02084nam a2200181 4500001000700000090001100007100004100018101000800059200006600067311001600133330150500149461008001654606002001734606002301754606001101777700002601788995008801814373475 a373475 a20080219u y0pory50 ba apor aOs ciber-ataques e a soberania nacionalfLuís Sousa Cardoso a(*) CD 294. a"Para as nossas televisões e para os meios de comunicação em geral, terroristas são apenas os opositores do poder estabelecido. Por essa lógica, os representantes do poder estabelecido, seja ele legítimo ou não, jamais serão terroristas, não importando a brutalidade de seus actos. Pela mesma lógica, os nazis que foram responsáveis pelo holocausto jamais seriam terroristas; os judeus, que com armas rudimentares resistiram heroicamente no gueto de Varsóvia, sim. No meu entendimento o terrorismo é uma estratégia política e não militar, e é levada a cabo por grupos que não são fortes o suficiente para efectuar ataques abertos, sendo utilizada em época de paz, conflito e guerra. A intenção mais comum do terrorismo é causar um estado de medo na população ou em sectores específicos da população, com o objectivo de provocar num inimigo (ou seu governo) uma mudança de comportamento. Por isso mesmo irei evitar o uso da palavra terrorista nesta breve discussão sobre ciber-guerra ou guerra electrónica. Assim, a pergunta inicial que motivará esta análise deve ser: «Pode um indivíduo ou um grupo organizado usar um computador ligado a uma rede para criar desordem e destruição num ponto distante do mundo?» ou por outras palavras «Pode um indivíduo ou grupos organizados, sem recorrerem ao uso de bombas ou explosivos, afectarem um sector da economia, ou, por exemplo, quebrarem o fornecimento de energia eléctrica?»" cLisboad2007vN.º 19tPlaneamento Civil de Emergênciax0871-7311pp. 4-8 aCIBERTERRORISMO aCRIME VIA INTERNET aGUERRA aCARDOSObLuís Sousa 104PJ_28574_00000000000000052022-06-069401256aPJcPJkPJ28574n2022-06-06o0rAP