01971nam a2200217 4500001000700000100004100007101000800048101000800056200009800064311003800162330132600200461007201526606001601598606001701614606001601631606001801647606002401665606002801689700001901717701001701736376003 a20151019u y0pory50 ba aeng apor aOs homicidas de familiares de primeiro graubRecurso eletrónicofDaniela Faria, Victor Mota aResumo inserto na publicação. aA família não é um espaço onde apenas estão presentes sentimentos de amor e harmonia, sendo vários os tipos de violência ocorridos no seio familiar. Estão incluídos nos homicídios de familiares de primeiro grau o patricídio, o matricídio, o fratricídio, e o filicídio. Este trabalho foi realizado com o objetivo de caraterizar os indivíduos que os cometem. Foi conduzido um estudo retrospetivo baseado na revisão de 3154 relatórios de avaliações psiquiátricas forenses realizadas entre 1986 e 2011. Procedeu-se à seleção dos casos em que o examinando foi constituído arguido de um crime de homicídio de familiar de primeiro grau. Com base nos resultados encontrados, pode concluir-se que os homicídios de familiares de primeiro grau são crimes pouco frequentes e que são cometidos maioritariamente por indivíduos do sexo masculino, com idades compreendidas entre os 36 e os 45 anos, solteiros, sem ocupação laboral, que assassinam o pai ou a mãe, apresentam perturbação psiquiátrica psicótica, principalmente a esquizofrenia, e são considerados inimputáveis. O conhecimento do perfil do homicida de familiares de primeiro grau, bem como dos fatores de risco associados a estes crimes, são os primeiros passos a considerar na sua prevenção. dJulho de 2015vNº 8tPsiquiatria, Psicologia & Justiçapp. 52-84 aHOMICÍDIO aPARRICÍDIO aFILICÍDIO aESQUIZOFRENIA aPSICOLOGIA CRIMINAL aANÁLISE PSICOLÓGICA aFARIAbDaniela aMOTAbVictor