02030nam a2200169 4500001000700000100004100007101000800048200014200056311006600198330135300264461014601617606001601763606001701779606001601796606002901812700001901841376378 a20161011u y0pory50 ba afre aAutopsie d’une erreur judiciaireeanalyse des déterminants de l’erreur judiciaire dans une affaire de meurtre sexuelfClaire Chabot a(*) CD 291. Tradução parcial do resumo inserto no artigo. aEste artigo tem por objetivo compreender os principais mecanismos produtores de falsas confissões no quadro do erro judiciário. A pesquisa apoia-se num erro judiciário francês revelado em 2008 no decorrer do qual um suspeito inocente, Marc Machin, foi acusado e encarcerado por um homicídio que não havia cometido. A sua culpabilidade termina quando David Sagno, o verdadeiro autor do homicídio confessa a autoria. A presente pesquisa, conduzida segundo os princípios da teorização enraizada, baseia-se na observação do processo de Sagno em 2012, no Tribunal de Segunda Instância e, particularmente, declarações de Marc Machin e de diferentes atores que contribuíram para a produção do erro judiciário. Os resultados mostram que uma falsa confissão é produto do apriorismo e das técnicas de sugestão psicológica utilizadas pelo inquiridor face ao suspeito. A recetividade do suspeito face à sugestão leva ao implante de uma falsa recordação na memória. Estas falsas recordações levam, depois, a uma falsa confissão, especialmente desejada pelos inquiridores, dado que a pressão hierárquica e mediática para encontrar um culpado é grande. Finalmente, a ausência de vestígios de ADN no local do crime vem consagrar a prova irrefutável sobre a culpabilidade de um inocente. cGenèvedAvril-Juin 2016vVol. 69, nº 2tRevue Internationale de Criminologie et de Police Technique et Scientifiquex1424-4683pp. 201-226 aCONFISSÃO aCRIME SEXUAL aHOMICÍDIO aTÉCNICAS DE ENTREVISTA aCHABOTbClaire