02127nam a2200181 4500001000700000100004100007101000800048200009000056330158700146461006401733606001101797606002301808606002801831606003001859606002501889606001301914700001801927373380 a20071026u y0pory50 ba aeng aReady in one hour?etime to dispel a few myths about criminal profilingfPierre Nezan aA expressão "criminal profiling”, actualmente em voga no léxico popular, tem por base a "criminal investigative analysis", desenvolvida pelo "Behavioural Analysis Unit" (BAU) do FBI, consistindo num método sistemático, lógico e analítico de recolha da informação reunida no local do crime. O "profiler" reúne e interpreta o comportamento de um criminoso no local do crime, dá a sua opinião quanto às características do indivíduo que o teria perpetrado e disponibiliza estratégias para o estabelecimento de prioridades na determinação da lista de suspeitos. O presente artigo propõe-se esclarecer 5 mitos criados em torno do trabalho desenvolvido por estes profissionais: os “profilers” não resolvem crimes, apoiam a investigação, cabendo ao investigador criminal essa tarefa; têm formação em psicologia e uma vasta experiência em investigação criminal podendo, ocasionalmente, socorrer-se de contributos de especialistas clínicos em determinadas situações; não resolvem crimes numa hora, visto que a diversidade e o volume de vestígios recolhidos no local do crime carecem de análise científica rigorosa e, eventualmente, morosa; os criminosos, nomeadamente os sádicos, pretendem continuar com as suas fantasias desviantes e obsessivas, embora alguns tenham expressado o desejo de serem “apanhados”; não lideram a investigação criminal, apoiam os responsáveis, providenciam estratégias, analisam comportamentos, sendo, por isso, uma “ferramenta” ao serviço da investigação criminal. cOttawad2007vVol. 69, n.º 1tGazettex1196-6513pp. 14-15 aPERITO aANÁLISE CRIMINAL aINFORMAÇÃO CRIMINAL aINVESTIGAÇÃO CRIMINAL aPERFIL PSICOLÓGICO aCANADÁ aNEZANbPierre