01947nam a2200157 4500001000700000100004100007101000800048200009600056311005000152330138400202461011901586606002001705606001501725606002501740700002401765377121 a20180514u y0pory50 ba apor aContributo para o entendimento da experiência vivencial do terroristafHernâni Carvalho a(*) CD 292. Resumo inserto na publicação. aO objetivo do presente estudo foi o de analisar a experiência vivencial do terrorista e, complementarmente, descrever as interseccionalidades socio-históricas que consubstanciama sua especificidade. Três sujeitos, do sexo masculino, com idades compreendidas entre os 50 e os 72 anos, que estiveram envolvidos em atividades terroristas no passado foram selecionados a partir de um método de amostragem cruzado (snowball sampling versus recurso a intermediários), foram entrevistados, por recurso a um libelo estruturado com questões abertas. As entrevistas foram descodificadas com recurso à proposta metodológica da Apreensão dos Sentidos (Significado e Sentido) (Aguiar e Ozella, 2006, 2013). Os resultados sugerem o seguinte perfil vivencial: jovens adultos, com um determinado background sociocultural, enquadrado numa determinada realidade e tempo sociohistóricos, que servem de justificação para a necessidade de acção (por mecanismos desenvolvimentistas críticos como, por exemplo, a ideología e o antistablishment em face de crise psicossocial identitária) com oportunidades socioeducativas diferenciadas relativamente ao seu meio de origem, que não referem existência de períodos de psicopatologia e que hoje se encontram inseridos no que é expectável para o ciclo de vida em que se encontram (adultícia madura ou 3ª idade). cLisboadabril 2018vNº 2tInvestigação Criminal, Ciências Criminais e Forenses. IC3Fx1647-9300pp. 166-188 aESTUDO DE CASOS aTERRORISMO aPERFIL PSICOLÓGICO aCARVALHObHernâni