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    <subfield code="a">por</subfield>
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    <subfield code="a">O cont&#xE1;gio transgeracional da agressividade</subfield>
    <subfield code="e">a prop&#xF3;sito da viol&#xEA;ncia no namoro</subfield>
    <subfield code="f">Madalena Sofia Oliveira, Ana Isabel Sani, Teresa Magalh&#xE3;es</subfield>
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    <subfield code="a">Resumo inserto no artigo.</subfield>
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    <subfield code="a">A viol&#xEA;ncia dom&#xE9;stica constitui, segundo a Organiza&#xE7;&#xE3;o Mundial de Sa&#xFA;de um grave problema de sa&#xFA;de, o qual urge combater atrav&#xE9;s de estrat&#xE9;gias concertadas e multidisciplinares. Na raiz deste problema pode estar a transmiss&#xE3;o intergeracional da viol&#xEA;ncia. A investiga&#xE7;&#xE3;o sobre viol&#xEA;ncia nos relacionamentos, designadamente nas rela&#xE7;&#xF5;es de namoro de adolescentes, &#xE9; ainda bastante escassa, havendo, no entanto, estudos de pa&#xED;ses onde o fen&#xF3;meno come&#xE7;ou a ganhar uma visibilidade preocupante. A reprodu&#xE7;&#xE3;o de comportamentos violentos ao longo de gera&#xE7;&#xF5;es tem vindo a ser debatida na literatura, focalizando-se a base etiol&#xF3;gica, muito frequentemente, em modelos de aprendizagem social que apontam a observa&#xE7;&#xE3;o de comportamentos e modelos de conduta violenta como estando na base da transmiss&#xE3;o intergeracional da viol&#xEA;ncia, designadamente no seio de uma fam&#xED;lia. A investiga&#xE7;&#xE3;o sobre a preval&#xEA;ncia da viol&#xEA;ncia nas rela&#xE7;&#xF5;es de namoro &#xE9;, pois, fundamental para o desenvolvimento de estrat&#xE9;gias preventivas e para a constru&#xE7;&#xE3;o de modelos de interven&#xE7;&#xE3;o mais eficazes. Tendo em vista contribuir para uma melhor compreens&#xE3;o do fen&#xF3;meno da intergeracionalidade da viol&#xEA;ncia e perceber o reflexo deste na emerg&#xEA;ncia de rela&#xE7;&#xF5;es de namoro violentas no contexto portugu&#xEA;s, realizamos um estudo que contou com uma amostra de 283 estudantes do ensino secund&#xE1;rio do distrito do Porto, de ambos os g&#xE9;neros e com idades entre os 15 e os 19 anos. A recolha dos dados quantitativos foi realizada com recurso a tr&#xEA;s instrumentos de investiga&#xE7;&#xE3;o: o &#x201C;Invent&#xE1;rio de Viol&#xEA;ncia Conjugal&#x201D;, a &#x201C;Escala de Sinaliza&#xE7;&#xE3;o do Ambiente Natural Infantil&#x201D; e a &#x201C;Escala de Cren&#xE7;as da Crian&#xE7;a sobre a Viol&#xEA;ncia&#x201D;. Os resultados corroboram os dados da literatura, indicando que 37.6% dos 133 sujeitos que &#xE0; data do estudo mantinham rela&#xE7;&#xF5;es amorosas, j&#xE1; tiveram pelo menos um comportamento agressivo para com o(a) seu/sua parceiro(a) e 57% disse ter sido v&#xED;tima de abusos. Dos 237 estudantes que mantiveram rela&#xE7;&#xE3;o de namoro no passado, 45.1% admitiram ter praticado um ato abusivo com o(a) seu/sua parceiro(a) e 57% assumiram ter sido v&#xED;timas de comportamentos abusivos nas suas rela&#xE7;&#xF5;es passadas. O mesmo se verifica na sinaliza&#xE7;&#xE3;o de comportamentos violentos em contexto familiar, dado que 16.3% referiram ter assistido no &#xFA;ltimo ano, uma ou duas vezes, a comportamentos violentos. Os resultados apontam, ainda, a exist&#xEA;ncia de uma rela&#xE7;&#xE3;o estatisticamente significativa entre a sinaliza&#xE7;&#xE3;o de comportamentos violentos no seio familiar e a presen&#xE7;a de rela&#xE7;&#xF5;es de namoro abusivas.</subfield>
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    <subfield code="c">Coimbra</subfield>
    <subfield code="d">Dezembro 2012</subfield>
    <subfield code="v">Ano 21, n.&#xBA; 23</subfield>
    <subfield code="t">Revista Portuguesa do Dano Corporal</subfield>
    <subfield code="x">1645-0760</subfield>
    <subfield code="p">p. 175-188</subfield>
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    <subfield code="a">VIOL&#xCA;NCIA</subfield>
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    <subfield code="a">AGRESS&#xC3;O F&#xCD;SICA</subfield>
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    <subfield code="a">JOVEM</subfield>
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    <subfield code="a">ESTUDO DE CASOS</subfield>
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