<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<record
    xmlns:xsi="https://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance"
    xsi:schemaLocation="https://www.loc.gov/MARC21/slim https://www.loc.gov/standards/marcxml/schema/MARC21slim.xsd"
    xmlns="https://www.loc.gov/MARC21/slim">

  <leader>04372nam a2200253   4500</leader>
  <controlfield tag="001">391143</controlfield>
  <datafield tag="090" ind1=" " ind2=" ">
    <subfield code="a">391143</subfield>
  </datafield>
  <datafield tag="100" ind1=" " ind2=" ">
    <subfield code="a">20120823d2009       y0pory50      ba</subfield>
  </datafield>
  <datafield tag="101" ind1=" " ind2=" ">
    <subfield code="a">por</subfield>
  </datafield>
  <datafield tag="200" ind1=" " ind2=" ">
    <subfield code="a">A natureza da identifica&#xE7;&#xE3;o da voz e suas repercuss&#xF5;es no processo penal</subfield>
    <subfield code="f">Jos&#xE9; Fernando Soares de Moura</subfield>
  </datafield>
  <datafield tag="210" ind1=" " ind2=" ">
    <subfield code="a">Porto</subfield>
    <subfield code="c">[s.n.]</subfield>
    <subfield code="d">2009</subfield>
  </datafield>
  <datafield tag="215" ind1=" " ind2=" ">
    <subfield code="a">1 CD-ROM</subfield>
    <subfield code="d">12 cm</subfield>
  </datafield>
  <datafield tag="300" ind1=" " ind2=" ">
    <subfield code="a">Disserta&#xE7;&#xE3;o de candidatura para obten&#xE7;&#xE3;o do grau de Mestre em Medicina Legal submetida ao Instituto de Ci&#xEA;ncias Biom&#xE9;dicas Abel Salazar da Universidade do Porto, tendo como orientadora Maria Jos&#xE9; Carneiro de Sousa Pinto da Costa.  Resumo inserto na publica&#xE7;&#xE3;o. Ficheiro de 931 Kb em formato pdf (142 p.).</subfield>
  </datafield>
  <datafield tag="330" ind1=" " ind2=" ">
    <subfield code="a">O prop&#xF3;sito do tema escolhido foi contribuir para o desencadear da discuss&#xE3;o cr&#xED;tica na mat&#xE9;ria concreta &#x2013; das escutas telef&#xF3;nicas &#x2013; que, de t&#xE3;o propaladas na popula&#xE7;&#xE3;o devido aos processos medi&#xE1;ticos podem levar a pensar que o assunto est&#xE1; mais do que tratado. Mas n&#xE3;o &#xE9; assim. Pois a quest&#xE3;o da defini&#xE7;&#xE3;o legal da natureza da identifica&#xE7;&#xE3;o das vozes escutadas no quadro do processo penal tem sido sistematicamente escondida atr&#xE1;s do biombo formal das escutas telef&#xF3;nicas validadas judicialmente. For&#xE7;ando passar por verdadeira a ideia falsa de que uma escuta judicialmente validada e levada a ju&#xED;zo n&#xE3;o &#xE9; mais do que um simples meio de obten&#xE7;&#xE3;o de prova que autoriza o tribunal - no seu ju&#xED;zo discricion&#xE1;rio e na livre convic&#xE7;&#xE3;o &#x2013; a decidir sobre o significado do conte&#xFA;do das conversa&#xE7;&#xF5;es gravadas e transcritas em auto, mas tamb&#xE9;m &#x2013; como se fosse o mesmo &#x2013; sobre a identifica&#xE7;&#xE3;o de quem fala com quem e para quem. Linha de racioc&#xED;nio que desvirtua em todo o caso a realidade e forma a base do que chamo de gigantesco embuste processual. Assim, esta amalgama e mistifica&#xE7;&#xE3;o propositadamente deixada de fora dos estudos doutrin&#xE1;rios e jurisprudenciais tem servido para manter e perpetuar o cometimento abusivo pela ordem judicial de procedimentos e decis&#xF5;es eivadas de ilegalidade, atrav&#xE9;s da omiss&#xE3;o sistem&#xE1;tica das per&#xED;cias de voz no processo penal e atribuindo-se os ju&#xED;zes o direito de proceder &#xE0; identifica&#xE7;&#xE3;o em julgamento das vozes gravadas n&#xE3;o cuidando de fundamentar como a lei ordena nas senten&#xE7;as, a bondade - t&#xE9;cnica e cient&#xED;fica &#x2013; das suas decis&#xF5;es. Por isso decidi empreender um estudo cr&#xED;tico minimamente rigoroso dessa mat&#xE9;ria, come&#xE7;ando pelo princ&#xED;pio, se me for perdoada a express&#xE3;o: a descri&#xE7;&#xE3;o das caracter&#xED;sticas dos sons e da voz, nas suas vertentes cient&#xED;fica, tecnol&#xF3;gica, fisiol&#xF3;gica, neurol&#xF3;gica e biol&#xF3;gica, para abordar depois o trilho que conduz &#xE0; compreens&#xE3;o dos mecanismos e processos da produ&#xE7;&#xE3;o da voz e dos sons, da sua capta&#xE7;&#xE3;o &#xE0; dist&#xE2;ncia e terminar por analisar o regime das escutas telef&#xF3;nicas em Portugal na sua realidade quotidiana pr&#xE1;tica onde se inclui o que defino como embuste processual por omiss&#xE3;o. Tentando depois dar resposta a esta simples pergunta: qual a natureza da identifica&#xE7;&#xE3;o de uma voz interceptada &#xE0; dist&#xE2;ncia e gravada, comum ou apelando a uma per&#xED;cia? Para concluir que, sendo inequivocamente mat&#xE9;ria de natureza cient&#xED;fica e t&#xE9;cnica n&#xE3;o &#xE9; poss&#xED;vel nem processualmente v&#xE1;lido e eficaz para efeitos de produ&#xE7;&#xE3;o de prova em julgamento, indicar escutas telef&#xF3;nicas desapoiadas de per&#xED;cia cient&#xED;fica das vozes escutadas. Paralelamente fui levado a questionar a pr&#xF3;pria defini&#xE7;&#xE3;o e efic&#xE1;cia das escutas como meio de obten&#xE7;&#xE3;o de prova para julgamento e, atrav&#xE9;s dos passos encetados acabar por concluir que as escutas, afinal de contas, nada mais s&#xE3;o do que um meio instrumental da investiga&#xE7;&#xE3;o criminal, &#xE0;s vezes poderoso e mesmo letal na preven&#xE7;&#xE3;o, mas raramente eficazes para efeitos probat&#xF3;rios em audi&#xEA;ncia. Estando convicto que &#xE9; preciso afastar o exagero da sua utiliza&#xE7;&#xE3;o pela forma ilegal como tem sido. A fim de melhorar a imagem de efic&#xE1;cia, transpar&#xEA;ncia do sistema judicial e a protec&#xE7;&#xE3;o dos direitos fundamentais dos cidad&#xE3;os.</subfield>
  </datafield>
  <datafield tag="606" ind1=" " ind2=" ">
    <subfield code="a">IDENTIFICA&#xC7;&#xC3;O DA VOZ</subfield>
    <subfield code="9">345486</subfield>
  </datafield>
  <datafield tag="606" ind1=" " ind2=" ">
    <subfield code="a">PROCESSO PENAL</subfield>
    <subfield code="9">225107</subfield>
  </datafield>
  <datafield tag="606" ind1=" " ind2=" ">
    <subfield code="a">ESCUTAS</subfield>
    <subfield code="9">132665</subfield>
  </datafield>
  <datafield tag="606" ind1=" " ind2=" ">
    <subfield code="a">PRODU&#xC7;&#xC3;O DE PROVA</subfield>
    <subfield code="9">246127</subfield>
  </datafield>
  <datafield tag="606" ind1=" " ind2=" ">
    <subfield code="a">PERITO</subfield>
    <subfield code="9">344589</subfield>
  </datafield>
  <datafield tag="606" ind1=" " ind2=" ">
    <subfield code="a">TESE</subfield>
    <subfield code="9">334284</subfield>
  </datafield>
  <datafield tag="700" ind1=" " ind2=" ">
    <subfield code="a">MOURA</subfield>
    <subfield code="b">Jos&#xE9; Fernando Soares de</subfield>
    <subfield code="9">356849</subfield>
  </datafield>
  <datafield tag="955" ind1=" " ind2=" ">
    <subfield code="x">Oferta</subfield>
  </datafield>
  <datafield tag="995" ind1=" " ind2=" ">
    <subfield code="1">0</subfield>
    <subfield code="4">PJCD_210_000000000000000</subfield>
    <subfield code="5">2022-06-06</subfield>
    <subfield code="6">PJCD210</subfield>
    <subfield code="9">423075</subfield>
    <subfield code="a">PJ</subfield>
    <subfield code="c">PJ</subfield>
    <subfield code="f">PJ1CD210_8</subfield>
    <subfield code="k">PJCD210</subfield>
    <subfield code="n">2022-06-06</subfield>
    <subfield code="o">0</subfield>
    <subfield code="r">MO</subfield>
    <subfield code="x">Oferta</subfield>
  </datafield>
</record>
