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    <subfield code="a">por</subfield>
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    <subfield code="a">O princ&#xED;pio do non-refoulement e as cl&#xE1;usulas de exclus&#xE3;o do estatuto de refugiado no contexto do direito da Uni&#xE3;o Europeia</subfield>
    <subfield code="e">o caso B e D</subfield>
    <subfield code="f">Ana Quintas</subfield>
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    <subfield code="a">O presente artigo &#xE9; um excerto retirado da tese de Mestrado em Direitos Humanos com o t&#xED;tulo "O Equil&#xED;brio entre o Princ&#xED;pio do Non-Refoulement e as Cl&#xE1;usulas de Exclus&#xE3;o do Estatuto de Refugiado: an&#xE1;lise jurisprudencial", defendida na Escola de Direito da Universidade do Minho. Resumo inserto no artigo.</subfield>
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    <subfield code="a">Imp&#xF5;e-se j&#xE1;, no &#xE2;mbito acad&#xE9;mico, o estudo e a an&#xE1;lise da jurisprud&#xEA;ncia do Tribunal de Justi&#xE7;a da Uni&#xE3;o Europeia, ferramenta essencial no sistema internacional de tomada de decis&#xE3;o e harmoniza&#xE7;&#xE3;o da interpreta&#xE7;&#xE3;o nacional com a legisla&#xE7;&#xE3;o da Uni&#xE3;o. Ora, tamb&#xE9;m no campo do direito dos refugiados, a Uni&#xE3;o Europeia tem o seu papel legislador. Neste sentido, o ac&#xF3;rd&#xE3;o B e D, do Tribunal de Justi&#xE7;a da Uni&#xE3;o Europeia, nos processos apensados C-57/09 e C-101/09, nos quais, est&#xE1; em causa a aplica&#xE7;&#xE3;o das cl&#xE1;usulas de exclus&#xE3;o da Directiva e o seu equil&#xED;brio com o princ&#xED;pio do non-refoulement, demonstra o campo espec&#xED;fico do presente artigo, atrav&#xE9;s dos quais se pretende extrapolar como deve ser feito o equil&#xED;brio, a liga&#xE7;&#xE3;o, entre os interesses de ordem p&#xFA;blica ao n&#xED;vel da Uni&#xE3;o Europeia, com aqueles de protec&#xE7;&#xE3;o de um requerente de asilo, face &#xE0; proibi&#xE7;&#xE3;o de refoulement. Efetivamente, o caso em apre&#xE7;o &#xE9; uma demonstra&#xE7;&#xE3;o da aplica&#xE7;&#xE3;o do direito da Uni&#xE3;o Europeia pelo Tribunal de Justi&#xE7;a da Uni&#xE3;o Europeia e a sua aplica&#xE7;&#xE3;o na ordem jur&#xED;dica interna dos Estados-Membros da Uni&#xE3;o Europeia, bem como demonstra como &#xE9; poss&#xED;vel defender e aplicar jur&#xED;dica e jurisdicionalmente o Direito de dois ordenamentos jur&#xED;dicos diferentes e com intuitos legislativos diversos: por um lado, a Conven&#xE7;&#xE3;o de Genebra de 1951 e o seu intuito puramente humanit&#xE1;rio, e, por outro lado, a Directiva 2004/83/CE com o seu intuito regulat&#xF3;rio e processualista do estatuto de refugiado e protec&#xE7;&#xE3;o subsidi&#xE1;ria dos requerentes de asilo de Estados terceiros &#xE0; Uni&#xE3;o Europeia. Como tal, verificar-se-&#xE1; que o Tribunal de Justi&#xE7;a da Uni&#xE3;o Europeia se tornou num marco importante na jurisprud&#xEA;ncia do direito dos refugiados, tanto ao n&#xED;vel da Uni&#xE3;o Europeia como a n&#xED;vel internacional, apresentando-se como o &#xE1;rbitro final quanto ao conte&#xFA;do e extens&#xE3;o das cl&#xE1;usulas de exclus&#xE3;o e a sua conex&#xE3;o com o princ&#xED;pio do non-refoulement.</subfield>
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    <subfield code="c">Braga</subfield>
    <subfield code="d">Setembro/Dezembro 2014</subfield>
    <subfield code="v">Tomo 63, n.&#xBA; 336</subfield>
    <subfield code="t">Scientia Ivridica</subfield>
    <subfield code="x">0870-8185</subfield>
    <subfield code="p">p. 481-506</subfield>
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    <subfield code="a">REFUGIADO</subfield>
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    <subfield code="a">DIREITO DE ASILO</subfield>
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    <subfield code="a">JURISPRUD&#xCA;NCIA CE</subfield>
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