01781nam a2200169 4500001000700000100004100007101000800048200012600056311004000182330115900222461010501381606001201486606001801498606001701516606003001533700004801563373403 a20071114u y0pory50 ba apor aLinguagem, discurso e direitoealgumas questões de linguística jurídicafMaria da Conceição Carapinha Rodrigues aResume inserto no próprio artigo. aO domínio de investigação que intersecta a linguagem e o Direito - aquilo a que hoje se convenciona chamar linguística jurídica - emergiu como campo de estudos à medida que os investigadores começaram a compreender o papel fundamental desempenhado pela linguagem e pelos diferentes tipos de discursos no universo jurídico. Embora radique em quadros teóricos diversificados, a disciplina abarca hoje um extenso campo de análise que se reporta a um vasto conjunto de tópicos, aqui apresentados como possíveis linhas de análise. Qualquer que seja, aliás, o enfoque pelo qual abordamos este objecto, dos traços linguísticos e textuais que percorrem a linguagem escrita dos códigos legais, às particularidades da interacção verbal em sala de audiências, passando pelo trabalho pericial do linguista em tribunal e ainda pelas reflexões geradas em torno dos mecanismos de poder que têm tradução discursiva, deparamo-nos sempre com a centralidade da linguagem nesta área profissional. E é partindo do reconhecimento desta convergência que apresentamos possíveis articulações entre os dois domínios. cLisboadJulho-Setembro 2007vAno 28, n.º 111tRevista do Ministério Públicox0870-6107pp. 5-36 aDIREITO aLINGUÍSTICA aTRADUÇÃO aCOMPARÊNCIA EM TRIBUNAL aRODRIGUESbMaria da Conceição Carapinha