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    <subfield code="a">Os maus tratos &#xE0;s crian&#xE7;as na fam&#xED;lia</subfield>
    <subfield code="f">Helena Nunes de Almeida, Isabel Margarida Andr&#xE9;, Ana Nunes de Almeida</subfield>
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    <subfield code="a">(*). Resumo inserto no pr&#xF3;prio artigo.</subfield>
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    <subfield code="a">Com o objectivo de fazer um levantamento actual sobre a situa&#xE7;&#xE3;o dos maus tratos &#xE0;s crian&#xE7;as na fam&#xED;lia, este estudo  baseia-se num inqu&#xE9;rito nacional dirigido, em 1996, a profissionais da inf&#xE2;ncia (das &#xE1;reas da sa&#xFA;de, educa&#xE7;&#xE3;o e servi&#xE7;o social). Partiu, por um lado, de uma no&#xE7;&#xE3;o abrangente de mau trato infantil, nela seincluindo n&#xE3;o s&#xF3; as formas activas de viol&#xEA;ncia contra a integridade f&#xED;sica e ps&#xED;quica da crian&#xE7;a, como ainda as formas de priva&#xE7;&#xE3;o, omiss&#xE3;o ou neglig&#xEA;ncia (material e afectiva) que comprometem o seu crescimento e desenvolvimento. O estudo privilegiou, por outro, uma perspectiva de contextualiza&#xE7;&#xE3;o do mau trato. Foram directamente contactadas 1 126 institui&#xE7;&#xF5;es e recebidos 755inqu&#xE9;ritos v&#xE1;lidos. Apresentam-se, neste artigo, alguns dos resultados obtidos, designadamente: uma caracteriza&#xE7;&#xE3;o da amostra das 755 crian&#xE7;as maltratadas, dos respectivos contextos s&#xF3;cio-familiares de perten&#xE7;a e agressores, bem como das modalidades de mau trato de que elas s&#xE3;o v&#xED;timas; uma tipologia deformas de abuso e neglig&#xEA;ncia, caracterizadas n&#xE3;o s&#xF3; pela consist&#xEA;ncia interna de tra&#xE7;os directamente associados ao mau trato, como tamb&#xE9;m pela sua rela&#xE7;&#xE3;o com os contextos sociais de perten&#xE7;a da fam&#xED;lia da crian&#xE7;a. A tipologia resultou do tratamento  estat&#xED;stico da informa&#xE7;&#xE3;o recolhida (an&#xE1;lise factorial de correspond&#xEA;ncias m&#xFA;ltiplas, seguida de uma classifica&#xE7;&#xE3;ohier&#xE1;rquica (cluster). Sintetizam-se, na conclus&#xE3;o, algumas  ideias-chave. Maltratam-se em Portugal crian&#xE7;as de todos osgrupos et&#xE1;rios, dos dois sexos, independentemente da sua ordem na fratria; e crian&#xE7;as pertencentes a todos os tipos de fam&#xED;lias, aos diferentes meios sociais. No entanto, as modalidades d istintas de abuso e neglig&#xEA;ncia est&#xE3;o associadas aos contextos de perten&#xE7;a da crian&#xE7;a e da sua fam&#xED;lia. Os profissionais de sa&#xFA;de encontram-se numa posi&#xE7;&#xE3;o insubstitu&#xED;vel no que toca a detec&#xE7;&#xE3;o da grande variedade dos maus tratos &#xE0;s crian&#xE7;as e, constituem um posto de vigil&#xE2;ncia essencial para dois tipos de maus tratos, que dificilmente passam pelo crivo do olhar dos outros t&#xE9;cnicos: o abuso ao embri&#xE3;o/feto/rec&#xE9;m-nascido, e o abuso sexual. A presen&#xE7;a dev&#xE1;rias formas de pobreza (em recursos materiais ou escolares) assim como a falta de equipamentos e de servi&#xE7;os de apoio &#xE0; fam&#xED;lia assumem, no cen&#xE1;rio portugu&#xEA;s, um relevo singular. Ligado a este aspecto estrutural surge o peso do alcoolismo, estat&#xED;sticamente muito mais significativo do que o da toxicodepend&#xEA;ncia.</subfield>
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    <subfield code="c">Lisboa</subfield>
    <subfield code="d">Julho-Agosto 2002</subfield>
    <subfield code="v">Vol. 15, n&#xBA; 4</subfield>
    <subfield code="t">Acta M&#xE9;dica Portuguesa</subfield>
    <subfield code="x">1646-0758</subfield>
    <subfield code="p">p. 257-267</subfield>
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    <subfield code="a">MAUS TRATOS CONTRA CRIAN&#xC7;AS</subfield>
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