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    <subfield code="a">As tecnologias de informa&#xE7;&#xE3;o e a compress&#xE3;o dos direitos, liberdades e garantias</subfield>
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    <subfield code="e">os efeitos das regras "10/10" e "1/1"</subfield>
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    <subfield code="a">Resumo inserto na publica&#xE7;&#xE3;o. Documento de livre acesso. Ficheiro de 32,1 Kb em formato pdf (9 p.). Ver tamb&#xE9;m: https://www.dgsi.pt/bpjl.nsf/585dea57ef154656802569030064d624/d475fea2557ade9d80257c40004eb718?OpenDocument&amp;Highlight=0,As,tecnologias,de,informa%C3%A7%C3%A3o,e,a,compress%C3%A3o,dos,direitos,liberdades,e,garantias.</subfield>
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    <subfield code="a">A Internet passa em for&#xE7;a dos meios acad&#xE9;micos para a comercializa&#xE7;&#xE3;o do seu acesso, na d&#xE9;cada de 1980. Foi uma quest&#xE3;o de muito pouco tempo at&#xE9; se sentir a necessidade do Direito, mormente o Penal, intervir na regula&#xE7;&#xE3;o da vida em sociedade naquele ambiente, dito de virtual, no caso europeu, por via da Recomenda&#xE7;&#xE3;o R(89)9 do Conselho da Europa. Durante ainda alguns anos, com ou sem Lei penal transposta, dos semin&#xE1;rios &#xE0;s revistas da especialidade de consumo tecnol&#xF3;gico que surgiam, se fazia eco das vozes que, transnacionalmente, afirmavam que "a Net" era ca&#xF3;tica, sem Governo e sem lei. Apesar do esfor&#xE7;o desenvolvido por muitos tecn&#xF3;logos, engenheiros e soci&#xF3;logos, o certo &#xE9; que, quer na d&#xE9;cada de 80, quer ainda hoje, nos sectores e nas &#xE1;reas do saber que lhes s&#xE3;o externas, principalmente na do ramo do Direito Penal, a maior parte dos seus intervenientes continua a n&#xE3;o perceber de forma clara, que "objectos" s&#xE3;o protegidos, muitas vezes acrescentando &#xE0; tipifica&#xE7;&#xE3;o penal dos actos da criminalidade inform&#xE1;tica, elementos estranhos, como o da les&#xE3;o patrimonial, como requisito da punibilidade. Na realidade, aquilo que de facto se visa proteger no Direito Penal da Criminalidade Inform&#xE1;tica, &#xE9;, por um lado, a disponibilidade, a confidencialidade, o n&#xE3;o rep&#xFA;dio e a integridade dos dados, que interpretados, constituem informa&#xE7;&#xE3;o; por outro lado, protege-se a disponibilidade, a confidencialidade e a integridade do processamento electr&#xF3;nico, nas diferentes fazes de integra&#xE7;&#xE3;o tecnol&#xF3;gica que permite a acumula&#xE7;&#xE3;o, o armazenamento e a transmiss&#xE3;o desses dados. De facto, o dano patrimonial associado &#xE0; criminalidade inform&#xE1;tica, &#xE9; um elemento externo, encontrado, ou ao n&#xED;vel da motiva&#xE7;&#xE3;o, ou no das consequ&#xEA;ncias da sua pr&#xE1;tica. Existe criminalidade inform&#xE1;tica quando s&#xE3;o praticados crimes a partir do mundo inform&#xE1;tico, dirigidos a um mundo inform&#xE1;tico; as tecnologias de informa&#xE7;&#xE3;o, processamento e comunica&#xE7;&#xE3;o (TIPC) est&#xE3;o na sua origem, s&#xE3;o o meio e o alvo do cometimento do crime. Neste quadro, havendo cada vez mais juristas que aceitam a exist&#xEA;ncia de um ramo do Direito da Inform&#xE1;tica, o que justifica ent&#xE3;o, a inefic&#xE1;cia da norma penal, no sentido dissuasor e preventivo do pr&#xF3;prio acto t&#xED;pico, il&#xED;cito e pun&#xED;vel? Porque existe uma desconformidade da legisla&#xE7;&#xE3;o nestas &#xE1;reas tecnol&#xF3;gicas, entre o seu sentido normativo e a sua correspond&#xEA;ncia com a realidade? A resposta poder&#xE1; ser encontrada em pelo menos quatro ideias, ou dimens&#xF5;es: o avan&#xE7;o tecnol&#xF3;gico; o tempo; a "natureza" do espa&#xE7;o virtual e as rela&#xE7;&#xF5;es deste, com outros espa&#xE7;os de exist&#xEA;ncia humana.</subfield>
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