaborado de Kelsen e de Hart. 3. Sinais de uma nova forma de pensamento jur&#xED;dico. 3.1. Os limites das normas e da sua aplica&#xE7;&#xE3;o l&#xF3;gica. 3.2. A muta&#xE7;&#xE3;o no &#xE2;mbito da hermen&#xEA;utica can&#xF3;nica. 3.3. O reconhecimento do car&#xE1;cter anal&#xF3;gico e proporcional do direito. 3.4. A &#x201C;norma do caso&#x201D;. 3.5. O relevo acrescido dos precedentes judiciais. 3.6. A constru&#xE7;&#xE3;o de um constitucionalismo n&#xE3;o normativista. 3.7. As propostas de uma orienta&#xE7;&#xE3;o para as consequ&#xEA;ncias futuras. 3.8. O que est&#xE1; na base desta viragem metodol&#xF3;gica? 4. A convoca&#xE7;&#xE3;o jurisprudencial dos princ&#xED;pios jur&#xED;dicos. 4.1. Enquadramento. 4.2. O desenvolvimento judicial do direito visto por Esser. 4.3. A problem&#xE1;tica dos princ&#xED;pios no jurisprudencialismo de Castanheira Neves. 4.4. O Imp&#xE9;rio do Direito de Dworkin. 4.5. Os princ&#xED;pios do Direito como base do m&#xE9;todo e da dogm&#xE1;tica jur&#xED;dica. Parte II - A vincula&#xE7;&#xE3;o &#xE0; lei e ao Direito: &#x2018;Ius genus, lex species eius est&#x2019;. 1. Bases fundamentais para um modelo principial da juridicidade. A) A diferen&#xE7;a entre a &#x201C;lei&#x201D; e o &#x201C;Direito&#x201D;. B) Uma nova ideia de &#x201C;saber jur&#xED;dico&#x201D;. C) Uma vis&#xE3;o pluridimensional dos princ&#xED;pios do Direito. 2. Validade e limites da vis&#xE3;o judicialista do Direito. 2.1. O Direito como profecia no realismo de Holmes. 2.2. Cr&#xED;tica do realismo judici&#xE1;rio. 2.3. O problema dos fundamentos da decis&#xE3;o jurisdicional. 3. A caracteriza&#xE7;&#xE3;o do m&#xE9;todo jur&#xED;dico &#xE0; luz da distin&#xE7;&#xE3;o entre &#x201C;regras&#x201D; e &#x201C;princ&#xED;pios&#x201D;. 3.1. Justifica&#xE7;&#xE3;o e limites da distin&#xE7;&#xE3;o entre regras e princ&#xED;pios. 3.2. O modelo dos princ&#xED;pios e o seu papel no seio do sistema jur&#xED;dico. 3.3. A ideia de Direito como p&#xF3;lo referencial do m&#xE9;todo jur&#xED;dico. 4. Recupera&#xE7;&#xE3;o do jusnaturalismo? - Os limites da pr&#xE9;-positividade jur&#xED;dica. 4.1. O cariz multifacetado do jusnaturalismo. 4.2. O problema da natureza das coisas e da natureza humana. 4.3. A quest&#xE3;o dos valores objectivos. 4.4. A abertura racional, &#xE9;tica e axiol&#xF3;gica do c&#xED;rculo hermen&#xEA;utico. 5. A exig&#xEA;ncia dos princ&#xED;pios do Direito no contexto da p&#xF3;s-modernidade. Parte III - Genealogia dos princ&#xED;pios do Direito: do direito romano &#xE0; Europa do p&#xF3;s-guerra. 1. A emerg&#xEA;ncia dos &#x201C;princ&#xED;pios&#x201D; na hist&#xF3;ria. 2. A invoca&#xE7;&#xE3;o de princ&#xED;pios no casu&#xED;smo do Direito Romano. 2.1. As m&#xE1;ximas jurisprudenciais, as virtudes &#xE9;tico-pol&#xED;ticas e os &#x2018;iuris principia&#x2019;. 2.2. A raz&#xE3;o do n&#xE3;o desaparecimento hist&#xF3;rico do &#x2018;ius romanum&#x2019;. 3. A hermen&#xEA;utica do Direito Comum e a proposta do Jusracio&#xAD;nalismo. 3.1. A atitude dos autores do Direito Comum perante o &#x2018;corpus iuris&#x2019;. 3.2. A forma&#xE7;&#xE3;o de novas &#x2018;regulae iuris&#x2019; e &#x2018;generalia&#x2019; e a cautela na sua utiliza&#xE7;&#xE3;o. 3.3. A relev&#xE2;ncia aut&#xF3;noma das ideias de &#x2018;iustitia&#x2019;, &#x2018;ius naturale&#x2019; e &#x2018;bonum commune&#x2019;. 3.4. O jusracionalismo iluminista e o seu ing&#xE9;nuo irrealismo metodol&#xF3;gico. 4. O reduzido papel dos &#x201C;princ&#xED;pios&#x201D; na vig&#xEA;ncia do C&#xF3;digo Civil de 1867 e nas primeiras Constitui&#xE7;&#xF5;es portuguesas. 4.1. A matriz jusracionalista do C&#xF3;digo de Seabra. 4.2. O positivismo pr&#xE1;tico dominante e a descoberta de novos princ&#xED;pios pela doutrina. 4.3. O crep&#xFA;sculo dos princ&#xED;pios e direitos fundamentais. 5. A decisiva mudan&#xE7;a de perspectiva sobre o Direito na Europa do p&#xF3;s-guerra. Parte IV - Os princ&#xED;pios do Direito como par&#xE2;metros normativos e refer&#xEA;ncias ideais. 1. O problema da caracteriza&#xE7;&#xE3;o dos &#x201C;princ&#xED;pios do Direito&#x201D;. A) Os princ&#xED;pios como ideias e como proposi&#xE7;&#xF5;es. B) A aus&#xEA;ncia de pressupostos tipificados. C) O valor racional, &#xE9;tico ou axiol&#xF3;gico. D) O car&#xE1;cter irradiante e a for&#xE7;a expansiva dos princ&#xED;pios. 2. Princ&#xED;pios do Direito e fontes de Direito. 2.1. Justifica&#xE7;&#xE3;o e limites da vis&#xE3;o dos princ&#xED;pios do Direito como fontes de direito. 2.2. Os princ&#xED;pios do Direito no contexto da cr&#xED;tica da tradicional teoria das fontes de direito. 3. Princ&#xED;pios constitucionais e direitos fundamentais. 4. Os princ&#xED;pios jur&#xED;dicos como par&#xE2;metros normativos. 4.1. A descoberta de novos princ&#xED;pios jur&#xED;dicos: o processo de dupla fundamenta&#xE7;&#xE3;o. 4.2. Formas de conjuga&#xE7;&#xE3;o dos &#x201C;dados positivos&#x201D; com a &#x201C;ideia de Direito&#x201D;. 5. Os princ&#xED;pios como refer&#xEA;ncias ideais &#x2013; os princ&#xED;pios mais universais do Direito. 5.1. Os princ&#xED;pios nucleares do Direito - uma poss&#xED;vel sistematiza&#xE7;&#xE3;o. A) Dignidade da pessoa humana. B) Controlo cr&#xED;tico do poder. C) Igualdade. D) Proporcionalidade. E) Compensa&#xE7;&#xE3;o de danos. F) Exclus&#xE3;o de benef&#xED;cios ou desvantagens injustificados. G) Seguran&#xE7;a em face da conting&#xEA;ncia. 5.2. A unidade dos princ&#xED;pios do Direito. Parte V - A for&#xE7;a normativa dos princ&#xED;pios do Direito. 1. For&#xE7;a jur&#xED;dica, concretiza&#xE7;&#xE3;o e justiciabilidade dos princ&#xED;pios do Direito. 1.1. A necessidade de defini&#xE7;&#xE3;o do sentido e alcance dos princ&#xED;pios. 1.2. O papel dos precedentes judiciais. 1.3. Os crit&#xE9;rios dogm&#xE1;ticos de defini&#xE7;&#xE3;o dos princ&#xED;pios. 1.4. As condicionantes processuais na aplica&#xE7;&#xE3;o dos princ&#xED;pios. 1.5. A compreens&#xE3;o do papel institucional dos tribunais. 2. O valor interpretativo e integrador dos princ&#xED;pios do Direito em face da lei. 2.1. Princ&#xED;pios, conceitos regulativos e normas de decis&#xE3;o. 2.2. A fun&#xE7;&#xE3;o dos princ&#xED;pios em face das normas e das cl&#xE1;usulas gerais. 2.3. Os princ&#xED;pios como inspira&#xE7;&#xE3;o para novas constru&#xE7;&#xF5;es dogm&#xE1;ticas. 2.4. Os princ&#xED;pios como par&#xE2;metros de validade de solu&#xE7;&#xF5;es normativas expressas. 3. O Estado de Direito e o pluralismo jur&#xED;dico como ideias constituintes. 3.1. A for&#xE7;a criadora da ideia de Estado de Direito. 3.2. O pluralismo como refer&#xEA;ncia ideal do Estado de Direito - o Estado de Direito Plural. Parte VI - Princ&#xED;pios do Direito e fundamenta&#xE7;&#xE3;o expressadas decis&#xF5;es jurisdicionais. 1. A fundamenta&#xE7;&#xE3;o expressa das decis&#xF5;es na jurisprud&#xEA;ncia dos princ&#xED;pios. 2. Densidade e estrutura da fundamenta&#xE7;&#xE3;o da decis&#xE3;o jurisdicional. 2.1. O alargamento do c&#xED;rculo dos factos relevantes. 2.2. A relev&#xE2;ncia funcional dos precedentes judiciais. 2.3. O car&#xE1;cter escalonado da fundamenta&#xE7;&#xE3;o. 2.4. A solu&#xE7;&#xE3;o justa como ideia regulativa. Ep&#xED;logo. Bibliografia.</subfield>
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