01653nam a2200145 4500001000700000100004100007101000800048200008400056330119000140461010101330606002701431606001401458606001601472700001901488371925 a20041104u y0pory50 ba aeng aLoneliness and cellular confinement in English prisons 1878-1921fBill Forsythe aEm 1 de Abril de 1878 tomou posse da administração dos estabelecimentos prisionais do Reino Unido um novo órgão governamental conhecido por "Prison Commission". Esta Comissão, sob a influência do seu presidente, Edmund du Cane, estabelecia princípios de eficácia, de uniformidade e de disciplina prisional, invocando a rígida restrição da comunicação entre reclusos, na convicção de que os criminosos eram enviados para a prisão para castigo intencional e sujeitos a uma severidade calculada, por forma a se conseguir um efeito dissuasor nos reclusos. O presente artigo tem como objectivo observar os efeitos deste regime, ou mais especificamente, o regime de reclusão celular praticado nas prisões do Reino Unido, no período entre 1878 e 1921. Descrevem-se alguns dos efeitos psicológicos causados nos reclusos, experiências verdadeiramente traumáticas, bem como algumas das formas utilizadas, quer pelos detidos, quer pelo pessoal prisional, para atenuar ou escapar ao rigor do sistema. Só mais tarde, com a evolução das ideias neo-liberais, é que estas práticas se foram desvanecendo, dando lugar a novos conceitos de penologia. cOxforddSeptember 2004vV. 44, n. 5tBritish Journal of Criminology (The)x0007-0955pp. 759-770 aREGIME PENITENCIÁRIO aPENOLOGIA aREINO UNIDO aFORSYTHEbBill