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    <subfield code="a">A influ&#xEA;ncia da CEDH no di&#xE1;logo interjurisdicional</subfield>
    <subfield code="e">a perspectiva nacional ou o outro lado do espelho</subfield>
    <subfield code="f">Ant&#xF3;nio Henriques Gaspar</subfield>
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    <subfield code="a">Resumo inserto no artigo. Interven&#xE7;&#xE3;o no Col&#xF3;quio por ocasi&#xE3;o da Comemora&#xE7;&#xE3;o do 30.&#xBA; Anivers&#xE1;rio da vig&#xEA;ncia da CEDH em Portugal &#x2014; Supremo Tribunal de Justi&#xE7;a (10 de Novembro de 2008).</subfield>
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    <subfield code="a">Propondo-se analisar, tanto em sede de diagnose como de prognose, a influ&#xEA;ncia da Conven&#xE7;&#xE3;o Europeia dos Direitos do Homem (CEDH) no di&#xE1;logo interjurisdicional a partir das f&#xF3;rmulasde relacionamento do espa&#xE7;o judici&#xE1;rio estadual-nacional com as constru&#xE7;&#xF5;es doutrinais e jurisprudenciais do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem (TEDH), o autor come&#xE7;a por identificar os factores conjunturais impulsionadores do incremento dos n&#xED;veis de permeabilidade registados entre aquelas jurisdi&#xE7;&#xF5;es, destacando, neste contexto, a emerg&#xEA;ncia nas modernas sociedades democr&#xE1;ticas do paradigma do juiz da Constitui&#xE7;&#xE3;o, caracterizado pelo refor&#xE7;o da ideia de vincula&#xE7;&#xE3;o do juiz a normas e princ&#xED;pios fundamentais superiores &#xE0;s pr&#xF3;prias leis dos parlamentos. Sem deixar de identificar um conjunto de elementos de tens&#xE3;o na interac&#xE7;&#xE3;o entre a inst&#xE2;ncia europeia e as inst&#xE2;ncias nacionais, o autor destaca as &#xE1;reas tem&#xE1;ticas que apresentam maior permeabilidade &#xE0;s leituras jurisprudenciais do TEDH, mormente no plano dos direitos fundamentais onde refere se vir registando uma especial aceita&#xE7;&#xE3;o do di&#xE1;logo interjudicial em ordem ao refor&#xE7;oda respectiva efectividade. Notando a dificuldade de enquadrar em categorias as rela&#xE7;&#xF5;es entre o TEDH e os ju&#xED;zes nacionais, o autor n&#xE3;o deixa de sustentar que as decis&#xF5;es do TEDH, quando interpretam as disposi&#xE7;&#xF5;es da CEDH, devem ter uma &#xAB;autoridade espec&#xED;fica&#xBB; que se imp&#xF5;e a todos os Estados por for&#xE7;a da chamada autoridade de &#xAB;chose interpret&#xE9;e&#xBB;. Como notas finais sobre a atitude metodol&#xF3;gica a desenvolver neste contexto, o autor acentuaa ideia de que a interac&#xE7;&#xE3;o entre a inst&#xE2;ncia europeia e as inst&#xE2;ncias nacionais dever&#xE1; supor da parte destas uma posi&#xE7;&#xE3;o abertura e a assump&#xE7;&#xE3;o de uma cultura de cosmopolitismo judiciale de que o di&#xE1;logo interjudicial, refor&#xE7;ando a independ&#xEA;ncia dos ju&#xED;zes nacionais, dever&#xE1; ser por estes assumido com a remiss&#xE3;o para valores fundamentais, abertura a horizontes diversos e a outrosmodos de pensar o direito.</subfield>
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    <subfield code="c">Lisboa</subfield>
    <subfield code="d">Janeiro-Abril 2009</subfield>
    <subfield code="v">N&#xBA; 7</subfield>
    <subfield code="t">Julgar</subfield>
    <subfield code="x">1646-6863</subfield>
    <subfield code="p">p. 33-50</subfield>
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    <subfield code="a">CARTA DOS DIREITOS DO HOMEM</subfield>
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    <subfield code="a">JURISPRUD&#xCA;NCIA CE</subfield>
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    <subfield code="a">JURISDI&#xC7;&#xC3;O PENAL</subfield>
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    <subfield code="a">DIREITOS FUNDAMENTAIS</subfield>
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    <subfield code="a">GASPAR</subfield>
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