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    <subfield code="a">por</subfield>
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    <subfield code="a">A criminal&#xED;stica</subfield>
    <subfield code="b">Recurso eletr&#xF3;nico</subfield>
    <subfield code="e">pe&#xE7;a-chave na prossecu&#xE7;&#xE3;o da justi&#xE7;a penal</subfield>
    <subfield code="f">Domingos Duarte</subfield>
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    <subfield code="a">Ficheiro de 474 KB em formato PDF (4 p.). Resumo inserto na publica&#xE7;&#xE3;o.</subfield>
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    <subfield code="a">Investigar um facto delituoso corresponde &#xE0; busca da reconstru&#xE7;&#xE3;o de uma verdade hist&#xF3;rica, visando a obten&#xE7;&#xE3;o de dados, informa&#xE7;&#xF5;es e provas acerca da materialidade e da autoria. A pr&#xE1;tica de todo delito de ac&#xE7;&#xE3;o p&#xFA;blica imp&#xF5;e, como regra ao Estado, de forma necess&#xE1;ria, obrigat&#xF3;ria e indispens&#xE1;vel, a promo&#xE7;&#xE3;o, impuls&#xE3;o e esgotamento de um processo que, como instrumento da administra&#xE7;&#xE3;o de justi&#xE7;a, tem por finalidade aplicar ao caso concreto a lei penal substantiva, bem como impor ao respons&#xE1;vel uma san&#xE7;&#xE3;o que mesmo o Estado tem direito de executar. Falar da criminal&#xED;stica e da investiga&#xE7;&#xE3;o criminal hoje em Mo&#xE7;ambique &#xE9; ainda complexo. No sector da justi&#xE7;a, esta &#xE1;rea de saber, joga um papel muito importante para a Investiga&#xE7;&#xE3;o Criminal, porque permite a correcta eficiente forma&#xE7;&#xE3;o dos corpos de delito. Como conjunto de t&#xE9;cnicas e procedimentos, a Criminal&#xED;stica permite a descoberta de provas irrefut&#xE1;veis para o esclarecimento de delitos, de modo a permitir uma correcta administra&#xE7;&#xE3;o da justi&#xE7;a. Para falar duma correcta Investiga&#xE7;&#xE3;o Criminal, passa-se necessariamente na considera&#xE7;&#xE3;o de meios t&#xE9;cnicos, materiais e humanos como laborat&#xF3;rios de Criminal&#xED;stica, meios de locomo&#xE7;&#xE3;o, pessoas com forma&#xE7;&#xE3;o t&#xE9;cnica e cient&#xED;fica para o manuseamento dos processos de Criminal&#xED;stica com vista a responder em tempo recorde e oportuno, qualquer acto de pr&#xE1;tica do crime. A situa&#xE7;&#xE3;o da criminal&#xED;stica e da Investiga&#xE7;&#xE3;o Criminal hoje no nosso pa&#xED;s de um modo geral, leva &#xE0; m&#xE1; forma&#xE7;&#xE3;o dos corpos de delito e, consequentemente &#xE0; falta de provas bastantes e inequ&#xED;vocas para responsabilizar os agentes do crime. O recurso &#xE0; justi&#xE7;a pelas pr&#xF3;prias m&#xE3;os pelas popula&#xE7;&#xF5;es, como o caso da pr&#xE1;tica de crimes colectivos (linchamentos), tem como base a deficiente opera&#xE7;&#xE3;o e aus&#xEA;ncia da Criminal&#xED;stica no processo de Investiga&#xE7;&#xE3;o Criminal, muitos criminosos ficam impunes, porque quando os factos n&#xE3;o est&#xE3;o claros, os Tribunais, dificilmente podem ajudar porque os factos n&#xE3;o foram oferecidos aos tribunais e os ju&#xED;zes por sua vez, n&#xE3;o podem dar o direito. Estaremos, pois, numa situa&#xE7;&#xE3;o cont&#xED;nua onde algu&#xE9;m diz d&#xEA;-me os factos para que eu lhe d&#xEA; o direito. A criminal&#xED;stica &#xE9; um conjunto de procedimentos e t&#xE9;cnicas aplic&#xE1;veis a investiga&#xE7;&#xE3;o criminal e a instru&#xE7;&#xE3;o com vista ao esclarecimento efectivo dos delitos criminais. &#xC9; uma &#xE1;rea dotada de conjuntos de ci&#xEA;ncias forenses (Medicina legal, Qu&#xED;mica legal, Bal&#xED;stica legal, grafologia, dactiloscopia, etc.), T&#xE9;cnica e M&#xE9;todos eficientes na investiga&#xE7;&#xE3;o de crimes para permitir a boa administra&#xE7;&#xE3;o da justi&#xE7;a. No meu entender, ela deveria fazer pate integrante dos planos curriculares do ensino dos cursos de direito e das ci&#xEA;ncias jur&#xED;dicas. Considera-se como um erro colocar a Criminal&#xED;stica fora do ensino e sua abordagem nas faculdades de Direito em Mo&#xE7;ambique, porque com o seu ensino, os formandos em Direito (futuros juristas), seriam mais apetrechados em argumentos do saber e tanto a justi&#xE7;a como a sociedade, sairiam a ganhar. O Minist&#xE9;rio da Educa&#xE7;&#xE3;o tem responsabilidade de tornar obrigat&#xF3;rio e n&#xE3;o facultativo, o ensino da Criminal&#xED;stica nas faculdades de Direito, atrav&#xE9;s da cria&#xE7;&#xE3;o e introdu&#xE7;&#xE3;o de programas curriculares e elabora&#xE7;&#xE3;o de conte&#xFA;dos tem&#xE1;ticos nas cadeiras cujos conte&#xFA;dos podem mudar atitude did&#xE1;ctica do professor quer na forma impl&#xED;cita quer na forma expl&#xED;cita, abordar a criminal&#xED;stica. Os programas curriculares e programas tem&#xE1;ticos devem ser harmonizados em todas as faculdades de Direito nas Universidades e institui&#xE7;&#xF5;es do ensino superior que leccionam Direito, para evitar discrep&#xE2;ncias entre institui&#xE7;&#xF5;es. O Estado devia investir mais na criminal&#xED;stica e na investiga&#xE7;&#xE3;o Criminal com meios t&#xE9;cnicos, materiais e humanos, de modo a garantir uma investiga&#xE7;&#xE3;o cred&#xED;vel que responda &#xE0;s expectativas da sociedade.</subfield>
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    <subfield code="c">Beira, Mo&#xE7;ambique</subfield>
    <subfield code="d">Outubro-Dezembro de 2014</subfield>
    <subfield code="v">Vol. 1, n&#xBA; 02, ano I</subfield>
    <subfield code="t">Revista Cient&#xED;fica do ISCTAC</subfield>
    <subfield code="x">2519-7207</subfield>
    <subfield code="p">p. 17-20</subfield>
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    <subfield code="a">CRIMINAL&#xCD;STICA</subfield>
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