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    <subfield code="a">por</subfield>
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    <subfield code="a">A valora&#xE7;&#xE3;o pericial do "perigo para a vida"</subfield>
    <subfield code="e">estudo retrospectivo de duas &#xE1;reas metropolitanas de Portugal</subfield>
    <subfield code="f">C. Oliveira ... [et al.]</subfield>
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    <subfield code="a">Resumo inserto no artigo.</subfield>
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    <subfield code="a">No C&#xF3;digo Penal Portugu&#xEA;s (CP), relativamente aos crimes contra a integridade f&#xED;sica, est&#xE1; previsto o art.&#xBA; 144&#xB0; relativo &#xE0;s ofensas &#xE0; integridade f&#xED;sica graves. Na al&#xED;nea d) do referido artigo, encontra-se descrito um par&#xE2;metro fundamental na avalia&#xE7;&#xE3;o do Dano Corporal em Direito Penal, denominado de "Perigo para a Vida" (PV). Apesar da relev&#xE2;ncia da avalia&#xE7;&#xE3;o pericial deste par&#xE2;metro, n&#xE3;o est&#xE3;o definidos crit&#xE9;rios exactos para a sua valora&#xE7;&#xE3;o, pelo que o presente estudo tem como objectivo avaliar eventuais diferen&#xE7;as entre os crit&#xE9;rios periciais adoptados. Realizou-se um estudo retrospectivo no per&#xED;odo compreendido entre 2004 a 2008, nas Delega&#xE7;&#xF5;es do Norte e Centro do Instituto Nacional de Medicina Legal, LP. (INML), relativo a casos de ofensa &#xE0; integridade f&#xED;sica, em que foi considerado ter existido perigo concreto para a vida. Encontraram-se 63 casos, correspondendo a 0.2% do total das ofensas &#xE0; integridade f&#xED;sica, durante o per&#xED;odo em estudo. Comparando alguns dados demogr&#xE1;ficos, constatou-se que a idade m&#xE9;dia das v&#xED;timas foi 37&#xB1;18.34 anos, sendo que as v&#xED;timas eram maioritariamente do sexo masculino. Relativamente &#xE0; etiologia do traumatismo, a agress&#xE3;o foi o evento preponderante, tendo muitos destes epis&#xF3;dios sido provocados por armas brancas. Os quadros cl&#xED;nicos normalmente implicados na atribui&#xE7;&#xE3;o do PV e encontrados associados aos eventos traum&#xE1;ticos analisados, foram o "choque hipovo&#xAD;l&#xE9;mico", seguido pelo "traumatismo cr&#xE2;nio-encef&#xE1;lico grave" e "insufici&#xEA;ncia respirat&#xF3;ria". Resultaram consequ&#xEA;ncias permanentes em 88.9% dos casos, sendo que destas, 38% estavam no &#xE2;mbito das descritas no art.&#xBA; 144&#xB0;. O tempo m&#xE9;dio de doen&#xE7;a estabelecido para as v&#xED;timas avaliadas foi de 254 dias. Na atribui&#xE7;&#xE3;o do PV, o perito deve considerar que tal situa&#xE7;&#xE3;o corresponde a uma probabilidade concreta e presente do resultado letal, fundamentada em sinais e sintomas de morte pr&#xF3;xima, situa&#xE7;&#xF5;es cr&#xED;ticas e de progn&#xF3;stico reservado, relacionadas directamente com a les&#xE3;o resultante da ofensa. No entanto, em situa&#xE7;&#xF5;es em que n&#xE3;o se verificou PV, deve assinalar-se no relat&#xF3;rio tamb&#xE9;m os casos em que existiu risco (perigo potencial), aspecto que n&#xE3;o foi considerado em nenhuma das per&#xED;cias analisadas neste estudo. Por outro lado, verifica-se que, tendo em conta as implica&#xE7;&#xF5;es judiciais que adv&#xEA;m nestes casos, &#xE9; fundamental o estabelecimento de crit&#xE9;rios cl&#xED;nicos objectivos e padronizados para a atribui&#xE7;&#xE3;o deste dano (que em 12.7% dos casos n&#xE3;o foram respeitados), bem como a sua rigorosa fundamenta&#xE7;&#xE3;o (o que n&#xE3;o aconteceu em 74.5% dos casos).</subfield>
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    <subfield code="c">Coimbra</subfield>
    <subfield code="d">Dezembro 2010</subfield>
    <subfield code="v">Ano 19, n&#xBA; 21</subfield>
    <subfield code="t">Revista Portuguesa do Dano Corporal</subfield>
    <subfield code="x">1645-0760</subfield>
    <subfield code="p">p. 37-48</subfield>
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    <subfield code="a">DIREITO PENAL</subfield>
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    <subfield code="a">CRIME CONTRA A VIDA</subfield>
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    <subfield code="a">AGRESS&#xC3;O F&#xCD;SICA</subfield>
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    <subfield code="a">PER&#xCD;CIA M&#xC9;DICO-LEGAL</subfield>
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    <subfield code="4">PJ_32279_000000000000000</subfield>
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