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    <subfield code="a">A credibilidade do testemunho</subfield>
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    <subfield code="a">Disserta&#xE7;&#xE3;o de candidatura ao grau de Mestre em Medicina Legal, submetida ao Instituto de Ci&#xEA;ncias Biom&#xE9;dicas de Abel Salazar da Universidade do Porto, tendo como orientador Joaquim Correia Gomes. Resumo inserto na publica&#xE7;&#xE3;o. Ficheiro de 2,52 Mb em formato pdf (277 p.).</subfield>
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    <subfield code="a">Os temas da Justi&#xE7;a est&#xE3;o na ordem do dia. Nunca foi t&#xE3;o vis&#xED;vel a forma como &#xE9; exercida a pretens&#xE3;o punitiva do Estado no quadro do nosso ordenamento jur&#xED;dico. Por&#xE9;m, toda a actividade jurisdicional est&#xE1; sujeita a regras, quer de car&#xE1;cter substantivo, quer de car&#xE1;cter processual ou adjectivo, disciplinando estas &#xFA;ltimas o modo e a forma pela qual podem os operadores judici&#xE1;rios realizar a sua fun&#xE7;&#xE3;o. Todavia, tais regras de procedimento, de car&#xE1;cter adjectivo, mais n&#xE3;o s&#xE3;o do que estatui&#xE7;&#xF5;es de um conjunto encadeado de actos para a realiza&#xE7;&#xE3;o do fim a alcan&#xE7;ar, qual seja o da realiza&#xE7;&#xE3;o da Justi&#xE7;a, a qual se realiza ap&#xF3;s o conhecimento dos recortes factuais que o direito enquadra e a que d&#xE1; resposta. Contudo, para o apuramento das realidades a subsumir a quadros normativos, contribuem, decisivamente, os meios de prova, nomeadamente a prova testemunhal e a prova por declara&#xE7;&#xF5;es. Neste contexto, tem sido crescente o interesse pela forma com que tais depoimentos s&#xE3;o apreciados e valorados em sede penal, tal o avolumar de casos medi&#xE1;ticos ligados, sobretudo, aos crimes sexuais e &#xE0; viol&#xEA;ncia dom&#xE9;stica. Tal interesse foi assim o propulsor da presente disserta&#xE7;&#xE3;o, que tem por objecto a an&#xE1;lise do que em sede judicial &#xE9; considerado prova, do princ&#xED;pio regra informador da sua aprecia&#xE7;&#xE3;o e valora&#xE7;&#xE3;o &#x2013; Princ&#xED;pio da Livre Aprecia&#xE7;&#xE3;o da Prova - do testemunho, do depoimento do acusado, da testemunha, da detec&#xE7;&#xE3;o da mentira, da linguagem no testemunho, da psicologia do testemunho, da sua avalia&#xE7;&#xE3;o, valora&#xE7;&#xE3;o e credibilidade e na rela&#xE7;&#xE3;o entre a Psicologia, o Direito e a Justi&#xE7;a. Nuclearmente a presente disserta&#xE7;&#xE3;o tem por objecto a forma pela qual os Tribunais, no respeito pelo Princ&#xED;pio da Livre Aprecia&#xE7;&#xE3;o da Prova, valoram e credibilizam o testemunho/depoimento prestado oralmente, as condicionantes do seu rigor e verdade, a sua avalia&#xE7;&#xE3;o e credibiliza&#xE7;&#xE3;o. Foi nossa pretens&#xE3;o, nesta disserta&#xE7;&#xE3;o, a an&#xE1;lise dos pressupostos da credibiliza&#xE7;&#xE3;o do testemunho, equacionando a forma como vem sendo valorado e tudo quanto o pode contaminar, evidenciando a mais valia que pode ser o contributo da psicologia para uma melhor valora&#xE7;&#xE3;o do testemunho, sobretudo em casos de escassos meios probat&#xF3;rios, tanto mais que esta tem por base o conhecimento das caracter&#xED;sticas psicol&#xF3;gicas e da personalidade de quem o presta, contribuindo decisivamente para uma melhor aprecia&#xE7;&#xE3;o do testemunho em si e dos factores que o podem influenciar. O estudo emp&#xED;rico traduziu-se na realiza&#xE7;&#xE3;o de vinte e cinco entrevistas a Magistrados Judiciais, das diversas inst&#xE2;ncias, onde foram recolhidos dados de origem quantitativa e qualitativa, cujos resultados pretendem espelhar uma melhor compreens&#xE3;o e percep&#xE7;&#xE3;o do que, em concreto, motiva decis&#xF5;es judiciais no que concerne &#xE0; credibiliza&#xE7;&#xE3;o dos testemunhos. Esta disserta&#xE7;&#xE3;o tenta assim contribuir para uma maior e crescente sensibiliza&#xE7;&#xE3;o que desperte o sentimento da necessidade de convoca&#xE7;&#xE3;o do saber de &#xE1;reas externas ao Direito, tal como a Psicologia, para uma melhor compreens&#xE3;o e valora&#xE7;&#xE3;o dos testemunhos e contornos que determinam a sua credibiliza&#xE7;&#xE3;o. Caminhando neste sentido e com esta orienta&#xE7;&#xE3;o, teremos certamente uma melhor Justi&#xE7;a, cuja malha da peneira por onde passam os culpados, mas n&#xE3;o devem passar os inocentes, se adeque mais ainda na sua distens&#xE3;o apenas &#xE0; passagem dos primeiros.</subfield>
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