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    <subfield code="a">Implica&#xE7;&#xF5;es da imigra&#xE7;&#xE3;o estimulada por redes ilegais de aliciamento</subfield>
    <subfield code="b">Recurso eletr&#xF3;nico</subfield>
    <subfield code="e">o caso dos brasileiros em Portugal</subfield>
    <subfield code="f">Igor Jos&#xE9; de Ren&#xF3; Machado</subfield>
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    <subfield code="a">[Coimbra]</subfield>
    <subfield code="c">[Centro de Estudos Sociais - CES. Faculdade de Economia. Universidade de Coimbra]</subfield>
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    <subfield code="a">1 CD-ROM</subfield>
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    <subfield code="a">Ficheiro de 313 Kb em formato pdf (14 f.). Tamb&#xE9;m dispon&#xED;vel em: www.ces.uc.pt/lab2004/inscricao/pdfs/painel16/IgorMachado.pdf.Acedido em: 03 de Mar&#xE7;o de 2008.</subfield>
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    <subfield code="a">"Comunica&#xE7;&#xE3;o apresentada no VIII Congresso Luso-Afro-Brasileiro de Ci&#xEA;ncias Sociais, que decorreu nos dias 16, 17 e 18 de Setembro de 2004, em Coimbra. Esta comunica&#xE7;&#xE3;o esteve integrada no painel "O tr&#xE1;fico de pessoas no espa&#xE7;o lus&#xF3;fono" e aqui se transcreve parte da introdu&#xE7;&#xE3;o: "O tr&#xE1;fico de pessoas &#xE9; definido pelo "Protocolo para Prevenir, Suprimir e Punir o Tr&#xE1;fico de Pessoas, Especialmente Mulheres e Crian&#xE7;as, em suplemento &#xE0; Conven&#xE7;&#xE3;o das Na&#xE7;&#xF5;es Unidas contra o Crime Organizado Transnacional", mais conhecida como "Conven&#xE7;&#xE3;o de Palermo" (...), nos seguintes termos: "recrutamento, transporte, transfer&#xEA;ncia, abrigo ou recebimento de pessoas, por meio de amea&#xE7;a ou uso da for&#xE7;a ou outras formas de coer&#xE7;&#xE3;o, de rapto, de fraude, de engano, do abuso de poder ou de uma posi&#xE7;&#xE3;o de vulnerabilidade ou de dar ou receber pagamentos ou beneficios para obter o consentimento para uma pessoa ter controle sobre outra pessoa, para o prop&#xF3;sito de explora&#xE7;&#xE3;o". Grande parte deste movimento ilegal, 83%, &#xE9; composto pelo tr&#xE1;fico de mulheres, segundo a UNODC (...). Apenas 4% tem como objeto homens, em geral como refugiados ou imigrantes ilegais. &#xC9; dessa minoria que trata este artigo, lembrando que ela, entretanto, representa um n&#xFA;mero crescente de imigrantes ilegais no mundo inteiro. Neste caso referimo-nos ao tr&#xE1;fico de trabalhadores/imigrantes ilegais para Portugal e deixamos de lado a crucial quest&#xE3;o do tr&#xE1;fico de mulheres para a prostitui&#xE7;&#xE3;o em Portugal. (...) Mas o foco deste artigo &#xE9; a pr&#xF3;pria quest&#xE3;o da "profissionaliza&#xE7;&#xE3;o" do tr&#xE1;fico de pessoas. Entendo como profissionaliza&#xE7;&#xE3;o as estruturas que facilitam e acentuam o movimento de pessoas em espa&#xE7;os transnacionais: agenciadores de imigra&#xE7;&#xE3;o de variados tipos, desde aqueles que lucram apenas com a venda de passagens at&#xE9; aqueles que cobram para colocar o migrante no mercado de trabalho, falsificam documentos. H&#xE1; tamb&#xE9;m os que, al&#xE9;m de fazer tudo isso, exploram o pr&#xF3;prio trabalho dos imigrantes, numa esp&#xE9;cie de ultra-radicaliza&#xE7;&#xE3;o na extra&#xE7;&#xE3;o de mais-valia. Os pre&#xE7;os pagos s&#xE3;o irris&#xF3;rios, muitas vezes n&#xE3;o s&#xE3;o pagos, os documentos s&#xE3;o apropriados como forma de fragiliza&#xE7;&#xE3;o, etc. Na verdade, toda essa cadeia de ilegalidades encontra-se interligada, sendo muito prov&#xE1;vel que um imigrante seja explorado em todas as etapas do processo, desde sua sa&#xED;da do Brasil, pagando pre&#xE7;os mais caros pelas passagens, passando pela coloca&#xE7;&#xE3;o no mercado de trabalho e chegando &#xE0; explora&#xE7;&#xE3;o radical de sua for&#xE7;a de trabalho. A quest&#xE3;o &#xE9; tentar entender o que essa profissionaliza&#xE7;&#xE3;o causa no perfil da emigra&#xE7;&#xE3;o brasileira e como influi na constitui&#xE7;&#xE3;o das identidades brasileiras neste contexto. Como um texto especulativo, pr&#xF3;prio do in&#xED;cio de um projeto, pretendo contrapor hip&#xF3;teses com dados sobre a migra&#xE7;&#xE3;o "n&#xE3;o-profissional", como aquela que encontramos no Porto em 2000, ano de nosso trabalho de campo entre imigrantes brasileiros. Naquele contexto descobrimos din&#xE2;micas que dependiam de uma inser&#xE7;&#xE3;o social mediada por redes sociais brasileiras estabelecidas na cidade do Porto. O que temos agora, com a "nova imigra&#xE7;&#xE3;o" em Lisboa, por exemplo, &#xE9; uma inser&#xE7;&#xE3;o mediada pelas estruturas "profissionais" do transporte, coloca&#xE7;&#xE3;o e explora&#xE7;&#xE3;o de trabalhadores brasileiros. O que pode acontecer quando a inser&#xE7;&#xE3;o na sociedade portuguesa &#xE9; mediada n&#xE3;o pela "comunidade", mas pela rede de ilegalidade do tr&#xE1;fico de pessoas? Procuraremos pensar sobre esta indaga&#xE7;&#xE3;o por meio de ind&#xED;cios que alguns dados oferecem e atrav&#xE9;s da compara&#xE7;&#xE3;o com uma situa&#xE7;&#xE3;o flagrantemente diferente. O texto, portanto, tem um car&#xE1;ter explorat&#xF3;rio e especulativo, marcado por d&#xFA;vidas e por quest&#xF5;es que devem ser contrastadas com trabalho de campo a ser realizar em futuro pr&#xF3;ximo. Para refletir sobre a profissionaliza&#xE7;&#xE3;o da emigra&#xE7;&#xE3;o brasileira, consideramos fundamental pensar sobre o que significa esse deslocamento do imigrante em rela&#xE7;&#xE3;o &#xE0;s redes constitu&#xED;das, como isso traduz uma fragiliza&#xE7;&#xE3;o do emigrante em suas condi&#xE7;&#xF5;es de exercer direitos e em que medida ele &#xE9; cada vez mais tratado como uma mercadoria coisificada. Para pensar estas quest&#xF5;es, articulamos uma reflex&#xE3;o sobre o tr&#xE1;fico de pessoas, a coisifica&#xE7;&#xE3;o do imigrante como m&#xE3;o-de-obra e a constru&#xE7;&#xE3;o de legisla&#xE7;&#xF5;es sobre a imigra&#xE7;&#xE3;o em Portugal".</subfield>
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    <subfield code="a">IMIGRA&#xC7;&#xC3;O ILEGAL</subfield>
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    <subfield code="a">TR&#xC1;FICO DE PESSOAS</subfield>
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