01758nam a2200169 4500001000700000100004100007101000800048200011400056311004100170330118500211461009201396606001501488606003201503606002501535606001101560700001701571373281 a20070709u y0pory50 ba apor aA vertente europeia-continental e a vertente atlântico-global na política externa portuguesafRui Pereira aResumo inserto no próprio artigo.  aNo presente artigo, propomo-nos analisar as vertentes europeia-continental e atlântico-global na política externa portuguesa. Começamos por fazer uma breve retrospectiva evolutiva, identificando três grandes modelos de inserção internacional de Portugal, que correspondem a momentos históricos específicos. Seguidamente, detemo-nos nos vectores de modernização e compensação, associando o primeiro vector à matriz europeia-continental e o segundo à atlântico-global. Argumentamos, nomeadamente, que um deve ser indissociável do outro, sob pena da política externa portuguesa ser reduzida a uma condição cada vez mais periférica pelo que poderá perder relevância. Por último, reflectimos sobre as condições de afirmação de Portugal no mundo, destacando elementos incontornáveis como a projecção da língua, a ligação ao mar e a vocação universalista do povo português, chamando a atenção para a necessária adaptação da nossa diplomacia ao novo contexto de acção externa do Estado, que pressupõe uma articulação coerente e equilibrada entre as dimensões política, económica e cultural. cLisboadPrimavera 2007v3ª Série, nº 116tNação e Defesax0870-757Xpp. 107-115 aPOLÍTICA aRELAÇÕES INTERNACIONAIS aSEGURANÇA EUROPEIA aEUROPA aPEREIRAbRui