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    <subfield code="a">20111010d1954       y0pory50      ba</subfield>
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    <subfield code="a">por</subfield>
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    <subfield code="a">Duas minutas</subfield>
    <subfield code="e">I - do direito de livre cr&#xED;tica dos advogados</subfield>
    <subfield code="e">II - dos v&#xED;cios na condena&#xE7;&#xE3;o do Dr. Jos&#xE9; de Abreu</subfield>
    <subfield code="f">pelo advogado Ant&#xF3;nio J&#xFA;dice Bustorff Silva</subfield>
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    <subfield code="a">Lisboa</subfield>
    <subfield code="c">Supremo Tribunal de Justi&#xE7;a</subfield>
    <subfield code="d">1954</subfield>
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    <subfield code="a">84 p.</subfield>
    <subfield code="d">25 cm</subfield>
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    <subfield code="a">Op&#xFA;sculo onde se re&#xFA;nem dois recursos apresentados pelo advogado Ant&#xF3;nio J&#xFA;dice Bustorff Silva no Supremo Tribunal de Justi&#xE7;a. No primeiro, denominado &#x201C;Do direito de livre cr&#xED;tica dos advogados&#x201D;, o recorrente conclui que &#x201C;n&#xE3;o transgrediu as regras consignadas nos art.&#xBA;s 545.&#xBA; ou 552.&#xBA; do Estatuto Judici&#xE1;rio, pois nos per&#xED;odos das suas alega&#xE7;&#xF5;es perante o Tribunal da Rela&#xE7;&#xE3;o [&#x2026;] fazem-se considera&#xE7;&#xF5;es ou cr&#xED;ticas de ordem geral, que de nenhum modo atrai&#xE7;oam os deveres que as leis, costumes e tradi&#xE7;&#xF5;es imp&#xF5;em ou a urbanidade reclama, nas rela&#xE7;&#xF5;es entre Magistrados e Advogados; a ali&#xE1;s douta decis&#xE3;o recorrida, decidindo em contr&#xE1;rio do exposto, ofendeu os indicados art.&#xB0;s 545.&#xBA; e 552.&#xB0; do Estatuto Judici&#xE1;rio e o art.&#xBA; 155.&#xB0; do C&#xF3;d. do Proc. Civil.&#x201D;  No segundo recurso &#x2013; &#x201C;Dos v&#xED;cios na condena&#xE7;&#xE3;o do Dr. Jos&#xE9; de Abreu&#x201D; -, conclui que &#x201C;1) Ao contr&#xE1;rio do decidido no Ac&#xF3;rd&#xE3;o de que se recorre, a disposi&#xE7;&#xE3;o do n.&#xBA; 3.&#xB0; do art.&#xB0; 494.&#xBA; do C&#xF3;d. do Proc. Penal, fixando a regra de que &#xAB;nos quesitos dever&#xE1; perguntar-se discriminadamente se o r&#xE9;u procedeu com inten&#xE7;&#xE3;o ou com culpa&#xBB;, aplica-se ao julgamento dos Tribunais Colectivos, regulado no art.&#xB0; 468&#xBA;. O falecido e insigne comentador, Dr. Lu&#xED;s Os&#xF3;rio, sustenta-o em nota a este artigo, ao escrever que: &#xAB;na formula&#xE7;&#xE3;o dos quesitos [o Juiz] deve ter em considera&#xE7;&#xE3;o as determina&#xE7;&#xF5;es dos art.&#xBA;s 493.&#xBA; a 501.&#xBA;&#xBB;. Contudo, na quesita&#xE7;&#xE3;o dos factos relativos ao Dr. Jos&#xE9; de Abreu n&#xE3;o h&#xE1; uma palavra escrita sobre a inten&#xE7;&#xE3;o com que teria agido. 2) Dos quesitos elaborados e suas respostas n&#xE3;o pode deduzir-se a intencionalidade dos factos dados como apurados contra o arguido. Perguntando o Colectivo, no quesito I.&#xB0;, sobre se &#xAB;nos anos de 1935 a 1948 inclusiv&#xE9; foi fraudulentamente subtra&#xED;da (sic) a import&#xE2;ncia de 475.727</subfield>
    <subfield code="3">0 de custas em d&#xED;vida ao Supremo Tribunal de Justi&#xE7;a&#xBB;, os ali&#xE1;s muito doutos Juizes deram unicamente como provado que &#xAB;nos anos indicados n&#xE3;o entrou nos cofres do Supremo a quantia de 475.727</subfield>
    <subfield code="3">0 em d&#xED;vida. Por conseguinte, n&#xE3;o houve subtrac&#xE7;&#xE3;o fraudulenta, mas apenas uma quantia que &#xAB;n&#xE3;o entrou&#xBB;. &#xAB;N&#xE3;o entrou&#xBB;, n&#xE3;o se sabe nem porqu&#xEA;, nem merc&#xEA; de qual acto criminoso, ou n&#xE3;o, praticado por determinado indiv&#xED;duo, ou indiv&#xED;duos, que se ignora quem fossem. N&#xE3;o existe, consequentemente, resposta da qual se conclua a quem atribuir a autoria do crime de subtrac&#xE7;&#xE3;o fraudulenta dos 475.727</subfield>
    <subfield code="3">0 de custas em d&#xED;vida ao Supremo. O arguido aproveitando-se por hip&#xF3;tese, na injustificada conclus&#xE3;o do Ac&#xF3;rd&#xE3;o do Colectivo na resposta ao quesito 2.&#xB0;, de parte da quantia que &#xAB;n&#xE3;o entrou&#xBB;, n&#xE3;o pode ser considerado autor do crime - C&#xF3;d. Penal, art.&#xBA;s 1&#xB0; e 5.&#xB0;. Ora n&#xE3;o h&#xE1; cumplicidade sem autoria - C&#xF3;d. Penal art. 24.&#xB0;. Mas, que houvesse? Tal como as respostas do Colectivo definem a situa&#xE7;&#xE3;o de facto, o Recorrente tamb&#xE9;m n&#xE3;o pode ser considerado c&#xFA;mplice - C&#xF3;d. Penal, art.&#xBA;s 21.&#xB0;, n.&#xBA;s 1.&#xB0; e 2.&#xB0;. Nem encobridor - idem, art.&#xB0; 23.&#xB0;, n.&#xBA;s 1.&#xB0; a 5.&#xB0;. Em qualquer hip&#xF3;tese, as respostas s&#xE3;o absolutamente omissas sobre se ele, Recorrente, procedeu, ou n&#xE3;o, com inten&#xE7;&#xE3;o criminosa; - e o crime por que foi condenado &#xE9; indubitavelmente intencional.  3) A quesita&#xE7;&#xE3;o da inten&#xE7;&#xE3;o do agente como facto destacado e concreto, est&#xE1; imposta n&#xE3;o s&#xF3; no pr&#xF3;prio art.&#xB0; 453.&#xB0; do C&#xF3;d. Penal, base da incrimina&#xE7;&#xE3;o do Recorrente, como nos artigos 1&#xB0;, 44.&#xBA; n.&#xBA; 7&#xB0; do mesmo C&#xF3;digo e 494.&#xB0; do C&#xF3;d. do Proc. Penal. 4) Na falta de quesito pr&#xF3;prio, afirmativo de que o Recorrente procedeu com fraude, a sua absolvi&#xE7;&#xE3;o - ou, quando menos, a repeti&#xE7;&#xE3;o do julgamento - imp&#xF5;e-se.5) N&#xE3;o foram quesitados factos essenciais, articulados pela Defesa do Recorrente. Esses factos respeitavam tanto &#xE0; evidencia&#xE7;&#xE3;o da falsidade de elementos materiais da pretensa infrac&#xE7;&#xE3;o, como &#xE0; nulidade da &#xAB;confiss&#xE3;o&#xBB; - base da incrimina&#xE7;&#xE3;o - por obtida mediante viol&#xEA;ncias, e ser inveros&#xED;mil e fisicamente imposs&#xED;vel. A par do exposto, a restante prova dos autos era e &#xE9;, toda ela, circunstancial. Cumpre, pois, anular o julgamento por falta de que&#xAD;sitos, pondo-se em pr&#xE1;tica os lapidares conceitos do voto do Venerando Juiz Conselheiro Sr. Dr. Lencastre de Veiga, transcrito anteriormente. Essa falta ressalta a toda a luz, &#xE0; face das disposi&#xE7;&#xF5;es contidas nos art.&#xBA;s 98.&#xBA; n.&#xBA; 1, 174&#xB0;. e &#xA7; &#xFA;nico, 198.&#xB0; e 494.&#xB0; do C&#xF3;d. Proc. Penal. 6) S&#xE3;o manifestas as obscuridades tanto nas respostas do Colectivo como nos Ac&#xF3;rd&#xE3;os, o que, por igual, implica a sua nulidade - C&#xF3;d. Proc. Civ., art.&#xB0; 653,&#xB0; al&#xED;nea i). As decis&#xF5;es recorridas infringiram, portanto, pelo modo indicado, as citadas disposi&#xE7;&#xF5;es da Lei, pelo que deve ser concedido provimento ao recurso, absolvendo-se o Recorrente ou anulando-se o processo desde o Despacho de querela ou, quando menos, desde o Julgamento, inclusiv&#xE9;.&#x201D;</subfield>
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    <subfield code="a">AC&#xC7;&#xD5;ES E RECURSOS</subfield>
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