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    <subfield code="a">por</subfield>
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    <subfield code="a">O incumprimento da obriga&#xE7;&#xE3;o de reenvio prejudicial</subfield>
    <subfield code="f">Ana Soares Pinto</subfield>
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    <subfield code="a">CD 315. Resumo inserto na publica&#xE7;&#xE3;o.</subfield>
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    <subfield code="a">O processo de quest&#xF5;es prejudiciais, consagrado no artigo 267.&#xBA; do Tratado sobre o Funcionamento da Uni&#xE3;o Europeia (TFUE), visa assegurar a coer&#xEA;ncia e a uniformidade da interpreta&#xE7;&#xE3;o e da aplica&#xE7;&#xE3;o do direito da Uni&#xE3;o Europeia. Caracterizado como um instrumento de coopera&#xE7;&#xE3;o entre os tribunais nacionais dos Estados-membros e o Tribunal de Justi&#xE7;a, &#xE9; um elemento indispens&#xE1;vel da integra&#xE7;&#xE3;o europeia, testemunho do di&#xE1;logo judicial e da reparti&#xE7;&#xE3;o de responsabilidades entre tribunais nacionais e Tribunal de Justi&#xE7;a na aplica&#xE7;&#xE3;o efetiva do direito da Uni&#xE3;o Europeia. A compet&#xEA;ncia do Tribunal de Justi&#xE7;a para se pronunciar, a t&#xED;tulo prejudicial, sobre a interpreta&#xE7;&#xE3;o do direito da Uni&#xE3;o ou da validade dos atos das institui&#xE7;&#xF5;es, &#xF3;rg&#xE3;os e organismos da Uni&#xE3;o &#xE9; exercida por iniciativa exclusiva dos tribunais nacionais, independentemente de as partes no processo principal terem requerido a submiss&#xE3;o de uma quest&#xE3;o prejudicial ao Tribunal de Justi&#xE7;a. A aprecia&#xE7;&#xE3;o da necessidade de uma decis&#xE3;o do Tribunal de Justi&#xE7;a para proferir a sua decis&#xE3;o, bem como da pertin&#xEA;ncia das quest&#xF5;es colocadas cabe ao tribunal nacional, o &#xF3;rg&#xE3;o respons&#xE1;vel pela futura decis&#xE3;o judicial. O processo de quest&#xF5;es prejudiciais assenta, contudo, na distin&#xE7;&#xE3;o entre poder e dever de suscitar uma quest&#xE3;o prejudicial. Quando o tribunal nacional n&#xE3;o suscita uma quest&#xE3;o prejudicial, quando tinha o dever de o fazer, &#xE0; luz dos Tratados constitutivos da Uni&#xE3;o Europeia e da jurisprud&#xEA;ncia consolidada do Tribunal de Justi&#xE7;a, incumpre o direito da Uni&#xE3;o Europeia, amea&#xE7;a a uniformidade da aplica&#xE7;&#xE3;o do direito da Uni&#xE3;o e pode violar o direito a um processo equitativo. O controlo do incumprimento da obriga&#xE7;&#xE3;o de reenvio prejudicial tem sido crescentemente refor&#xE7;ado. O incumprimento do dever de suscitar uma quest&#xE3;o prejudicial &#xE9; sancionado e sindic&#xE1;vel pelo Tribunal de Justi&#xE7;a, no &#xE2;mbito de processo por incumprimento contra um Estado-membro da Uni&#xE3;o Europeia; pelos tribunais nacionais, no quadro de a&#xE7;&#xE3;o de responsabilidade civil extracontratual do Estado com fundamento em viola&#xE7;&#xE3;o do direito da Uni&#xE3;o Europeia; e pelo Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, na sequ&#xEA;ncia de submiss&#xE3;o de queixa com fundamento em viola&#xE7;&#xE3;o do direito a um processo equitativo consagrado no artigo 6.&#xBA; da Conven&#xE7;&#xE3;o Europeia dos Direitos Humanos. Com o presente artigo pretendemos clarificar o &#xE2;mbito da obriga&#xE7;&#xE3;o de reenvio prejudicial ao Tribunal de Justi&#xE7;a e identificar as garantias de cumprimento dessa obriga&#xE7;&#xE3;o.</subfield>
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    <subfield code="c">Lisboa</subfield>
    <subfield code="d">2.&#xBA; semestre 2020</subfield>
    <subfield code="v">N&#xBA; 2</subfield>
    <subfield code="t">Revista do CEJ</subfield>
    <subfield code="x">1645-829X</subfield>
    <subfield code="p">p. 317-339</subfield>
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    <subfield code="a">APLICA&#xC7;&#xC3;O DA LEI</subfield>
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    <subfield code="a">SISTEMA JUDICI&#xC1;RIO</subfield>
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    <subfield code="a">COOPERA&#xC7;&#xC3;O EM MAT&#xC9;RIA PENAL</subfield>
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    <subfield code="a">TRATADO DA UNI&#xC3;O EUROPEIA</subfield>
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    <subfield code="a">TRIBUNAL DE JUSTI&#xC7;A</subfield>
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    <subfield code="a">DIREITO COMUNIT&#xC1;RIO</subfield>
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