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    <subfield code="a">A avalia&#xE7;&#xE3;o psicol&#xF3;gica forense em casos de abuso sexual em Portugal</subfield>
    <subfield code="e">caracteriza&#xE7;&#xE3;o dos casos e das per&#xED;cias (o GEAV como analisador)</subfield>
    <subfield code="f">M&#xF3;nica Isabel da Silva Salgado Barbosa</subfield>
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    <subfield code="a">Porto</subfield>
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    <subfield code="a">1 CD-ROM</subfield>
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    <subfield code="a">Disserta&#xE7;&#xE3;o apresentada no Mestrado Integrado de Psicologia, &#xE1;rea de especializa&#xE7;&#xE3;o de Psicologia do Comportamento Desviante e Justi&#xE7;a, Faculdade de Psicologia e de Ci&#xEA;ncias da Educa&#xE7;&#xE3;o da Universidade do Porto, tendo como orientadora Celina Manita. Resumo do autor. Ficheiro de 784 Kb em formato pdf (62 p.).</subfield>
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    <subfield code="a">O abuso sexual de crian&#xE7;as tem sido amplamente estudado pela Psicologia, um pouco por todo o mundo, nas &#xFA;ltimas d&#xE9;cadas. No entanto, em Portugal ainda h&#xE1; muito a conhecer sobre este fen&#xF3;meno, as suas caracter&#xED;sticas e a forma como s&#xE3;o realizadas as per&#xED;cias psicol&#xF3;gicas forenses &#xE0;s crian&#xE7;as alegadamente v&#xED;timas de abuso sexual. Assim, considerou-se essencial, no contexto de uma linha de investiga&#xE7;&#xE3;o em curso no GEAV, sobre o abuso sexual, realizar uma caracteriza&#xE7;&#xE3;o das situa&#xE7;&#xF5;es ali avaliadas e das metodologias utilizadas nessa avalia&#xE7;&#xE3;o psicol&#xF3;gica. Para tal, foi analisada uma amostra de 85 processos de crian&#xE7;as que foram enviadas para o GEAV para avalia&#xE7;&#xE3;o psicol&#xF3;gica forense em casos de abuso sexual, nos &#xFA;ltimos 10 anos. A an&#xE1;lise de conte&#xFA;do dos processos e posterior an&#xE1;lise estat&#xED;stica mostra que a maioria das v&#xED;timas era do sexo feminino e pr&#xE9;-adolescente, encontrando-se uma taxa consider&#xE1;vel de crian&#xE7;as com defici&#xEA;ncia. Uma parte consider&#xE1;vel da amostra era proveniente de fam&#xED;lias monoparentais, vivia sem os progenitores ou estava institucionalizada. A maioria dos abusadores ou era ainda menor de idade ou tinha entre os 30 e os 35 anos, era conhecida da v&#xED;tima (havendo uma taxa elevada de familiares) e era integralmente composta por indiv&#xED;duos do sexo masculino. O tipo mais frequente de abuso foi o coito (vaginal, oral ou anal). No que respeita &#xE0;s caracter&#xED;sticas processuais, quase todos eram processos-crime e foram encaminhados para o GEAV pelo INML, ainda durante a fase de inqu&#xE9;rito. Na maioria dos relat&#xF3;rios periciais o psic&#xF3;logo inclui refer&#xEA;ncias ao grau desenvolvimental da crian&#xE7;a, &#xE0; capacidade da crian&#xE7;a distinguir fantasia da realidade, &#xE0; presen&#xE7;a de sintomatologia cl&#xED;nica, ao relato do evento abusivo, &#xE0;s din&#xE2;micas t&#xED;picas do abuso e aos indicadores de veracidade mais frequentes. Na maior parte dos casos o perito sugeriu que a crian&#xE7;a recebesse apoio psicol&#xF3;gico e, em algumas situa&#xE7;&#xF5;es, foi tamb&#xE9;m recomendado o apoio &#xE0; fam&#xED;lia e supervis&#xE3;o da crian&#xE7;a por autoridades competentes. Em grande parte dos casos, a per&#xED;cia considerou a alega&#xE7;&#xE3;o de abuso cred&#xED;vel e verificou-se que os principais fatores que influenciavam a decis&#xE3;o do perito eram a exist&#xEA;ncia de uma revela&#xE7;&#xE3;o por parte da crian&#xE7;a, a presen&#xE7;a de sintomatologia e a identifica&#xE7;&#xE3;o de indicadores de veracidade no discurso da crian&#xE7;a.</subfield>
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    <subfield code="a">AN&#xC1;LISE PSICOL&#xD3;GICA</subfield>
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    <subfield code="a">PER&#xCD;CIA M&#xC9;DICO-LEGAL</subfield>
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    <subfield code="a">CRIME CONTRA CRIAN&#xC7;AS</subfield>
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    <subfield code="a">ESTUDO DE CASOS</subfield>
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