02102nam a2200205 4500001000700000100004100007101000800048200013500056311003000191330142000221461010401641606001701745606002801762606001501790606001801805606001401823700002201837701001701859701002001876375367 a20131213u y0pory50 ba apor aAbuso contra criançasea perceção do médico na intervenção pediátricafJ. Nuno Trovão, S. Frazão, T. Magalhães aResumo inserto no artigo. aO abuso constitui, além de uma questão legal e social, um problema grave e frequente de saúde. No caso das crianças vítimas, o papel dos serviços de saúde, designadamente ao nível da Pediatria, revela-se fundamental na sua deteção, sinalização e/ou denúncia, para além do papel ao nível do seu tratamento e acompanhamento. Assim, o objetivo deste trabalho é analisar as perceções dos médicos que trabalham na área da Pediatria relativamente à sua capacidade para intervirem nesta matéria. Para tal, efetuou-se um inquérito a 89 pediatras ou internos de pediatria. Constatou-se que muitos médicos (76.4 %) sentem ter quase sempre capacidade para detetar o abuso físico, mas 49.4 % e 46.1%, considerou-se, respetivamente, pouco capaz de detetar abuso sexual ou o abuso psicológico. Os conceitos de sinalização e denúncia são confundidos por 30.3 % dos médicos e 6.7 % ainda desconhece a obrigação de denunciar estes casos. Só 52.8 % acha satisfatória a instrução académica e profissionalizante que teve nesta área. Ainda se verificam, pois, muitas lacunas na preparação dos médicos da área da Pediatria para a abordagem destes casos, havendo necessidade de mais formação, melhor divulgação das medidas já implementadas e de criação de novos protocolos, mais adaptados e específicos à realidade de cada comunidade. cCoimbradDezembro 2012vAno 21, n.º 23tRevista Portuguesa do Dano Corporalx1645-0760pp. 161-173 aCRIME SEXUAL aPROFISSIONAL DE SAÚDE aDENÚNCIA aESTATÍSTICA aCRIANÇA aTROVÃObJ. Nuno aFRAZÃObS. aMAGALHÃESbT.