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    <subfield code="a">O Tribunal Europeu dos Direitos do Homem na vida dos portugueses</subfield>
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    <subfield code="a">Resumo inserto no artigo.</subfield>
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    <subfield code="a">O Tribunal Europeu dos Direitos do Homem (TEDH) &#xE9; um tribunal regional de compet&#xEA;ncia especializada reconhecido como o sistema internacional mais avan&#xE7;ado na protec&#xE7;&#xE3;o dos direitos e liberdades fundamentais, tornando-se num exemplo a seguir na comunidade internacional. Desde 1998 que funciona como tribunal permanente e de jurisdi&#xE7;&#xE3;o obrigat&#xF3;ria para os actuais 47 estados signat&#xE1;rios da Conven&#xE7;&#xE3;o Europeia dos direitos do homem, da qual Portugal &#xE9; Parte. Dos milhares de pedidos anualmente apresentados apenas uma pequena parte chega a julgamento. Em 2013, o TEDH decidiu 93.397 casos, dos quais foram julgados 3659. Portugal apresentou 249 pedidos, 236 foram declarados inadmiss&#xED;veis ou inutilizados, realizaram-se julgamentos referentes a 13 pedidos, em cada um foi detectado pelo menos a viola&#xE7;&#xE3;o de um artigo da Conven&#xE7;&#xE3;o. Apesar da facilidade de acesso a este sistema de Justi&#xE7;a, a verdade &#xE9; que os portugueses s&#xE3;o estatisticamente dos europeus que menos recorrem ao TEDH. A aus&#xEA;ncia de casos ser&#xE1; o espelho de uma Justi&#xE7;a nacional justa e que funciona, ou antes um reflexo de um desconhecimento por parte dos cidad&#xE3;os sobre a possibilidade real de recurso quando v&#xEA;em negadas as pretens&#xF5;es a que t&#xEA;m direito? O &#x201C;Boletim da AO&#x201D; falou com Ireneu Cabral Barreto, antigo Juiz portugu&#xEA;s do TEDH, e com Ana Costa de Almeida, Advogada e Vogal do Conselho da Ordem dos Advogados, que descreveram a situa&#xE7;&#xE3;o e avan&#xE7;aram solu&#xE7;&#xF5;es para agilizar e sensibilizar os Advogados de modo a fazerem uso deste meio de recurso em defesa dos interesses dos cidad&#xE3;os.</subfield>
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